A balbúrdia provocada por manifestantes a serviço de parlamentares do DEMO, PSDB e outras agremiações menores foi no sentido de inviabilizar, de paralisar as votações. Quem presenciou as provocações nas galerias, de uma minoria a serviço dos parlamentares golpistas, pode verificar e identificar a presença dos principais parlamentares do bloco de direita, dos golpistas, entre eles: Ronaldo Caiado, Francischini e Lupion, os dois últimos do Paraná, que foram às galerias dar cobertura aos seus serviçais manifestantes. O povo tem o direito de participar das sessões do Congresso; mas, infelizmente, não era o povo que lá estava, sim uma claque manipulada por parlamentares de comportamento fascista que não aceitaram os resultados das urnas. Estão investindo no golpe; não querem o bem da nação!
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
EIS UM DOS POSSÍVEIS MOTIVOS DA GUERRA NA PETROBRÁS
O texto abaixo nos ilustra sobre a atual guerra contra a Petrobrás. A corrupção é sistêmica no capitalismo; mas a insistência midiática e de parlamentares entreguistas em desgastar a nossa Petrobrás vai no sentido da privatização, da sua entrega à empresas estrangeiras, leia-se aos EUA.
Alguém tem dúvidas?
Crise energética e preço do petróleo: luta pela hegemonia no capitalismo em crise
Julio C. Gambina
02.Dez.14 :
Por volta de Julho de 2008 o barril atingiu os 150 dólares e agora ronda os 70 dólares [1], com um prognóstico instável, embora a Agencia Internacional de Energia (AIE) projecte, a longo prazo, a recuperação dos preços e os vaivéns da liderança produtiva entre os EUA e o Médio Oriente [2].
Em pano de fundo está a crise energética dos EUA nos anos 70, que fez disparar os preços do petróleo e com eles o fenómeno da especulação financeira e o deliberado sobreendividamento dos países do sul do mundo. Junto a esses fenómenos desenvolveu-se o acréscimo da militarização mundial na disputa pelos hidrocarbonetos, os territórios e a dominação das populações, especialmente a partir de Washington.
A resposta estado-unidense à sua crise energética (os EUA mundializaram-na) resolveu-se comprando e ocupando, manipulando e tentando a dominação militar, económica e ideológica sobre o planeta, enquanto procurava respostas para a sua crise produtiva de hidrocarbonetos, exacerbada por um agigantado consumo energético sem limite, convalidando a destruição e a contaminação depredadora da natureza. Ao mesmo tempo alentou-se a agro-energía e 30% do milho estado-unidense, o maior produtor mundial de milho rubro, tem destino à produção de combustível, competindo com a capacidade de alimentação e associando crise energética a crise alimentar, e juntando-lhes a crise ambiental.
Assim, a produção de hidrocarbonetos e de alimentos transformou-se em produção e comercialização de “commodities”, com o lucro e a acumulação como objectivo central, desviando a energia e os alimentos do seu sentido principal de satisfactor de necessidades sociais. De um direito a uma mercadoria como processo sem fim. Ambas as crises são parte da crise civilizacional em curso, onde o económico-financeiro é apenas a parte mais visível de um fenómeno que é social, político e cultural, estrutural e sistémico, que apenas pode solucionar-se superando o capitalismo e que, claro, as classes dominantes impulsionam no sentido da liberalização.
A crise energética tornou-se mundial na presente crise desde 2007-8, pelo que não surpreendeu a escalada dos preços face ao pico da produção e ao questionamento da capacidade mundial de descobrir, explorar e apropriar reservas de hidrocarbonetos. A procura de hidrocarbonetos tornou-se mais dispendiosa, especialmente com os não convencionais (shale), que multiplicam o custo de produção relativamente aos convencionais. Estes têm um custo que pode oscilar em torno dos 10 ou 20 dólares o barril, segundo informa a AIE, enquanto aquelas podem remeter para custos superiores aos 70 ou 80 dólares, os valores actuais.
São todos números que variam de um território a outro, segundo a maior ou menor dificuldade para a exploração, o que convoca a pensar que para a produção dos não convencionais faz falta um fortíssimo suporte económico-financeiro de subsídio, que apenas pode sustentar-se a partir do poder de Estado. É algo que o keynesianismo resolveu há mais de 8 décadas e, mesmo entre quem sustenha a liberalização da economia, ninguém na ordem capitalista duvida da importância da intervenção estatal para sustentar a produção gasífera e petroleira. Não existe limite ideológico para subsidiar as transnacionais do petróleo, especialmente para defender a geopolítica do imperialismo. É isto que os EUA fazem e o que ocorre em toda a geografia do mundo.
Com a exploração do shale, dos hidrocarbonetos não convencionais, e a fractura hidráulica (fracking), os EUA desafiaram os seus limites energéticos e pretendem resolver a sua crise energética no curto e no médio prazo, não apenas incrementado a sua produção, mas transformando-se em 2015 no primeiro produtor mundial de petróleos, segundo o citado recente informe da AIE. O tema foi analisado há tempos pelo especialista mexicano John Saxe-Fernández na Revista da Fisyp [3], colocando grandes interrogações acerca dos custos de produção e dos gigantescos subsídios estatais para assegurar a hegemonia estado-unidense a partir do controlo da produção do insumo estratégico por excelência.
Mas que ocorre na conjuntura, com preços em baixa, dificultando a produção dos hidrocarbonetos não convencionais. O tema concita atenção mundial e existem análises sugerindo conspirações cruzadas.
Por um lado os EUA, com a alta da produção associada ao apoio a uma elevada extracção por parte da OPEP, pretendem afogar económica e financeiramente países dependentes do rendimento da sua factura de hidrocarbonetos, casos da Rússia, Venezuela ou Irão. Claro que isso conspira contra a sua própria estratégia associada ao shale, com custos nesta altura em novo limite em baixa de preço de crude. Nessa estratégia poderia assumir-se a Arabia Saudita, o principal produtor mundial que, por outro lado, aponta para dificultar a competição global estado-unidense na perspectiva de 2015-2020 em que, segundo a AIE, os EUA poderiam converter-se no principal produtor mundial de hidrocarbonetos. A OPEP acaba de definir a continuidade da produção segundo os parâmetros actuais, em acordo com a Arabia Saudita e contrariando as aspirações da Venezuela ou do Irão. A decisão aponta a debilitar os seus competidores, especialmente os EUA.
¿Desatou-se outra guerra pelo petróleo?
Eis uma interrogação que se junta a outras guerras, a monetária, a comercial, ou outras que animam a continuidade da crise mundial del capitalismo. Definitivamente, a discussão dos anos 70´ regressa em outro cenário, de agravamento da crise mundial do capitalismo, com o seu capítulo energético que tem impacto em múltiplos processos, sejam da agricultura, da industria, do comercio e dos serviços, e obviamente no conjunto do modelo produtivo e de desenvolvimento que se repercutem no meio ambiente e na vida no planeta.
Um problema singular é a Argentina, com uma factura de importação de combustíveis de 12.000 milhões de dólares anuais e uma balança comercial com um deficit próximo dos 7.000 milhões de dólares. A baixa do preço do petróleo reduz o custo das importações embora distancie a expectativa assente na exploração dos não convencionais, rentáveis a um preço superior ao atual.
É uma má notícia para os que, face à ausência de divisas por investimentos ou empréstimos, esperavam resolver com investimentos petroleiros os limites do capitalismo local.
Trata-se de um problema estrutural, e convoca a discutir a crise petroleira global e local a partir da discussão do modelo produtivo e de desenvolvimento, questionando o para quê da energia e do petróleo, e a partir daí definir o sentido de um novo modelo sustentado na satisfação das necessidades sociais e não na expectativa de lucros e de acumulação das transnacionais da energia e do petróleo.
Não é apenas a Argentina que tem que discutir o impacto da crise energética e os preços internacionais, mas é toda a região latino-americana e caribenha que deve estruturar uma resposta comum centrada na defesa da soberania energética, articulada com uma proposta de soberania alimentar, financeira para outro projecto de país e região na perspectiva da emancipação e da libertação.
Buenos Aires, 29 de Novembro de 2014________________________________________
[1 ] http://www.preciopetroleo.net/
[2] http://www.iea.org/newsroomandevents/pressreleases/2014/november/signs-of-stress-must-not-be-ignored-iea-warns-in-its-new-world-energy-outlook.html
[3] John Saxe-Fernández, EXPLOTACIÓN DE FÓSILES NOCONVENCIONALES EN ESTADOS UNIDOS. LECCIONES PARA AMÉRICA LATINA. Em Periferias 21, Revista de la Fisyp. http://fisyp.org.ar/media/uploads/p.21-saxe.pdf
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
" POSIÇÕES " ESQUERDISTAS À DIREITA
A "guinada à direita"...
A tripla função de cada variação no discurso governista.Dario da Silva*
(...)
Na melhor das hipóteses, a associação foi entre o segundo mandato e a "guinada à direita". Mesmo com ausência de intenção, há pelo menos um descuido, que revela um tratamento diferente daquele observado durante polêmica pós-eleitoral sobre o Nordeste. Considerando que o PT foi derrotado no Rio Grande do Sul e considerando também a polarização Sul x Nordeste, não é possível descartar a intenção de vincular o Sul à "guinada". Esse link pode ser feito sem cometer o mesmo preconceito direcionado recentemente ao Nordeste?
(...)
Como em qualquer Estado brasileiro, no Rio Grande do Sul existem contradições e não homogeneidade. O mesmo vale para as regiões, inclusive o Nordeste!
Mas a cultura gaúcha não é o foco principal abordado aqui, serve apenas para mostrar um aspecto do discurso governista, que é a incoerência interna. Neste caso se revela na medida que o governismo saiu em defesa do Nordeste[3], mas ataca o Rio Grande o Sul sob o mesmo método, o que demonstra conveniência e não a virtude de combater coerentemente todas as formas de preconceito, como era de se esperar.
Agora vamos considerar a análise acima como um simples vício semiológico do autor deste artigo e levar a cabo uma avaliação um pouco mais abrangente.
Cabe perguntar sobre o significado da afirmação contida no título da matéria citada. Desde quanto Dilma pode dar uma guinada à direita? Não pode dar uma guinada à direita um governo que já está com a direita! Mais adequado seria afirmar que este governo será mais à direita do que o anterior.
(...)
*Dario da Silva é mestrando em Patrimônio Cultural pela UFSM e membro do Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro - PCB
Vemos que o velho Partidão, de lutas, foi tomado de assalto por um bando de intelectuais, descolados da realidade, do povo e, com discursos e práticas acadêmicas, se distanciam cada vez mais das massas. Dai o Partidão não ter eleito ninguém, nem um vereador, em todo o território nacional. " A prática é o critério da verdade"... é preciso dizer mais?
A PROPAGANDA ENGANOSA DA OI TV
Quem vai por um basta nas propagandas enganosas e desrespeitos ao consumidor da OI, empresa do seu Daniel Dantas? Quando que o ministro Paulo Bernardo vai INTERVIR NESSA EMPRESA QUE ESTÁ ACHACANDO O CONSUMIDOR? Prometem mundos e fundos e depois vem a sacanagem com cobranças indevidas e, o que é pior, quando o consumidor quer cancelar o serviço, POR PROPAGANDA ENGANOSA, eles da OI, dizzem que vão cobrar uma multa de R$400,00. Vergonha para uma nação, para um ministro que se presta de capacho, de serviçal, de guri de recado, de lambe botas da OI desse senhor(?) desqualificado, com montes de processo nas costas, chamado Daniel Dantas que, infelizmente, tem protetores no STF! É triste! Será que teremos de pegar emarmas paras expulsarmosdo país esses pulhas? Estou indignado e possesso.
UMA REALIDADE NEGADA PELA TURMA DA QUEIMADA E DO DESMATE
Según Bill McKibben, nuevo Premio Nobel Alternativo
"América Latina es una gran víctima del cambio climático"
Ecos
Galardonado hoy con el Right Livelihood Award, el ecologista estadounidense Bill McKibben describió desde Suecia las evidencias del cambio climático en América Latina y afirmó que la región es “una gran líder en la lucha por detenerlo”.
Desde la ciudad de Estocolmo, a donde asistió a recibir el “Premio Nóbel Alternativo” 2014, el fundador de la organización internacional 350.org, Bill McKibben se refirió a América Latina y el modo en que la región es afectada por el cambio climático. “Desde la desaparición de los glaciares de los Andes a las brutales sequías del año 2014 o las inundaciones sin precedentes causadas por las recientes súper tormentas, América Latina es, sin duda, una de las grandes víctimas del cambio climático y una importante líder en nuestra lucha por detenerlo”.
McKibben, quien también es escritor y educador, agregó que “en toda la región, numerosas comunidades se hallan en la vanguardia misma del movimiento climático vigilando que los políticos actúen con responsabilidad y defendiendo soluciones que puedan liberar al continente de la presencia de combustibles fósiles en el futuro”.
La ceremonia de premiación del Right Livelihood Award, también conocido como “Premio Nobel Alternativo”, fue celebrada hoy en el Parlamento sueco, en la ciudad de Estocolmo. McKibben recibió el galardón “por encauzar la acción y el apoyo de un movimiento popular mundial que busca hacer frente a la amenaza global del cambio climático”.
“Este premio pertenece realmente a la enorme cantidad de personas que se ha unido al movimiento más grande en la historia del planeta. En todos los continentes, sin importar la religión o el origen, la gente está hoy luchando mano a mano para salir victoriosa del primer desafío a escala global al que se ha enfrentado el planeta“, declaró McKibben.
En esta edición, la 35ª desde la fundación de los premios en 1980, fueron distinguidos también los activistas en la defensa de los derechos humanos Asma Jahangir (Pakistán) y Basil Fernando de la Comisión Asiática de Derechos Humanos (Hong Kong, China). A ellos se suman el ex informante de la agencia de seguridad estadounidense Edward Snowden (Estados Unidos) y el británico editor del periódico The Guardian, Alan Rusbridger, quienes comparten un premio honorario.
El premio monetario correspondiente al galardón de McKibben será destinado a financiarel trabajo de 350.org y sus organizaciones asociadas: “Este dinero se empleará en apoyarlas diversas luchas que 350.org tiene abiertas contra la industria de los combustibles fósiles en todo el mundo, desde Australia a Alberta. Aún nos falta un poco para igualar el capital de Exxon, pero como la mayoría de nosotros –yo incluido– somos voluntarios, el dinero servirá para una larga temporada”.
Sobre Bill McKibben: Es uno de los grandes líderes medioambientales mundiales. En 1988 escribió El fin de la naturaleza, considerado el primer libro de divulgación científica sobre el calentamiento global. En la última década fundó e impulsó el primer movimiento global de base centrado en la lucha contra el cambio climático. Estructurado en torno a la organización 350.org, este movimiento ha extendido la concienciación ciudadana y movilizado el apoyo político en aras de la adopción de medidas urgentes para hacer frente a la crisis climática.
Fuente especial para Ecos: Fundación Right Llivelihood Award
Desde la ciudad de Estocolmo, a donde asistió a recibir el “Premio Nóbel Alternativo” 2014, el fundador de la organización internacional 350.org, Bill McKibben se refirió a América Latina y el modo en que la región es afectada por el cambio climático. “Desde la desaparición de los glaciares de los Andes a las brutales sequías del año 2014 o las inundaciones sin precedentes causadas por las recientes súper tormentas, América Latina es, sin duda, una de las grandes víctimas del cambio climático y una importante líder en nuestra lucha por detenerlo”.
McKibben, quien también es escritor y educador, agregó que “en toda la región, numerosas comunidades se hallan en la vanguardia misma del movimiento climático vigilando que los políticos actúen con responsabilidad y defendiendo soluciones que puedan liberar al continente de la presencia de combustibles fósiles en el futuro”.
La ceremonia de premiación del Right Livelihood Award, también conocido como “Premio Nobel Alternativo”, fue celebrada hoy en el Parlamento sueco, en la ciudad de Estocolmo. McKibben recibió el galardón “por encauzar la acción y el apoyo de un movimiento popular mundial que busca hacer frente a la amenaza global del cambio climático”.
“Este premio pertenece realmente a la enorme cantidad de personas que se ha unido al movimiento más grande en la historia del planeta. En todos los continentes, sin importar la religión o el origen, la gente está hoy luchando mano a mano para salir victoriosa del primer desafío a escala global al que se ha enfrentado el planeta“, declaró McKibben.
En esta edición, la 35ª desde la fundación de los premios en 1980, fueron distinguidos también los activistas en la defensa de los derechos humanos Asma Jahangir (Pakistán) y Basil Fernando de la Comisión Asiática de Derechos Humanos (Hong Kong, China). A ellos se suman el ex informante de la agencia de seguridad estadounidense Edward Snowden (Estados Unidos) y el británico editor del periódico The Guardian, Alan Rusbridger, quienes comparten un premio honorario.
El premio monetario correspondiente al galardón de McKibben será destinado a financiarel trabajo de 350.org y sus organizaciones asociadas: “Este dinero se empleará en apoyarlas diversas luchas que 350.org tiene abiertas contra la industria de los combustibles fósiles en todo el mundo, desde Australia a Alberta. Aún nos falta un poco para igualar el capital de Exxon, pero como la mayoría de nosotros –yo incluido– somos voluntarios, el dinero servirá para una larga temporada”.
Sobre Bill McKibben: Es uno de los grandes líderes medioambientales mundiales. En 1988 escribió El fin de la naturaleza, considerado el primer libro de divulgación científica sobre el calentamiento global. En la última década fundó e impulsó el primer movimiento global de base centrado en la lucha contra el cambio climático. Estructurado en torno a la organización 350.org, este movimiento ha extendido la concienciación ciudadana y movilizado el apoyo político en aras de la adopción de medidas urgentes para hacer frente a la crisis climática.
Fuente especial para Ecos: Fundación Right Llivelihood Award
CAPOEIRA " PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE "
Outrora a capoeira, no Brasil, era discriminada e brindada na porrada, com cadeia e discriminação aos nossos irmãos negros. Sinal dos tempos; a capoeira está sendo reconhecida no mundo como um símbolo da cultura negra, apesar da Ku, Klux, Klan e dos assassinatos de negros nos EUA...
GRANDES FARMACÊUTICAS: CAPITALISMO MAFIOSO FORA DE CONTROLE
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