segunda-feira, 6 de julho de 2015

EDUARDO CUNHA: UM FASCISTA CONFESSIONAL QUE PRECISA SER CONTIDO




Assim dissolve-se a democracia no Brasil
http://patrialatina.com.br/imagemmenor.php?imagem=fotos/06-07-2015_10_01_55_.jpg
 
Por Guilherme Boulos, no site Outras Palavras:
O declínio da democracia brasileira teve uma noite promissora. Trucidando o regimento, cortando microfones e deixando de lado os ritos mais elementares do Parlamento, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reverteu em menos de 24 horas a votação sobre a redução da maioridade penal.
Não foi a primeira vez. No fim de maio, havia aplicado a mesma manobra para reverter a derrota da PEC (Proposta de Emenda Constitucional), que enxerta o financiamento empresarial de campanha na Constituição. Isso em meio ao escândalo das “doações” das empreiteiras na Lava Jato. Não houve grande alarde. Por que então não tentar de novo?
Dessa vez seria até mais fácil. A construção midiática de que a violência deve ser combatida com maior endurecimento penal cimentou uma ampla opinião social em favor da redução. Tipos como Datena e Marcelo Resende fizeram sua parte.
Mesmo considerando que a reincidência no sistema prisional é três vezes maior que nas instituições para adolescentes. Mesmo sabendo que o Brasil está abaixo da média mundial no que se refere a crimes praticados por menores.
Ao contrário, o Brasil é um dos países em que se mata mais jovens. O Mapa da Violência, divulgado esta semana, mostrou que o número de homicídios contra jovens de 16 e 17 anos ultrapassou dez por dia. Mas, nada disso importa. Era preciso reduzir a maioridade penal. Assim como era preciso aprovar o financiamento das campanhas por empresas. Assim como será preciso rever o modelo de partilha do pré-sal. Vox Cunha, Vox Dei.
Se perderem as votações, vota-se de novo. Simples assim, até ganhar. Ele é o dono da bola e faz questão de deixar isso claro. Conduz as sessões com seu sorriso cínico, deixa a votação correr até assegurar a maioria, telefona da cadeira de presidente para os deputados faltantes, convocando-os. Sem nenhum pudor impõe suas regras ao processo democrático.
Aprovará o que quiser naquela Casa. Sua meta de longo prazo é o parlamentarismo. Daremos um doce aos que acertarem quem ele imagina como primeiro-ministro. Um belo atalho ao poder máximo da República para alguém que não o conseguiria pelo voto popular. Cunha é bom de bastidores, de lidar com deputados sedentos por pequenas vantagens. Mas uma eleição presidencial é menos recomendada para quem tem telhado de vidro. Talvez alguém resolva falar do escândalo da Telerj, ou da corrupção na Cehab (companhia de habitação do Rio), do flat luxuoso pago por um doleiro, ou ainda dos negócios escandalosos de Furnas. Talvez alguém se recorde que ele é hoje um dos principais investigados na Lava Jato.
 
Por enquanto, ele conta com o silêncio complacente da mídia. Nenhuma palavra sobre seu passado e seus procedimentos abusivos. Em relação a Lava Jato é como se seu nome não estivesse lá. Afinal, está prestando bons serviços aos conservadores de plantão. E segue como um trator, desmoralizando a democracia brasileira.
Aos que aplaudem, não custa lembrar o poema de Bertolt Brecht: “Primeiro levaram os negros / Mas não me importei com isso / Eu não era negro / Em seguida levaram alguns operários / Mas não me importei com isso / Eu também não era operário / Depois prenderam os miseráveis / Mas não me importei com isso / Porque eu não sou miserável / Depois agarraram uns desempregados / Mas como tenho meu emprego / Também não me importei / Agora estão me levando / Mas já é tarde / Como eu não me importei com ninguém / Ninguém se importa comigo.”
Eduardo Cunha avança numa marcha avassaladora. Viola regras democráticas e repete votações a seu gosto. A complacência de hoje poderá ter um preço alto no futuro. Precisa ser barrado, antes que seja tarde para o Brasil.
Esse fascista confessional precisa ser contido.
 

domingo, 5 de julho de 2015

O PCML NA LUTA

A crise do capital, o Brasil e a luta de classes

Essa matéria foi publicada na Edição 479 do Jornal Inverta, em 30/06/2015
As contradições orgânicas do capitalismo, que tornam impossível a expansão eterna deste sistema, se manifestam na forma aparente de crises cíclicas e gerais, a última delas apareceu de forma mais contundente a partir de 2008.

O desenvolvimento desigual das nações sob o capitalismo dá a impressão de que tal ou qual país já se recuperou, ou tenha passado imune pela crise por conta desta ou daquela política econômico. Mas isso é apenas uma ilusão, não há saída para esta realidade dentro dos marcos do capitalismo. Mesmo quando há um crescimento econômico, indicando uma aparente recuperação, ele é apenas prenúncio para uma nova crise, em um patamar mais elevado de desenvolvimento.

Nos países centrais, a recuperação sofre uma inflexão nos Estados Unidos, no primeiro trimestre deste ano o PIB caiu 0,7%; na Zona do Euro o crescimento se mantém em torno de 1%.

O Brasil, que se manteve imune nos primeiros anos da crise internacional, agora enfrenta seus efeitos. Os dados apontam que o país vive a mais grave recessão em duas décadas: o crescimento do PIB em 2014 foi de 0,1% e a tendência é de que seja ainda menor em 2015. O desemprego chegou a 8% no último trimestre, destacando-se o fato de que na construção civil o número de desempregados já atingiu 288 mil; acrescente-se a isso o aumento da taxa de juros de 13, 75 e a inflação em torno de 8,39%.

Com isso não se pode ignorar o efeito perverso da baixa do ciclo econômico.

No caso do Brasil, à redução no crescimento do PIB deve-se acrescentar a guerra econômica movida pela burguesia, uma verdadeira chantagem do setor financeiro, que entrou em greve de investimentos contra a opção dos governos Lula e Dilma de não alinhamento automático com os interesses do imperialismo, política que fica visível no papel desempenhado nos BRICS e na tímida, mas inadmissível para as oligarquias internas e seus asseclas, retomada do papel do Estado em alguns setores da economia, especialmente, na adoção do modelo de partilha para extração do petróleo do pré-sal.

Os estímulos ao consumo com a ampliação das políticas compensatórias aqueceram o mercado interno na última década, mas foram insuficientes para manter o nível de crescimento de cerca de 7%. Além do petróleo, houve a retomada da indústria naval, setor tradicional de nossa industrialização, que se assemelha à aviação, representado pela Embraer e seus competitivos aviões. Isso parece pouco em meio a pior crise desde 1929, mas suficiente para que toda mídia das oligarquias repita infinitamente a tese do malogro da política industrial dos últimos governos. Mas será que é isso mesmo? Levar eletricidade a áreas do país em que essa tecnologia esperou mais de cem anos para chegar pode ser chamado de fracasso? Podemos dizer que é pouco, insuficiente, como também dobrar o ingresso no ensino superior em 10 anos. Fazer em 10 o mesmo número de vagas que as oligarquias levaram 500 anos para fazer é um fracasso ou um sucesso?

Marchando na contratendência ao neoliberalismo e ainda tendo que vencer a guerra em três frontes: midiática, econômica e judiciária, que adquiriu caráter explícito a partir das chamadas manifestações de junho de 2013 e se intensificou no processo eleitoral, o governo foi vitorioso nas urnas, mas encontrava-se nas cordas, com o ajuste fiscal pela frente.

Para dar cores próprias ao horror econômico do capital, a oposição de direita ressuscita o PL 4330 da precarização dos direitos trabalhistas, eufemisticamente chamada de “terceirização”. Passava-se da predominância da guerra econômica para a guerra midiática ou para a política propriamente dita, a partir de então com a direita retomando todo seu arsenal de medidas anti-povo: defesa do genocídio contra a juventude pobre, chamado de redução da maioria penal, cerceamento da soberania popular travestido de reforma política, que se acrescentam aos atentados aos direitos trabalhistas, e outras medidas.

Na sua ânsia de sugar as últimas gotas de sangue dos trabalhadores e desqualificar mais ainda a soberania popular burguesa, a extrema direita parlamentar está indo longe demais, a ponto de sacrificar, mais uma vez, os seus próprios quadros de posições mais conciliadoras. Para isso joga-se no lixo trabalho de comissões parlamentares e semeia-se o caos. O jogo pesado tem como resultado, até o momento, a rejeição do chamado “distritão” e aprovação do aumento do poder econômico nas campanhas eleitorais. À pseudo-esquerda eleitoral resta se envolver em acordos espúrios ou semear a confusão entre ações do governo e investida da direita parlamentar contra os trabalhadores.

Nesse quadro, o governo e forças do centro se movimentam. Uma medida positiva do primeiro foi o envio da Medida Provisória que amplia a taxação sobre o lucro dos bancos de 15% para 20%, o que representa de 3 para 4 bilhões dos 70 bilhões do ajuste fiscal. Na ponta do lápis, parece pouco, mas tem importância simbólica porque prova que é possível avançar sobre a parte do grande capital. Os trabalhadores não podem pagar pela crise, eles devem pressionar para que o ajuste fiscal seja feito sobre o andar de cima, e não sobre quem carrega toda a sociedade em suas costas.

Apertado pelo ajuste e com a folha de pagamentos dos funcionários comprometida, até o governo do Rio Grande do Sul, que é comandado pela extrema-direita, vai dobrar o imposto sobre as heranças.

Nesse cenário, as lutas sociais vão se intensificar e se radicalizar. A marcha pelo impeachment com 300 manifestantes se confraternizando com os golpistas do Congresso deve ser entendida em conjunto com as manifestações midiáticas: quando os monopólios da mídia se retraem as “manifestações” voltam à sua dimensão real. Não podemos esquecer disso, assim não corremos o risco de superestimar as primeiras nem subestimar os segundos.

Na defesa dos trabalhadores e do povo pobre, é importante saber que um governo frágil e limitado é melhor do que todos os governos das oligarquias que exerceram o poder há cinco séculos. É preciso ganhar tempo para criarmos as condições subjetivas para a revolução comunista, que dê um fim ao horrror capitalista e aos seus atentados aos trabalhadores e ao povo pobre.

Pelas liberdades democráticas! Contra o golpe e em defesa do governo Dilma!
Pelos direitos sociais e contra o PL 4330! Contra a terceirização e os demais atentados aos direitos trabalhistas!
Não à redução da maioridade penal!
Contra o projeto de lei que acaba com a demarcação de terras indígenas e quilombolas no país!
Contra a criminalização dos movimentos sociais sob a falsa alegação de antiterrorismo!
Por legislação que combata a influência do poder econômico nas campanhas eleitorais!
Em  defesa do processo de paz na Colômbia!


Partido Comunista Marxista-Leninista (PCML-Br)

CONTRA A MERCANTILIZAÇÃO DA TECNOLOGIA

Cuba e China: indústria biotecnológica ao serviço dos povos

O primeiro vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, assistiu à abertura do evento que se desenvolve durante os dias 29 e 30 de junho no Hotel Meliá Habana

O primeiro vice-presidente dos Conselhos de Estado y Ministros e membro do Bureau Político, Miguel Díaz Canel Bermúdez assistiu à sessão de inauguração da 8ª reunião do Grupo de trabalho para a cooperação biotecnológica entre Cuba e a China. Photo: Alberto Borrego
“A cooperação no âmbito da biotecnologia entre nossos países se tem convertido em locomotiva das relações bilaterais e tem uma grande perspectiva futura”, expressou o doutor Carlos Gutiérrez Calzado, presidente da BioCubaFarma, durante a inauguração da 8ª Reunião do Grupo de Trabalho Conjunto da Biotecnologia Cuba-China.
O primeiro vice-presidente dos Conselhos de Estado e Ministros e membro do Bureau Político, Miguel Díaz Canel Bermúdez, assistiu à abertura do evento, que teve lugar durante os dias 29 e 30 de junho no Hotel Meliá Habana.
Este 8º encontro tem como objetivo fazer um resumo da cooperação no setor durante os últimos dois anos, examinar em parceria os avanços e dificuldades, bem como promover novos projetos na cooperação e determinar as diretrizes das relações futuras entre as duas nações no setor biofarmacêutico.
O doutor Gutiérrez Calzado, representante da parte cubana neste grupo de trabalho, agradeceu os esforços realizados pela nação asiática para levar a um nível tão elevado a cooperação nesta área científica.
“Nossos governos, disse, nos têm dado a tarefa de impulsionar o desenvolvimento da indústria biotecnológica e de pôr seus resultados ao serviço dos povos”.
“Devemos conseguir que nosso trabalho tenha um impacto favorável na saúde de ambos os países e que seja uma contribuição importante para o desenvolvimento sustentável da qualidade de vida e da economia nacional de Cuba e da China”, comentou Gutiérrez Calzado.
Finalmente, destacou a prioridade que concede o governo cubano à cooperação com a China no setor da biotecnologia.
As diretrizes da política econômica do país priorizam desenvolver os resultados no campo da biotecnologia, estender seu uso e como os compartir com a humanidade. “Cuba deseja de maneira especial compartilhá-los com a China” como expressão de irmandade e para fortalecer a histórica e indestrutível amizade que nos une, precisou o presidente da BioCubaFarma.
De sua parte Lin Nian Xiu, vice-presidente da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, sublinhou que nos últimos dez anos a cooperação trouxe benefícios mútuos.
Com a implementação deste grupo de trabalho mais de 20 empresas chinesas têm colaborado com Cuba e serão implementados vários projetos de cooperação biotecnológica.
Anunciou que empresas do gigante asiático desejam abrir oficinas de produção na Ilha, bem como investir na Zona de Desenvolvimento Especial de Mariel.
Ainda, insistiu no aprofundamento da cooperação para o desenvolvimento econômico e social dos povos.
“A China, explicou Lin Nian Xiu, tem interesse em alargar o espaço de cooperação nesta área e planejar projetos futuros sob este mecanismo, além de envolver universidades, instituições financeiras, entre outras”.
Ao encontro, que se realiza cada dois anos alternos entre Cuba e a China, assistem 52 participantes pela parte asiática e 48 pela cubana. Nesta ocasião o trabalho do grupo estará dividido em cinco subcomissões fundamentais: Indústria, Registro Sanitário, Saúde, Ciência e Neurotecnologia, e Agricultura.

OPERAÇÃO LAVA VENENO/AGROTÓXICOS




Os agrotóxicos matando, no campo e nas cidades; adultos e crianças.  As plantas absorvem parte dessas substâncias e esses resíduos acabam parando na maioria da mesa dos brasileiros, em alimentos que comemos todos os dias.

Essas substâncias não estão presentes apenas em alimentos in natura como frutas, legumes e verduras, mas também em produtos alimentícios industrializados, que têm como ingredientes o trigo, o milho e a soja, por exemplo. Elas ainda podem estar presentes nas carnes e leites de animais que se alimentam de ração com traços de agrotóxicos e até no leite materno.

Em abril de 2015, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) divulgou um relatório sobre o uso de agrotóxicos nas lavouras do país e seus impactos sob o meio ambiente e à saúde. Segundo o instituto, o Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos. O país é um dos maiores produtores agrícolas do mundo e utiliza agrotóxicos em larga escala. Para o agricultor, os agrotóxicos são recursos para combater as pragas, controlar o aparecimento de doenças e aumentar a produção.

Em dez anos, a venda de pesticidas no mercado agrícola brasileiro aumentou de R$ 6 bilhões para R$ 26 bilhões. Atualmente, o país ultrapassou a marca de 1 milhão de toneladas, o que equivale a um consumo médio  de 5,2 kg de agrotóxico ao ano por pessoa.

Além de danos ambientais, a equipe do Inca alerta sobre os riscos de doenças como o câncer. Segundo o relatório, o que faz um alimento saudável é sua composição. Os agrotóxicos na alimentação podem alterar o funcionamento normal das células do corpo humano, causando mutações e maior probabilidade do desenvolvimento de doenças no futuro.

No Brasil, cerca de 450 substâncias são autorizadas para uso na agricultura. O Inca alerta ainda sobre o uso de muitos princípios ativos que já foram banidos em outros países. Dos 50 produtos mais utilizados na agricultura brasileira, 22 são proibidos na União Europeia.

Em 2014, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez um levantamento com amostras de alimentos em todo o país. No estudo, 25% apresentavam resíduos de agrotóxicos acima do permitido. O uso indiscriminado e abusivo desses produtos e a falta de fiscalização em relação a níveis seguros de substâncias aumenta o risco para a saúde dos brasileiros.

A relação entre o consumo de agrotóxicos e o desenvolvimento de câncer e outras doenças já é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Uma pesquisa publicada na revista científica “The Lancet”, em março deste ano, pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc), classifica cinco agrotóxicos como prováveis agentes cancerígenos: tetraclorvinfós, paration, malation, diazinon e o glifosato. Esses agentes são liberados no Brasil, mas apenas o glifosato possui registro de produto.

Em 2012, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrascp) divulgou um relatório com estudos que comprovam que agrotóxicos fazem mal à saúde e provocam efeitos nocivos com impactos sobre a saúde pública e a segurança alimentar e nutricional da população.

Segundo o relatório, as intoxicações agudas por agrotóxicos afetam principalmente os trabalhadores rurais que entram em contato com doses altas desses químicos via pele ou pelos pulmões. Eles podem apresentar problemas como irritação da pele e olhos, coceira, cólicas, vômitos, diarreias, espasmos, dificuldades respiratórias, convulsões, desregulação endócrina e até a morte.

Já as intoxicações crônicas podem afetar toda a população que consome os alimentos com resíduos de agrotóxicos. Os efeitos adversos decorrentes da exposição crônica aos agrotóxicos podem levar vários anos para aparecer, dificultando a correlação com o agente.

Dentre os efeitos associados à exposição crônica a ingredientes ativos de agrotóxicos podem ser citados infertilidade, impotência, abortos, malformações, neurotoxicidade, desregulação hormonal, efeitos sobre o sistema imunológico e câncer.

Um fator que colaborou para colocar o Brasil no topo do ranking de consumo foi a liberação do uso de sementes transgênicas (geneticamente modificadas) no país. O cultivo dessas sementes exige o uso de grande quantidade de agrotóxicos.

Atualmente, o Brasil é o segundo maior produtor mundial de transgênicos, atrás apenas dos Estados Unidos. São mais de 42 milhões de hectares de áreas plantadas no país com esse tipo de semente, principalmente na produção de soja e milho.

Os agrotóxicos também contaminam o meio ambiente. A pulverização dos químicos acontece em sua maior parte por avião, contaminando o ar da região e áreas próximas, como cidades vizinhas que podem receber o químico levado pelo vento. Isso afeta animais como abelhas e insetos, que são importantes para o equilíbrio do ecossistema. No solo, os químicos podem influenciar na falta de compostos orgânicos e micro -organismos e podem contaminar a água de córregos, rios, lençóis freáticos ou aquíferos. 
Diante de tudo o que acima expus é necessária uma ação urgente, inclusive de SINDICÂNCIA nos órgãos envolvidos: ANVISA e CTNBio. Recentemente a ANVISA, contrariando a lei, liberou um agrotóxico mais nocivo à saúde, segundo matéria da Folha de São Paulo, Caderno Ciência + Saúde - 2 de julho de 2015. O herbicida MegaBR, usado em plantações de café e cana de açúcar é mais tóxico do que os outros já existentes no mercado. Além disso, o risco maior é para os agricultores e comunidades próximas a essas lavouras - café e cana de açúcar-.
Urge uma Operação Lava Veneno/Agrotóxicos para passar à limpo a vida dos "técnicos e cientistas" da ANVISA e CTNBio que estão liberando esses produtos. Com a palavra o  Xerifão Sergio Moro!
Ah, já ia me esquecendo: como anda a Operação Lava Sonegação, cujo rombo, segundo estimativas,  beira a casa de trilhões de reais.

 

 

EUA CONSPIRA CONTRA AMERICA LATINA

Correa: “Si quieren el gobierno, vamos a medirnos en las urnas”

correaEL TELEGRAFO – El presidente de la República, Rafael Correa, salió hace pocos minutos al balcón del Palacio de Carondelet para saludar a los simpatizantes de su gobierno que se concentran desde temprano en la Plaza Grande.
El Mandatario agradeció el esfuerzo de la militancia de Alianza PAIS y afirmó con respecto a las marchas opositoras que a esta misma hora se movilizan hacia el palacio de Gobierno: “Estaremos esperando pacíficamente, confiando en Dios,”
“Ya están en campaña electoral, pero aquí nos encontraran más firmes que nunca. (…) El pueblo se mantendrá unido en defensa de la Revolución Ciudadana. (…) Se los dije, van a utilizar las movilizaciones para cansarnos, pero aquí nadie se me cansa”, advirtió el gobernante, quien además lanzó un reto a los sectores opositores a su régimen: “Si quieren captar el poder nos vemos en las urnas en las elecciones del 2017″.
Correa se refirió a la reunión en Guayaquil “con fines desestabilizadores” de algunos líderes de la derecha como los alcaldes de Guayaquil, Jaime Nebot; de Quito, Mauricio Rodas; de Guaranda, Ramsés Torres; y el prefecto de Azuay, Paúl Carrasco.
Dijo que la reunión es para planificar movilizaciones para la próximas semanas, “sabiendo que la inmensa mayoría no nos vamos a quedar con los brazos cruzados(…) Aquí nos encontrarán defendiendo esta Revolución”.
El Mandatario señaló que en el Palacio de Carondelet se realiza una “vigilia para defender la democracia” y que en la Plaza Grande se encuentran “miles de revolucionarios dispuestos a defender al gobierno de la Revolución”
Manifestó que el pueblo debe estar atento. “Esto continuará hasta el 2017, porque los volvemos a derrotar, quieren evitar esa elección, porque saben que serán vencidos”, dijo.
El Jefe de Estado expresó que no busca nada para él, “sino todo para el pueblo que se ha hecho merecedor a ser libre”.
Correa señaló que son “patriotas, trabajando por el pueblo, por la clase media, por las grandes mayorías”, manifestó.
El Mandatario pidió a la ciudadanía, que cuando “los de luto, en su capricho, soberbia, frustración, griten: Fuera Correa, fuera, nosotros gritaremos: Fuera golpistas, fuera”. 
Assim como no Brasil, Bolívia e Venezuela, a direita fascista cabresteada pelos EUA e ação da CIA promovem " manifestações" golpistas contra os governos que não se submetem aos seus desmandos. Agora a bola da vez é Correa no Equador, já que estão jogando pesado no Brasil, há seis meses, e na Venezuela desde a época de Chavez. Esses fascistas não passarão porque opovo não deixará. Os traidores Aécio Neves, José Serra e Aloysio Nunes, o dedo duro de Marighela, terão o fim que merecem! 

sábado, 4 de julho de 2015

SERRA O GRANDE TRAIDOR

OS PERIGOSOS AGROTÓXICOS

El 2,4-D
Otro herbicida en suspenso

Página/12


La Agencia Internacional para la Investigación sobre Cáncer (IARC) de la Organización Mundial de la Salud (OMS) alertó que el herbicida 2,4-D, el segundo más utilizado en Argentina, es “posiblemente cancerígeno”. El agrotóxico se emplea, entre otros usos, en la fase previa a la siembra de soja y maíz transgénicos. En marzo pasado, el mismo organismo internacional había confirmado que el glifosato produce daño genético (antesala de diversas enfermedades) y también lo vinculó al cáncer. El 2,4-D es comercializado por Dow Agrosciences, Nidera y Monsanto. 
“Hay fuertes indicios de que el 2,4-D induce estrés oxidativo, un mecanismo que puede funcionar en los seres humanos y existe evidencia moderada de que causa inmunosupresión”, detalla el informe del IARC-OMS, fechado el 23 de junio pasado. Resalta que fue clasificado como “posible cancerígeno para humanos” y señala que aún no hay evidencia determinante. El dictamen fue dado a conocer luego de una “revisión exhaustiva” de la última literatura científica disponible, realizada por un grupo de trabajo de 26 expertos de trece países.
El 2,4-D (ácido 2,4-diclorofenoxiacético) comenzó a utilizarse en 1945 para el control de plantas no deseadas (“malezas”, según el lenguaje técnico agrario). Luego del glifosato, es el herbicida más utilizado de Argentina. Se emplea en cultivos de trigo, cebada, centeno, avena, maíz, sorgo, papa, caña de azúcar y arroz, entre otros. No se usa sobre la soja (la mata), pero sí en el llamado “barbecho químico”, para eliminar con venenos las malezas antes de la siembra.
“El barbecho se hacía sólo con glifosato cuando se empezó con la siembra directa, pero desde hace unos 15 años se echa 2,4-D para las malezas resistentes al glifosato. Por lo cual se utilizan los dos químicos cuestionados por la OMS en millones de hectáreas en las que se cultiva soja”, explicó Fernando Frank, de la Asociación Campesina del Valle de Conlara (San Luis), ingeniero agrónomo e investigador del efecto de los agrotóxicos.
En marzo pasado, la IARC-OMS clasificó al glifosato como “probable cancerígeno” (lo situó segundo en peligrosidad, en una escala de cinco). Confirmó que produce daño genético. En Argentina se utilizan más de 200 millones de litros de glifosato al año. La Federación Sindical de Profesionales de la Salud de Argentina (Fesprosa, que agrupa a 30.000 profesionales de la salud), la Sociedad Argentina de Hemato-Oncología Pediátrica (Sahop) e investigadores de las universidades de Rosario, Río Cuarto, Córdoba, La Plata y Buenos Aires pidieron medidas urgentes para proteger a la población.
El documento del INTA Evolución del mercado de herbicidas en Argentina confirma el aumento de agrotóxicos. En 1991 se utilizaron 19 millones de litros. Veinte años después (en 2011) se llegó a 252 millones de litros. Los tres más usados: glifosato; 2,4-D y atrazina.
Frank explicó que, a fines de los setenta, el 2,4-D se dejó de fabricar en Estados Unidos y Europa, y los principales productores son China, Taiwan, México, Brasil, Indonesia y Argentina. “El 2,4-D es muy peligroso para la salud y el ambiente. Y en la actualidad está siendo promocionado para su mayor uso, con el claro impulso de las empresas”, alertó.
Seis provincias ya prohibieron o limitaron al 2,4-D: Santa Fe, Chaco, Entre Ríos, Córdoba, Tucumán y Santiago del Estero. En marzo, un grupo de cinco organizaciones sociales solicitaron al Servicio Nacional de Sanidad y Calidad Agroalimentaria (Senasa) que se realice un proceso de análisis de riesgos y dictamine la prohibición en todo el país del herbicida. Las organizaciones (BIOS, Foro Salud y Ambiente de Vicente López, Acción por la Biodiversidad y Foro Ambiental de General Viamonte) afirmaron en el escrito: “Estudios científicos independientes nos indican que con el uso de 2,4-D existe una situación de riesgo grave e irreparable a la salud humana, el ambiente y la biodiversidad”. Denunciaron que los estudios para liberar los agroquímicos son de sólo corto plazo (90 días) y no de largo alcance (dos años), como establece la literatura científica toxicológica.
El 17 de abril pasado, en Argentina se aprobó una nueva soja transgénica, de la multinacional Dow Agrosciences. Especialmente diseñada para utilizarse con tres químicos, glifosato, glufosinato de amonio y 2,4-D. El Estado no hizo estudios propios y el expediente de aprobación es confidencial.
La ONG Naturaleza de Derechos realizó una presentación judicial ante la Corte Suprema de Justicia (vía per saltum) para que suspenda la nueva soja transgénica, pero el máximo tribunal lo rechazó (alegó que no cumplía los requisitos de gravedad ni de urgencia). El abogado denunciante, Fernando Cabaleiro, anunció que recurrirá a la Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH), alertó que con la nueva soja “aumentará exponencialmente” el uso de 2,4D y advirtió: “El dictamen de la IARC es oportuno y la Corte Suprema debía tenerlo en cuenta. La combinación química que las empresas biotecnológicas impulsan es glifosato y 2,4-D, y además quieren el peligroso herbicida paraquat. Será como un tiro de gracia”.
Otros agrotóxicos prohibidos
La Agencia Internacional para la Investigación sobre el Cáncer (IARC-OMS) también clasificó a los insecticidas DDT y lindano. El DDT fue clasificado como “probable cancerígeno” en base a pruebas suficientes de que produce cáncer en animales de experimentación y existen “pruebas limitadas” en humanos.
El DDT fue introducido para el control de enfermedades transmitidas por insectos durante la Segunda Guerra Mundial y luego fue aplicado para erradicar la malaria y en la agricultura. “La mayoría de los usos de DDT se prohibió en los setenta”, reconoce la IARC-OMS (en Argentina desde 1990).
El insecticida lindano fue clasificado como cancerígeno para los humanos. Se ha utilizado ampliamente para el control de insectos, incluyendo la agricultura y para el tratamiento de piojos y sarna humana. El lindano está prohibido en una veintena de países (en Argentina desde 1998).
En ambos casos, DDT y lindano, las empresas productoras publicitaron durante décadas que no afectaba la salud de la población.
 
Fuente: http://www.pagina12.com.ar/diario/sociedad/3-276274-2015-07-03.html