terça-feira, 13 de setembro de 2011

11 DESETEMBRO,HIROSHIMA E NAGAZAKI, AFEGANISTÃO, IRAQUE

É bom lembrar: quem são os verdadeiros terroristas do planeta que a mídia " mafiosa" não denuncia, não alardeia seus " fetos macabros".

11    de    Setembro
Lazaro      Fariñas
Rebelión
A história brinca com as datas no calendário, parece que ri deles. Há fatos históricos que, por uma razão ou outra ter acontecido no mesmo dia, embora em anos diferentes. Comandante Ernesto Guevara nasceu no mesmo dia em que o general Antonio Maceo. Presidente chileno Salvador Allende foi deposto no dia terroristas destruíram as Torres Gêmeas em Nova York. O ataque japonês a Pearl Harbor ocorreu no mesmo dia em que cai em Maceo batalha na província de Havana. Um fato histórico, mas só para mim é que eu vim a este mundo, com 25 anos de diferença, no mesmo dia ele foi morto por ordem da CIA na Bolívia Comandante Guevara. Se alguém registrar a história da humanidade, milhares de fatos seriam importantes para a evolução do mesmo que tenham ocorrido no mesmo dia e mês.
Em 11 de setembro de 1973, com a aprovação do governo dos EUA liderada por Richard Nixon, Salvador Allende, o presidente constitucional do Chile foi deposto em um golpe pelo general Augusto Pinochet criminal. Allende morreu naquele dia, como eles perderam milhares de seus compatriotas a partir dessa data. O governo dos Estados Unidos conspiraram com o golpe do Chile para destruir a democracia neste país e impor uma ditadura que durou 17 anos de crimes e assassinatos políticos. O grande poder sob a bandeira dos direitos terrorismo, democracia e humanos, deu luz verde para alguns dos piores tipo militar para impor um reino de terror nesse país sul-americano. Infelizmente, o fato horrível de tomada do poder no Chile por uma gangue de assassinos, só foi possível com o consentimento das autoridades dos EUA naquela época.
Quem teria pensado que 28 anos mais tarde, um grupo de terroristas pertencentes a uma organização dirigida por um homem treinado pela agência de inteligência mesma que deu apoio aos militares chilenos estavam indo para cometer um ato horrível de terror no coração da cidade mais importante dos Estados Unidos?
O Bin Laden da CIA treinado para lutar contra os soviéticos no Afeganistão, este reuniu-se com seus treinadores, mas eu aprendi mais tarde usado para planejar o pior ato criminoso que foi cometido contra a população civil neste país. Eles eram membros das forças armadas ou agências de inteligência, as vítimas dos ataques terroristas às torres em Nova York, eram pessoas que não tinham nada a ver com a política do governo dos Estados Unidos, eram cidadãos comuns que não chá ou uma a ver com as ações de seu governo. Foi um ato criminoso perpetrado por criminosos contra civis inocentes. O terror para criar terror, o terror que criou reação excessiva do governo deste país têm sido catastróficos para milhares e milhares de pessoas inocentes que nada tinham a ver com as ações de seus governos.
O governo liderado por George W Bush, com suas ações posteriores, alienados toda a simpatia e solidariedade que o mundo é impressionante, dado que esta nação contra atos terroristas que ela cometeu em 11 de setembro de 2001. Toda a história violenta do passado deste país foi eclipsado antes dos eventos horríveis que ocorreram naquela manhã em setembro de 2001 eo mundo pagou-lhe a maior simpatia por esta nação por causa do horrível crime cometido contra ela.
A condenação mundial contra os EUA pelos bombardeios atômicos contra os civis em Hiroshima e Nagasaki na Segunda Guerra Mundial desapareceu antes de os actos criminosos de 11 de setembro de 2001. A opinião pública mundial abraçou esta nação. O que fez a sua decisão? Não menos, em vez de eliminar os campos de treinamento de terroristas da Al Qaeda, invadiram o Afeganistão, derrubou o governo e iniciou uma guerra, dez anos depois, ele continua sendo um equilíbrio enorme de milhares de mortes e bilhões dólares em gastos militares. O que fez bem? Mas não havia nenhuma evidência de que Saddam Hussein, o governante do Iraque não tinha nada a ver com o terrorismo internacional, começaram a bombardear Bagdá que as tropas desembarcaram para ocupar aquele país que não tinha nada a ver com os atos criminosos terroristas em Nova York. Mais uma vez, dezenas de vítimas inocentes, o ataque novamente, novamente alienar a opinião pública internacional.
Agora, há alguns meses, começou com os ataques contra a Líbia, matou milhares de vítimas inocentes de uma guerra chamada contra o terrorismo. Curiosamente, exatamente três anos antes dos ataques terroristas em Nova York em 12 de setembro de 1998, um grupo de jovens cubanos foram presos na Flórida por informações terrorismo seja procurando entre as organizações que cometeram tais atos contra o seu país . Aqui estão eles, os presos, treze anos mais tarde. Cubanos treinados pela CIA como terroristas andar livremente nas ruas de Miami, como ele fez, até recentemente, um de seus treinados no Paquistão até que eles decidiram removê-lo.


AQUECIMENTO GLOBAL: O PLANO MACABRO

PIRATAS DO AR,    TERRA    E      MAR

Silvia        Ribeiro
Jornada
O Reino Unido anunciou em outubro de 2011 começará um experimento de geoengenharia unilateral, ou seja, a manipulação do tempo. É a primeira parte de um projeto muito maior para injetar partículas de enxofre na estratosfera, criando uma espécie de nuvem vulcânica artificial, para desviar parte da radiação solar que atinge o solo, presumivelmente para baixar a temperatura.
O experimento contradiz o espírito da moratória estabelecida geoengenharia das Nações Unidas em 2010 e mostra claramente a intenção do Reino Unido, como os Estados Unidos e alguns outros países, para mover a manipulação unilateralmente tempo, que irá aumentar ainda mais o caos clima global, com impacto potencialmente muito grave em outros países.
No entanto, os defensores da tecnologia de geoengenharia para defender essas manchas mega-escala, argumentando que apesar de não reduzir as emissões de gases de efeito estufa que causam a mudança climática, tecnicamente, pode resolver o problema, baixando as temperaturas globais para forçar . Ou poderia continuar a aquecer o planeta, para evitar cumprir os compromissos internacionais para reduzir e criar novos negócios baseados em tecnologias extremamente perigosos.
O experimento levanta a UK envolve a colocação de um tubo de um quilômetro de comprimento que aponta para o céu, realizada no ar por um enorme balão inflado com hélio para que lançam água do mar. Eles alegam que agora não vai se espalhar partículas de enxofre, pois o teste é para ver se o mecanismo funciona. O objetivo é, em seguida, fazer o mesmo em altitudes mais elevadas e depois outro, espalhando substâncias químicas tóxicas. SPICE é parte da injeção de partículas estratosférico de Engenharia Climática (partículas Injection estratosférico para a engenharia do clima), financiado pelo Conselho de Pesquisa de Engenharia e Ciências Físicas com 1,6 milhões de libras, coordenado pela Universidade de Bristol, envolvendo cientistas da universidade e de Cambridge e Oxford.
Embora o experimento parece muito mais ridículo do que perigoso, não há nada de engraçado nisso recursos estão sendo usados ​​para promover a manipulação do tempo, apesar das preocupações da grande maioria dos países, particularmente os do Sul, que são os que mais sofrem com os impactos da crise climática e agora vai sofrer a manipulação do tempo. Clima é um sistema global, nós dependemos de todos e tudo, e não aqueles que têm dinheiro e sem escrúpulos para manipulá-lo.
A manipulação do tempo de pequena escala e têm impactos muito graves. Em vários países latino-americanos (e de outros continentes) são empresas que manipulam o clima, produzindo secas ou chuvas, de acordo com os interesses de lucro dos grandes proprietários de terras e indústrias que compram o serviço.
Há casos dramáticos de todo o continente, as empresas agrícolas que utilizam produtos químicos e outras armas com os métodos para a produção de seca, com consequências devastadoras para as comunidades vizinhas. Por exemplo, o Nintanga empresa, SA, Equador intencionalmente produzido seca por mais de oito meses para beneficiar as suas culturas de brócolis em Cotopaxi, Equador, deixando muitas comunidades rurais, sem a base mínima para sua subsistência. Casos semelhantes ocorrem no México, Chile, Argentina, Colômbia e outros países sem nenhum controle e somente para o lucro que obtêm grandes latifundiários e exportadores de produtos hortícolas. Também, inspirado pelos métodos utilizados por os EUA na Guerra do Vietnã (como Operação Popeye, agora conhecido documentos desclassificados), semeado nuvens injetando iodeto de prata nas nuvens para induzir a chuva para removê-lo de certos lugares ou precipitar em outros, onde ele não cairia. Em todos os casos, a perturbação do equilíbrio natural das chuvas tem impactos sobre muitos outros sobre o assunto e decidiu não dependem do equilíbrio do clima para sua subsistência. Porque infelizmente este método é utilizado há algum tempo, a Organização Meteorológica Mundial observou que em determinadas áreas estão constantemente mudando padrões de chuva, vento, temperatura, regional e conseqüências globais.
O experimento atual no Reino Unido, é uma forma de geoengenharia chamado de gestão da radiação solar, não dirigida a locais de destino, mas com a intenção (indizivelmente arrogante) para gerenciar os efeitos do sol sobre a terra. Sobre essas propostas, há testes reconhecidos meteorologistas e climatologistas, que advertem que a queda das partículas usadas têm efeitos tóxicos sobre a fauna e flora de grandes áreas e em centenas de milhares de seres humanos, com efeitos similares aos de partículas que caem nuvens vulcânicas. Além disso, certifique-se que desviar a radiação solar em uma base contínua e dimensão para afetar regimes da temperatura global da balança de chuva e vento, afetando a base de sustento de 2 bilhões de pessoas na Ásia e África.
Nenhuma forma de geoengenharia é muito pequeno para ter impacto sobre outros que não decide sobre a sua utilização. Em todos os casos são aqueles que têm dinheiro, eles vão usar a seu favor em detrimento dos interesses dos outros. Insta ainda a moratória, tornando-se uma proibição global de geoengenharia.
ETC Group Research *


ALEMANHA: MINISTRA MERKEL QUER PROTEGER BANQUEIROS


"Deixem os bancos pagarem as suas próprias contas"
por Mike Whitney [*]
O Bundestag terá uma oportunidade de travar o plano de Angela Merkel de proporcionar centenas de milhares de milhões para bancos da UE que estão debaixo da água devido às más apostas que fizeram em títulos soberanos. Se o parlamento germânico deixar de bloquear Merkel no dia 23 de Setembro, então – sob o "poderes expandidos" do European Financial Security Facility ( EFSF) – os bancos insolventes serão salvos e os custos serão transferidos para os contribuintes da eurozona.

Apesar da sua palração populista ("Nós não seremos intimidados pelos mercados"), Merkel é uma eurófila devota comprometida com uma união fiscal dominada por banqueiros e possuidores de títulos, uma ditadura da banca. Atualmente ela está a fazer tudo o que pode para acelerar o processo antes de guardiões hostis dos títulos irritarem os mercados e levarem o sistema bancário da UE ao crash. Isto é o que diz a revista Der Spiegel.
"Numa situação de pânico no mercado, o EFSF tem de atuar rapidamente", disse Holger Schmieding, economista chefe do Berenberg Bank, ao Financial Times Deutschland. "Pode acontecer da noite para o dia ou num fim de semana". Guntram Wolff, do think tank Bruegal com sede em Bruxelas, concorda. A aprovação parlamentar "não deve levar demasiado tempo". ("Parliamentary Influence over Euro Bailouts Naive'", Der Spiegel )
Soa familiar? O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, utilizou a mesma estratégia após o colapso do Lehman Brothers em 2008 a fim de chantagear o Congresso por causa de US$800 mil milhões através do salvamento TARP. Mais uma vez, o medo de um colapso financeiro está a ser invocado para extorquir dinheiro de modo furtivo do povo trabalhador. Aqui está um extrato de outro artigo na Der Spiegel:
"Os bancos estão de fato numa situação má. A maior parte deles ainda tem um bocado de títulos soberanos espanhóis, italianos, portugueses e irlandeses nos seus balanços e não está totalmente

claro se estes acabarão por ser plenamente reembolsados. Isso por sua vez está a alimentar a desconfiança entre as próprias instituições financeiras e muitas cessaram de emprestar dinheiro umas às outras. Elas estão a ser mantidas vivas apenas porque o Banco Central Europeu (BCE) está a disponibilizar um montante ilimitado de dinheiro para elas e está a aceitar como colateral títulos que muitos investidores já não consideram seguros.

"Melhor capitalização para os bancos podia aliviar esta desconfiança, porque mais situação líquida significa que os bancos poderiam absorver melhor perdas do seu negócios de dívida soberana. Aquelas instituições que não são suficientemente fortes para por si próprias levantarem o dinheiro no mercado teriam de ser ajudadas com dinheiro público. Dificilmente haverá uma instituição mais adequada para essa tarefa o que o EFSF". ("The Euro Rescue Fund Needs More Powers", Der Speigel )
Este excerto está errado sob muitos aspectos, é difícil saber por onde começar. O EFSF foi estabelecido para impedir o incumprimento de nações, não de bancos. A ideia de que especuladores de títulos podem ser comparados a governos representativos é risível. Os bancos estão em perturbação porque tomaram decisões más e agora devem enfrentar penosos haircuts nos seus investimentos. Accionistas serão eliminados e dívidas terão de ser reestruturadas. Isso não é o fim do mundo.

O que Merkel e companhia querem fazer é virar o sistema de pernas para o ar e transformar o EFSF num SPV (Special Purpose Vehicle) permanente fora do balanço autorizado a distribuir dinheiro público a bancos fracassados. E isto tudo está a ser feito para impedir seus banqueiros amigos de perderem dinheiro. Assim, por trás de toda a conversa fiada acerca de "unidade fiscal" e "consolidação das finanças do estado", espreita a feia verdade de que a eurozona é um sistema em duas camadas cuja arquitetura financeira é idêntica à da Enron. Não há nada de democrático num sistema que premeia elites perdulárias enquanto despeja as perdas para os trabalhadores. Isso é exatamente a velha cleptocracia.

A chanceler alemã é apoiada nesta luta pelos colegas no BCE e no FMI. De fato, a recém nomeada chefe do FMI, Christine Lagarde, está
a liderar o movimento pelo Euro-TARP, o que pode explicar porque o seu processo de nomeação foi acelerado depois de Dominique Strauss Kahn ter renunciado enquanto aguardava investigação sobre acusações de violação em Nova York.

De qualquer modo, madame Lagarde já mostrou que está mais do que desejosa de fazer qualquer trabalho pesado que seja preciso para alcançar seus objetivos e obsequiar suas clientelas ricas. Eis como The Guardian resumiu o curriculum de Lagarde: "Christine Lagarde apoia a protecção dos grandes bancos ... ela é a mais pró salvamento bancário de todos". ("IMF under growing pressure to appoint non-European head", The Guardian )

Realmente. De modo que Lagarde lançou o seu peso em favor de salvamentos bancários, também conhecidos como recapitalização da banca. Ela também advoga fervorosamente "institucionalizar um governo econômico europeu", o que significa que pretende estabelecer um regime controlado por banqueiros e possuidores de títulos, a Bancotopia. Ao mesmo tempo, ela insiste em que este novo corpo governativo tenha o poder para intervir no processo orçamental dos [estados] soberanos da eurozona a fim de "manter nossos esforços para expandir o âmbito da vigilância econômica de modo a incluir défices governamentais e públicos bem como a dívida do sector privado, se necessários através da imposição de "penalidades políticas".
Recordar que os bancos já estão a obter salvamentos através do programa de compras de títulos do BCE que mantém os preços dos títulos artificialmente altos e evitar um incumprimento soberano. O fato de que Lagarde está a pressionar agressivamente por injeções de capital diretas sugere que a condição dos bancos é muito pior do que qualquer pessoa tenha imaginado, razão porque – de acordo com o Wall Street Journal – "Ela sugeriu que o fundo de salvamento soberano já existente na UE (ESFS) podia ser utilizado para esta finalidade". Isto é um exemplo clássico de dissimulação (bait and switch).

Os parlamentares alemães têm oportunidade de por um ponto final de uma vez por todas nesta insensatez. Ao vetar Merkel, o Bundestag pode assegurar que o povo trabalhador da eurozona não será roubado em centenas de milhares de milhões de dólares ou sujeito ao domínio autocrático de banksters parasitas. Deixem os bancos pagarem suas próprias contas.

TRANSGENICOS DESTRUINDO ABELHAS

APICULTORES PERDERAM MERCADOS EUROPEUS  POR CONTAMINAÇÃO DO MEL COM TRANSGENICOS
Rebelion


Terríveis conseqüências para apicultores chilenos têm a decisão judicial da União Europeia em 06 de setembro: mel contaminado com pólen transgênico na Alemanha vai passar por um processo de revisão e rotulagem antes da comercialização. País europeu que recebeu 74,3% das exportações chilenas de mel, seguido pela França (13,1%), Luxemburgo e Bélgica , e tem havido recusas de embarques. Uma análise de 20 tambores de mel chileno revelou que todos continham pólen transgênico, de acordo com Juan Pablo Molina (exportações JPM) em uma reunião sindical em 2 de setembro em Talagante. No Chile, os apicultores não têm conhecimento da localização das culturas de sementes GM responsável por danos à sua produção de mel e derivados. Política oficial é promover a coexistência entre transgênicos e sementes de culturas convencionais ou orgânicos, está lesionado, como demonstrado, mais uma vez os interesses dos produtores de mel, convencionais e orgânicos.  As exportações totais de mel do país em 2010 totalizaram 8.601 toneladas no valor EUA $ 28,9 milhões.


A sentença  europeia responder à ação movida em 2005 pelo apicultor Karl Bablok contra o Estado da Baviera, Alemanha, dono de plantações de milho Mon818 (da Monsanto), antes da proibição destas culturas pelo Estado alemão, em 2009. Segundo este órgão jurisdicional a contaminação, do pólen com o DNA e  toxinas de milho Bt 8l8 constitui  uma modificação substancial  do mel. O tribunal decidiu contra a Monsanto, que se tornou parte da ação, alegando o contrário. Detectou a presença de DNA de milho Mon 818 e de proteínas transgenicas( toxina Bt) no 


pólen do milho em colmeias localizadas a 500 metros dos cultivos trangenicos.


 A rotulagem dos alimentos transgênicos na Europa permite um máximo de 0,9% de vestígios de OGM e que o mel não poderia ser comercializado. Em 2008, o Chile tinha uma quota de 2,2% do mercado mundial de mel, em 14 º lugar a nível mundial.

"A Rede de Ação contra os Pesticidas do Chile, mais uma vez exige uma moratória sobre a introdução de importação e comércio de OGM e os produtos que os contenham. Esta decisão confirma que não é possível a coexistência entre culturas GM e culturas convencionais, contidas no  projeto de lei sobre a introdução de OGM pelo presidente Piñera , entre outras razões porque uma das causas da poluição é a polinização por insetos e pelo vento. São questões incontroláveis, as abelhas têm uma atração fatal pelo pólen do milho, e  esta contaminação  tem consequências sociais, ambientais  e também econômicas, como estamos vendo. É claro que aqui também cai o conceito da equivalência substancial  dos alimentos geneticamento modificados defendida pela Monsanto  em relação aos  convencionais ou orgânicos ", afirma  Lucía Sepúlveda, encarregada da área de sementes transgenicas do Chile e daRAP , cuja organização é membro da campanha Eu não quero OGM no Chile.

A contaminação  que afeta os apicultores chilenos provem dos cultivos  de sementes  geneticamente modificadas - a maioria das exportações e colza - , cuja localização permanece secreta, apesar de uma ação judicial movida pela RAPAL em 2009 e recebida pelo Conselho da Transparência, mas a Corte de Apelações ainda deve resolver por causa do apelo da Monsanto. As sementes que tem contaminado a produção melífera podem permanecer impunes por causa disso, tornando complexa a demonstração  do danoproduzido. A situação se torna intolerável para os produtores e cidadãos.





sexta-feira, 9 de setembro de 2011

COMO NÃO SE DOBRAR AO FMI


 

Por que razão a Islândia deveria estar nas notícias, mas não está

Deena Stryker :: 09.09.11
Deena StrykerOs povos que já se encontram sob ataque do FMI devem olhar para a Islândia. Recusando curvar-se perante os interesses estrangeiros, este pequeno país afirmou, alto e a bom som, que o povo é soberano.
É por isso que já não aparece nas notícias.
A história que um programa de rádio italiano conta acerca da revolução que decorre na Islândia é um exemplo impressionante de quão pouco os media nos dizem sobre o que se passa no resto do mundo. Os norte-americanos lembrar-se-ão de que no início da crise financeira de 2008, a Islândia caiu literalmente na bancarrota. As razões foram mencionadas apenas de passagem e, desde então, este membro pouco conhecido da União Europeia caiu de novo no esquecimento.
Há medida que um país europeu atrás do outro atinge ou fica próximo de atingir a bancarrota, pondo em perigo o Euro e com repercussões para o mundo inteiro, a última coisa que os poderes em questão querem é que a Islândia se torne um exemplo. Eis a razão:
Cinco anos de um regime puramente neo-liberal fizeram da Islândia (população de 320 000 habitantes, sem exército) um dos mais ricos países do mundo. Em 2003 todos os bancos do país foram privatizados e, num esforço para atrair o investimento estrangeiro, passaram a oferecer serviços on-line, cujos custos reduzidos lhes permitiram oferecer taxas internas de rendibilidade relativamente elevadas. Estas contas, designadas “IceSave”, atraíram muitos pequenos investidores ingleses e holandeses. Mas, à medida que os investimentos cresciam, também a dívida externa dos bancos aumentava. Em 2003, a dívida islandesa equivalia a 200 vezes o seu PIB e, em 2007, era de 900%. A crise financeira de 2008 foi o golpe de misericórdia. Os três principais bancos islandeses, o Landbanki, o Kapthing e o Glitnir caíram e foram nacionalizados, enquanto o Kroner perdeu 85% do seu valor em relação ao Euro. No final do ano, a Islândia declarou a bancarrota.
Ao contrário do que se poderia esperar, da crise resultou que os islandeses recuperaram os seus direitos soberanos, através de um processo de democracia participativa directa, que acabou por conduzir a uma nova Constituição. Mas só depois de muito sofrimento.
Geir Haarde, primeiro-ministro de um governo de coligação social-democrata, negociou um empréstimo de dois milhões e cem mil dólares, ao qual os países nórdicos acrescentaram mais dois milhões e meio. Mas a comunidade financeira internacional pressionou a Islândia a impor medidas drásticas. O FMI e a União Europeia quiseram apoderar-se da sua dívida, alegando que este era o único caminho para que o país pudesse pagar à Holanda e ao Reino Unido, que haviam prometido reembolsar os seus cidadãos.
Os protestos e as revoltas continuaram, acabando por forçar o governo a demitir-se. As eleições foram antecipadas para Abril de 2009, resultando numa coligação de esquerda, que condenou o sistema económico neoliberal, mas logo cedeu às exigências daquele, de acordo com as quais a Islândia deveria pagar um total de três milhões e meio de Euros. Isto exigia que cada cidadão islandês pagasse 100 euros por mês (cerca de US $ 130) por quinze anos, a juros de 5,5%, para pagar uma dívida contraída por particulares perante particulares. Foi a gota de água que fez transbordar o copo.
O que aconteceu depois foi extraordinário. A crença de que os cidadãos tinham que pagar pelos erros de um monopólio financeiro, que uma nação inteira deveria ser tributada para pagar dívidas privadas caiu por terra, transformando a relação entre os cidadãos e suas instituições políticas, e acabando por trazer os líderes da Islândia para o mesmo lado dos seus eleitores. O Chefe de Estado, Olafur Ragnar Grímsson, recusou-se a ratificar a lei que teria feito os cidadãos da Islândia responsáveis pelas dívidas seus banqueiros, e aceitou o repto para um referendo.
É claro que isto apenas fez com que a comunidade internacional aumentasse a pressão sobre a Islândia. O Reino Unido e a Holanda ameaçaram com represálias terríveis, que isolariam o país. Quando os islandeses foram a votos, os banqueiros estrangeiros ameaçaram bloquear qualquer ajuda do FMI. O governo britânico ameaçou congelar poupanças islandesas e contas correntes. Como afirmou Grimsson: “Foi-nos dito que, se recusássemos as condições da comunidade internacional, nos tornaríamos na Cuba do Norte. Mas, se tivéssemos aceitado, ter-nos-íamos tornado antes no Haiti do Norte.” (Quantas vezes escrevi que quando os cubanos olham para os problemas do seu vizinho, o Haiti, consideram que têm sorte.)
No referendo de Março de 2010, 93% dos islandeses votou contra o pagamento da dívida. O FMI imediatamente congelou o seu empréstimo. Mas a revolução (apesar de não ter sido transmitida nos EUA), não se deixaria intimidar. Com o apoio de uma cidadania em fúria, o governo colocou sob investigações civis e penais os responsáveis pela crise financeira. A Interpol lançou um mandado internacional de captura para o ex-presidente do Kaupthing, Sigurdur Einarsson, à medida que outros banqueiros envolvidos no crash fugiram do país.
Mas os islandeses não pararam por aí: decidiram elaborar uma nova constituição que iria libertar o país do poder exagerado da finança internacional e do dinheiro virtual. (A que vigorava havia sido escrita quando a Islândia ganhou sua independência à Dinamarca, em 1918, sendo que a única diferença relativamente à Constituição Dinamarquesa a de que a palavra “presidente” a palavra substituiu a palavra “rei”.)
Para escrever a nova constituição, o povo da Islândia elegeu 25 cidadãos, de entre 522 adultos que não pertenciam a nenhum partido político, mas recomendados por pelo menos trinta cidadãos. Este documento não foi obra de um punhado de políticos, mas foi escrito na Internet. Reuniões da Constituinte são transmitidas on-line, e os cidadãos podem enviar os seus comentários e sugestões, vendo o documento tomar forma. A Constituição que resultará deste processo participativo e democrático será submetida ao Parlamento para aprovação depois das próximas eleições.
Alguns leitores lembrar-se-ão de que a crise agrícola da Islândia do século IX foi tratada no livro de Jared Diamond que tem esse nome. Hoje, esse país está a recuperar do colapso financeiro de forma exactamente oposta àquela geralmente considerada inevitável, como foi confirmado ontem pela nova presidente do FMI, Christine Lagarde, a Fareed Zakaria. Foi dito ao povo da Grécia que a privatização de seu sector público é a única solução. Os povos da Itália, da Espanha e de Portugal enfrentam a mesma ameaça.
Estes povos devem olhar para a Islândia. Recusando curvar-se perante os interesses estrangeiros, este pequeno país afirmou, alto e a bom som, que o povo é soberano.
É por isso que já não aparece nas notícias.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

SEPARATISTAS RACISTAS E FASCISTAS QUEREM UM NOVO PAÍS

 A midia está publicando, novamente, noticias dizendo que " separatistas querem criar um novo país com os tres estados da região Sul" - Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul-. abaixo texto que publiquei em 1996 e  consta do meu livro Escritos de Resistência. Na época o Movimento O Sul é o Meu País era liderado pelo nazi-fascista Irno Marx; hoje o nazistão se chama Celso Deucher! Eis o texto, que está atualíssimo, onde espinafro  essa canalha racista:

RACISMO E SEPARATISMO*

“Na Alemanha eles primeiro vieram buscar os comunistas, não falei nada porque não era comunista. Então eles vieram buscar os judeus, nada falei porque não era judeu. Então eles vieram buscar os operários, membros de sindicatos. Nada falei porque não era operário sindicalizado. Então eles vieram buscar os católicos romanos e não falei nada porque era protestante. Então eles vieram me buscar – quando isso aconteceu não havia ninguém para falar”. Bertold Brecht

A “onda” separatista e investidas que pipocam pelo país, tendo como garoto propaganda e testa de ferro o aprendiz de führer, o gaúcho Irno Marx, tem vertentes fortes e explícitas de caráter nazi-fascista, ou melhor traduzindo: racistas.
É uma tese defendida que não passa pela prova do fubá, mas que merece, pela grande desinformação da maioria do povo brasileiro, algumas considerações a fim de que possamos desmistificar e desmascarar a “filosofia” podre que ela traz no seu bojo.
O que alegam alguns defensores da tese “Vamos dividir o sul do Brasil” ? Dizem que os sulistas de olhos azuis, esverdeados e de outras matizes, estão sustentando os “malandros” lá de cima, isto é,  os nordestinos (negros, mulatos, cafuzos e índios). A pobreza está toda lá? Só não dizem que os nordestinos estão sendo, há séculos, explorados por descendentes de portugueses, holandeses, franceses e ingleses que ainda agem  e raciocinam como se fôssemos uma colônia.
Não dizem também que o dinheiro “que vai daqui do sul” não chega às mãos dos negros, mulatos e cafuzos nordestinos. Não denunciam seus aliados coronéis, usineiros e caloteiros, que se  alimentam com a indústria da seca e são detentores das fontes d’água lá existentes.
Também escamoteiam que votaram num descendente de gaúcho, Fernando Collor, que venceu esmagadoramente nos Estados do Sul, principalmente no Paraná. Se Collor fosse negro ou índio, além de cassá-lo, tinham-no linchado.
Os separatistas fingem, mas não conseguem esconder que são os culpados pela miséria e pela situação em que se encontra a população brasileira espoliada por esse regime neo-liberal acorrentado à globalização – leia-se imperialismo – que nos enfia goela abaixo o modismo da terceirização, que não passa de uma exploração refinada da mão-de-obra trabalhadora.
Pergunto: quem governou e continua mandando e desmandando neste país, do Oiapoque ao Chuí, desde o nosso descobrimento? Quem ditou e dita as leis? Certamente não foram – e não são – os negros e tampouco os mulatos e índios.
O Rio Grande do Sul, terra do aprendiz de führer e que está com sua economia esfrangalhada, sucateada, em estado pré-falimentar, em todo o seu período histórico só teve um negro no governo e que não tinha poder. Alceu Collares já pegou o Estado gaúcho falido pelas más administrações e incompetência dos que se dizem superiores racialmente.
Com a palavra os ideólogos e simpatizantes separatistas, skinheads e white power. Que tirem a máscara e venham para um debate público para que possamos sepultar suas idéias odiosas.
* Folha Popular, 30/03 a 06/04/1996.

NOTA POLITICA DO PCB

A crise e a luta anticapita​lista

A crise e a luta anticapitalista(Nota Política do PCB)As recentes quedas nas bolsas de valores de todo o mundo e as crises das dívidas públicas dos países centrais são anunciadas pela imprensa como uma nova crise, que viria a atrapalhar as tentativas de recuperação econômica mundial após a “crise de 2007/2008”. Esses analistas procuram a todo custo diferenciar o movimento atual e mostrar que a economia privada vai bem, o problema agora é dos países extremamente endividados, portanto, a “saída” para o capitalismo deveria ser de ajustes fiscais por parte dos Estados, com cortes nos gastos públicos e nos direitos dos trabalhadores e aposentados. Essa visão de curto prazo, tão comum aos ideólogos do capitalismo nos últimos anos, não permite perceber os reais problemas por que passa o capitalismo e deixa claro que essa “crise atual” nada mais é do que a continuação e o aprofundamento da crise sistêmica em que se encontra o capitalismo desde a década de 1990. O que ocorre hoje é consequência direta das medidas tomadas há dois anos para tentar salvar o grande capital financeiro e os grandes bancos que especularam e sugaram enormes massas de valores produzidos, num movimento irracional de acumulação fictícia em escala global. Quando a crise sistêmica do capitalismo se deixou mostrar claramente com o estouro dos fundos especulativos em 2007 e 2008, levando à falência grandes bancos de investimentos e instituições que aplicavam nos mercados de títulos privados (principalmente nos mercados dos EUA e da Europa), os Estados usaram seu arsenal monetário para salvar estes bancos e fundos. Na prática, os Estados assumiram os títulos podres que apareceram após a farra financeira do setor privado e transferiram as dívidas privadas para o setor público. Agora, a burguesia quer sacrificar ainda mais a população com ajustes fiscais por parte dos Estados.  Naquele momento, havia quase uma unanimidade em pensar que começara o “início do fim” do neoliberalismo e que as políticas públicas keynesianas voltariam a dominar o cenário econômico, com os Estados voltando a atuar fortemente na economia, com os bancos centrais atuando como emprestadores de última instância. Muitos alimentaram ilusões de que teríamos um novo ciclo de crescimento econômico como o verificado no pós-guerra, quando os mercados financeiros foram dominados por políticas públicas que elevavam os salários e o bem-estar dos trabalhadores, além de aumentar a lucratividade das empresas produtivas.  Isso não ocorreu, a farra especulativa continuou, e os “reformadores” não conseguiram regular o “livre mercado”.  A crise é de todo o sistema capitalista, muito mais profunda do que a simples oscilação das bolsas de valores permitem enxergar. O capitalismo é um sistema em que a produção da riqueza é coletiva e a apropriação é privada, cada vez mais concentrada e, diante da concorrência em mercados livres, os capitais competem por taxas de apropriação da riqueza cada vez mais elevadas. Ocorre que o capital não se reproduz sozinho. É o trabalho produtivo, humano e desempenhado no processo de produção de mercadorias que produz a riqueza. Quanto mais se concentra o capital e se esmaga o trabalho, menos valor novo é produzido, provocando crises de acumulação que podem ser cíclicas, quando há possibilidades de retomada dos investimentos produtivos e novos ciclos de emprego e produção de valor, ou pode chegar a um estágio em que as possibilidades de saída para a retomada da acumulação de capital encontram entraves que, para serem superados, levam à barbárie. O que vemos hoje é a expressão de uma crise estrutural muito mais séria que qualquer crise cíclica anterior.É estrutural, pois possui um caráter universal. A crise não é reservada a um ramo específico da produção, ou estritamente financeira; e não envolve apenas um número específico de países;  assumiu uma linha cronológica contínua e sequencial,  diferentemente dos períodos de crises cíclicas em que, após certo tempo, os capitalistas conseguiam superar suas contradições mais imediatas.Os capitais já não conseguem sair da pura especulação fictícia e voltar à esfera da produção do valor. Mesmo nesta esfera, dado o grau de produção em escala mundial, utilização dos recursos humanos e ecológicos em todo o mundo, a retomada do desenvolvimento capitalista só ocorrerá com o aprofundamento da barbárie, tanto ecológica quanto humana. Para se retomarem as taxas de lucros, o capital vai procurar esmagar os trabalhadores em processos produtivos cada vez mais intensos e brutais, a fim de extrair o máximo de mais-valia absoluta e relativa. Se não for detido por forte resistência no âmbito mundial, o imperialismo vai explorar os recursos naturais até a impossibilidade da continuidade da reprodução da vida humana na terra. No plano da conjuntura, depois de se livrar das dívidas impagáveis produzidas pelo ciclo de créditos baratos e especulação desenfreada dos anos 2008/2010, os capitalistas agora querem extrair dos fundos públicos dos Estados os recursos para continuar seu caminho de acumulação fictícia. Querem que os Estados honrem com suas dívidas públicas (aumentadas na tentativa de salvar bancos e fundos), paguem juros e transfiram recursos oriundos de tributação sobre os trabalhadores, para o setor privado. Por isso, querem o ajuste fiscal, cortes nos gastos públicos sociais, desoneração da folha de pagamento, redução de salários e aposentadorias, mais privatização na saúde e educação. Enfim, querem o Estado mínimo para a população e máximo para o capital.Os trabalhadores dos países centrais também estão pagando pela crise. Já penalizados com o desemprego e o alto endividamento das famílias, teriam que pagar ainda mais abrindo mão de uma mínima estrutura de bem-estar, já bastante debilitada pelas reformas nas políticas públicas. As manifestações na Grécia, Espanha, França, EUA, Inglaterra demonstram a insatisfação da população com estas políticas. Trabalhadores e populares saem às ruas, depredam prédios públicos, incendeiam casas e carros, marcham pelas principais cidades e capitais. Estas resistências espontâneas das populações não encontram forças e frentes políticas organizadas capazes de canalizar sua energia e revolta para um movimento realmente transformador e revolucionário. Os partidos comunistas e operários encontram-se em reconstrução e, em sua maioria, ainda não se tornaram uma vanguarda que pudesse promover a transformação de todo o sistema para um novo patamar de vida. Desta forma, a repressão se faz brutal e o aparato repressor do Estado é direcionado contra a população, provocando verdadeiras guerras internas que podem resultar num movimento crescente de um espectro político fascista, totalitário e ainda mais opressor. A concentração de renda verificada em todo o mundo nas últimas décadas tem contribuído para desviar a luta política de parte despolitizada dos trabalhadores mais estáveis contra seus próprios companheiros precarizados e desempregados. Movimentos xenófobos, as intolerâncias religiosas, principalmente a “islamofobia” e as ações contra os mais pobres crescem em todo o mundo, criando um quadro propício para o crescimento de organizações e ações fascistas. Além disso, os Estados imperialistas centrais precisam cada vez mais promover suas guerras contra países detentores de recursos naturais valiosos. A guerra imperialista atual deixou de ser uma ação coordenada pelos países centrais através da ONU, para assumir a forma de guerras de interesses particulares de cada país, numa federalização da ONU. Os EUA atacam o Iraque e o Afeganistão, enquanto a França ataca a Líbia, e a Rússia ataca as ex-repúblicas soviéticas. Mas a principal guerra que se vislumbra são as novas guerras civis dentro dos países, com os aparatos repressores dos Estados contra sua população trabalhadora e a redução das liberdades democráticas.Essa nova ofensiva belicista e imperialista, por sua vez, assume um caráter de redefinição da geopolítica de dominação de mercados e reservas por parte das grandes potências capitalistas, ao mesmo tempo em que cumpre o papel de fomento de uma vasta cadeia produtiva ligada à indústria bélica e à necessidade do controle ideológico das massas trabalhadoras, transferindo as tensões para inimigos fabricados pela mídia.A chamada “Guerra ao Terror” tem servido, desde 11/09/2011, como instrumento de justificativa para o aumento de gastos com a indústria bélica e válvula de escape das tensões internas causadas pela crise capitalista.  Republicanos e Democratas vêm se revezando no poder nos EUA, mas mantêm a mesma tônica nesses últimos dez anos.Neste mundo conturbado, o Brasil não está imune à crise. A diferença é que, neste momento, a crise sistêmica que atinge os países centrais abriu espaço para um pequeno período de crescimento econômico e oportunidade de investimentos produtivos em alguns países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. O Brasil está recebendo volumes expressivos de investimentos produtivos e especulativos, tem saldo elevado de reservas internacionais e uma aparente tranquilidade econômica.Esse cenário é repleto de contradições específicas, pois, em parte, o crescimento econômico está ancorado na política de concessão de crédito fácil a juros exorbitantes, os quais comprometem grande parcela dos rendimentos dos trabalhadores, forçando a que muitos entrem em uma verdadeira ciranda de endividamento pessoal.Mesmo assim, os ideólogos do Capital pregam a barbárie quando, a todo momento, clamam por  ajuste fiscal, reformas trabalhista e previdenciária, redução da participação do fundo público para atender os trabalhadores, como forma preventiva de criar um “consenso” entre a população brasileira de que dias piores virão; portanto, devem desde já se conformar e não agirem como os “vândalos” do hemisfério norte. Desta forma, a ação política fica, aparentemente, enclausurada entre políticas que aprofundam a barbárie ou políticas reformistas para “melhorar” o capitalismo. Nós não cremos nesta dicotomia, são dois lados de uma mesma moeda e falaciosa. O capitalismo não tem mais nenhuma contribuição a dar à humanidade e nem concessões a fazer ao proletariado. Portanto, o enfrentamento desta crise é o próprio enfrentamento do capitalismo, a luta política que devemos enfrentar é a luta anticapitalista com a maior urgência. Em todo o mundo, os trabalhadores devem se organizar e mobilizar suas ações na perspectiva de, corajosamente, apresentar sua força na luta contra o capitalismo e a barbárie produzida pelo sistema. Cada vez mais ações radicais são necessárias, superando a ilusão de que meras reformas institucionais ou que a luta exclusivamente parlamentar ou restrita ao campo sindical levarão a um novo e melhor patamar de vida. É preciso fazer avançar a luta pela construção da sociedade socialista, no rumo do comunismo. Ousar lutar, ousar vencer!
Setembro de 2011.
 Comissão Política Nacional do Partido Comunista Brasileiro (PCB).