O deputado autor desse projeto só pode ser 171; um corrupto que não quer a presença do Ministério público nas investigações criminais envolvendo cidadãos que participam de desvio de dinheiro público. Sabe esse deputado safado que se as investigações ficarem a cargo das policias dos Estados as investigações viram uma grande pizza. Abaixo a PEC 37.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
PEC 37: UMA EXCRESCÊNCIA POLÍTICA
O deputado autor desse projeto só pode ser 171; um corrupto que não quer a presença do Ministério público nas investigações criminais envolvendo cidadãos que participam de desvio de dinheiro público. Sabe esse deputado safado que se as investigações ficarem a cargo das policias dos Estados as investigações viram uma grande pizza. Abaixo a PEC 37.
terça-feira, 9 de abril de 2013
CIA CONSPIRA NA ARGENTINA CONTRA A VENEZUELA
Ontem começou em Rosário, Santa Fé, na Argentina, uma reunião organizada pela CIA como parte de uma ofensiva múltipla contra a Revolução Bolivariana na Venezuela e as lutas em ascenção em toda a América Latina. Muito mais do que um surto macarthista, o ataque contra artistas partidários da Revolução Bolivariana é o sinal do comportamento nazi-fascista da marcha da oposição.O nazismo e o fascismo surgiram após a Primeira Guerra Mundial, quando, após a vitoriosa Revolução Russa na Europa, os grandes partidos e sindiocatos socialistas e comunistas ameaçaram a continuidade do capitalismo. Afogada em sangue a Revolução Espanhola, a reação progrediu dessa maneira no resto da Europa.Este tem sido, até agora, nas experiências históricas da revolução e contra-revolução. Como tudo na Venezuela contemporânea, a originalidade do fenômeno exige uma visão própria e pontual.Desde o ano passado, os ataques ocorrem aqui contra cantores, artistas e atletas que se atreveram a se comprometer com o processo revolucionário em curso e com a figura do Comandante Hugo Chávez. Mas a situação se agravou quando um grupo de artistas se propos recuperar o sindicato dos artistas, formando um conselho para tal fim e proclamou seu apoio à campanha presidencial de Nicolas Maduro.Desde então, arrefeceu a campanha de difamação pelas assim chamadas "redes sociais", geralmente com foco em tais alinhamentos resultantes das grandes somas pagas aos envolvidos. Houve casos mais graves em que esses artistas recentemente alinhados com a revolução foram agredidos por palavras ou de fato nas ruas.Foi uma ação macartista. Porém é inexorável sua metamorfose em condutas nazi-fascistas cruas e duras, não já contra artistas, sim contra as massas que impulsionam a revolução. Dado o comprovado poder social, político e militar da Revolução Bolivariana, a marcha das classes dominantes para o fascismo não pode começar a partir da Venezuela. Vale a pena repetir: o fascismo consiste em atacar a revolução socialista a partir de um movimento de massa, organizado pela força do dinheiro e da violência nos setores mais desarticulado e inconsciente da sociedade. Mas, como na Venezuela, a maior parte desses setores adquiriu consciência revolucionária, refletida na organização em grande escala, e como a pequena burguesia não pode preencher como força de choque direta esse vazio, o imperialismo se esforça para criar um movimento fascista em toda a América Latina, com a expectativa de isolar a Venezuela e intervir desde ali no quadro local. Uma prévia deste comportamento é o uso de paramilitares colombianos para lançá-los em ação na Venezuela.Não é um sonho. Esta "Internacional fascista está acontecendo entre 8 e 11 de abril, na cidade de Rosario, província de Santa Fé, Argentina. Os organizadores autodenominados de "liberais", para encobrir a metamorfose que essa corrente de pensamento histórico sofreu desde os anos 1920 – contrataram escritores como é o caso de Mario Vargas Llosa, jornalistas de origem cubana publicamente associados com a CIA, ministros ex-ministros latinoamericanos, por exemplo Joaquín Lavín, chileno colaborador da ditadura de Augusto Pinochet , ex-presidentes como o fascista espanhol José María Aznar, ou figuras como Marcel Granier, conhecido na Venezuela, que agora assume o conciliábulo de bruxos Rosário.Um instrumento-chave para penetrar e financiar jornalistas e intelectuais na América Latina é a FAES (Fundação para a Análise e Estudos Sociais), liderada por Aznar.
Os leitores atentos poderão ver, antes e depois dessa reunião, uma campanha sistemática contra a Venezuela e os países da ALBA. E mesmo contra governos que, mesmo distantes destes, não estão totalmente alinhados a Casa Branca. Presumivelmente na Venezuela essa escalada está entremeada com ataques redobrados contra artistas incorporados nas fileiras da Revolução Bolivariana. Tal capacidade de difusão mundial está acompanhada de um enorme aporte financeiro: 15 Fundações Internacionais "lubrificam" com dólares a participação de 250 convidados de todo o mundo.
Fonte: Luis Bilbao, in rebelion.org
Fonte: Luis Bilbao, in rebelion.org
segunda-feira, 8 de abril de 2013
CTNBio UM ÓRGÃO SUBSERVIENTE
Milho transgênico da Bayer continua com venda proibida no Norte e Nordeste
Da Terra de Direitos
Em decisão recente, por dois votos a um, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, contrariando parecer do Ministério Público Federal, reformou sentença da Vara Federal Ambiental de Curitiba que restringia a liberação comercial o milho transgênico Liberty Link, da empresa multinacional Bayer. Da decisão cabe recurso para o próprio TRF e, na prática, o milho transgênico da Bayer continua com venda proibida nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.
Na Ação Civil Pública (ACP) proposta em 2007 pela Terra de Direitos, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, a Associação Nacional de Pequenos Agricultores e a AS-PTA a juíza da Vara Federal Ambiental de Curitiba, Pepita Durski Tramontini Mazini decidiu, em 2010, restringir a comercialização do milho transgênico da Bayer até que a empresa realizasse estudos de avaliação de ricos à saúde e ao meio ambiente nos biomas da Amazônia e da caatinga. Além, disso, a juíza decidiu que a Comissão Técnica Nacional de Biodiversidade - CTNBio deveria submeter essa variedade de transgênico a uma avaliação de risco com critérios previamente definidos, o que não ocorreu em 2007, quando da aprovação desse transgênico na CTNBio.
Para o advogado popular da Terra de Direitos, Fernando Prioste, na realidade “a disputa não é pela aprovação ou não do Libert Link, a disputa feita gira em torno dos critérios que a CTNBio deve utilizar para avaliar os riscos que os transgênicos causam à saúde e ao meio ambiente. As empresas e a CTNBio entendem que não é necessário avaliar os riscos dos transgênicos no Brasil, pois bastariam os estudos feitos pela empresa nos EUA”. Para os movimentos sociais e organizações de direitos humanos a “empresa e o Estado brasileiro deveriam realizar estudos também no Brasil, já que existem grandes diferenças entre os biomas brasileiros e norte americano”, afirma o advogado.
Para além dos ricos advindos com os transgênicos, discute-se na ACP o direito da sociedade ser ouvida pela CTNBio nos casos de liberação de transgênicos. Na avaliação da Terra de Direitos a participação popular é fundamental no estado democrático de direito e a CTNBio não pode continuar a ignorar os questionamentos da sociedade no tema. No processo de liberação do milho Liberty Link, a CTNBio se negou a responder os questionamentos feitos em audiência pública. A sociedade continua a monitorar os riscos dos transgênicos, na sessão de julgamento, um grupo de agricultoras familiares foram ao TRF para acompanhar o julgamento e pedindo respeito aos direitos das agricultoras, agricultores povos e comunidades tradicionais ao livre uso da biodiversidade.
A CTNBio continua serviçal das multinacionais! Até quando?
MONSANTO CHICOTEIA PRODUTORES DE TRANSGENICOS
Requião: transgênicos encarecem produção e deixam agricultores reféns
28 de fevereiro de 2013

Por Roberto Requião, via e-mail
No Vi o Mundo
Agricultores brasileiros e a multinacional Monsanto não conseguem chegar a um acordo sobre a cobrança de royalties das sementes de soja geneticamente modificadas. Colocadas como a grande solução para o aumento da produtividade, as sementes encarecem o custo da produção e deixam os agricultores reféns da Monsanto já que no Brasil a soja RR1 é protegida por vários direitos de propriedade intelectual, inclusive patentes.
A Federação da agricultura do Estado do Paraná – Faep – afirmou para a imprensa que as negociações com a Monsanto “foram duras”. De acordo com o texto distribuído, a Faep, juntamente com a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e outras federações haviam fechado um acordo com a Monsanto pelo qual os produtores rurais poderiam deixar de pagar royalties pelo uso de semente de soja transgênica RR1, cuja patente está sendo discutida judicialmente.
A Monsanto, contudo, ao invés de utilizar a minuta acordada, conforme as tratativas, optou por outro texto no qual, além da renúncia a qualquer ação judicial em relação à RR1, o produtor rural aceitava as condições que a empresa queria impor a uma nova semente transgênica, a ser lançada brevemente. De acordo com a legislação brasileira, a Monsanto busca corrigir o prazo de uma de suas patentes brasileiras para essa tecnologia até 2014.
“Ao lançar mão desta manobra, a Monsanto desonrou o acordo feito com as federações de agricultura para tentar fazer com que produtores convalidassem previamente as condições que a empresa desejava para nova semente transgênica”, disse o presidente da Faep, Ágide Meneguette.
No último dia 26, a Monsanto anunciou que adiará a cobrança de royalties da soja RR1 no Brasil, até que haja decisão final da justiça. No entanto, alerta: a companhia pretende continuar documentando e mantendo as informações comerciais relativas àqueles que usam a soja RR1 durante este período de adiamento na cobrança.
Roberto Requião é senador (PMDB-PR)
Por Roberto Requião, via e-mail
No Vi o Mundo
Agricultores brasileiros e a multinacional Monsanto não conseguem chegar a um acordo sobre a cobrança de royalties das sementes de soja geneticamente modificadas. Colocadas como a grande solução para o aumento da produtividade, as sementes encarecem o custo da produção e deixam os agricultores reféns da Monsanto já que no Brasil a soja RR1 é protegida por vários direitos de propriedade intelectual, inclusive patentes.
A Federação da agricultura do Estado do Paraná – Faep – afirmou para a imprensa que as negociações com a Monsanto “foram duras”. De acordo com o texto distribuído, a Faep, juntamente com a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e outras federações haviam fechado um acordo com a Monsanto pelo qual os produtores rurais poderiam deixar de pagar royalties pelo uso de semente de soja transgênica RR1, cuja patente está sendo discutida judicialmente.
A Monsanto, contudo, ao invés de utilizar a minuta acordada, conforme as tratativas, optou por outro texto no qual, além da renúncia a qualquer ação judicial em relação à RR1, o produtor rural aceitava as condições que a empresa queria impor a uma nova semente transgênica, a ser lançada brevemente. De acordo com a legislação brasileira, a Monsanto busca corrigir o prazo de uma de suas patentes brasileiras para essa tecnologia até 2014.
“Ao lançar mão desta manobra, a Monsanto desonrou o acordo feito com as federações de agricultura para tentar fazer com que produtores convalidassem previamente as condições que a empresa desejava para nova semente transgênica”, disse o presidente da Faep, Ágide Meneguette.
No último dia 26, a Monsanto anunciou que adiará a cobrança de royalties da soja RR1 no Brasil, até que haja decisão final da justiça. No entanto, alerta: a companhia pretende continuar documentando e mantendo as informações comerciais relativas àqueles que usam a soja RR1 durante este período de adiamento na cobrança.
Roberto Requião é senador (PMDB-PR)
A INSEGURANÇA DOS TRANSGENICOS
Transgênico não pode ser considerado seguro, reafirmam pesquisadores
A equipe de pesquisadores que motivou uma grande polêmica mundial ao defender que uma variedade de milho transgênico causa tumores publicou novo comunicado reafirmando que o produto não pode ser considerado seguro.
Eles questionam a credibilidade de muitos dos que os atacaram em função de suas ligações com a indústria e pelo fato de alguns trabalharem com o desenvolvimento e patenteamento de plantas transgênicas.
Ao tempo em que recusa as pressões pela retirada do estudo, a equipe afirma que seu estudo é o mais detalhado já feito sem qualquer vinculação com as empresas de transgênicos e agrotóxicos.
Na tréplica publicada na Food and Chemical Toxicology, mesmo periódico onde saiu a pesquisa original, a equipe destaca que, ao contrátrio de muitos outros cientistas envolvidos em pesquisas com produtos transgênicos, eles estão livres de influências da indústria porque não têm intenção de comercializar um novo produto.
Também foi destacado na carta que a pesquisa representa um passo inicial ao invés de uma conclusão final sobre os potenciais impactos do milho NK603 e que novos estudos poderão concluir sobre sua segurança.
Na pesquisa original, os pesquisadores franceses mostraram que ratos alimentados com o milho da Monsanto apresentaram mortalidade mais alta e frequente, sendo que as fêmeas desenvolveram numerosos e significantes tumores mamários, além de problemas hipofisários e renais. Os machos morreram, em sua maioria, de graves deficiências crônicas hepato-renais.
O experimento foi conduzido ao longo de dois anos, enquanto as empresas apresentam aos órgãos reguladores testes de no máximo 90 dias. Séralini e equipe mostraram também que os efeitos tóxicos só começam a se manifestar justamente após 90 dias.
Uma carta com críticas ao estudo publicada também na Food and Chemical Toxicology é assinada por duas brasileiras integrantes da Anbio - Associação Nacional de Biossegurança, entidade financiada por empresas de biotecnologia como Monsanto, Du Pont e Bayer, entre outras.
Eles questionam a credibilidade de muitos dos que os atacaram em função de suas ligações com a indústria e pelo fato de alguns trabalharem com o desenvolvimento e patenteamento de plantas transgênicas.
Ao tempo em que recusa as pressões pela retirada do estudo, a equipe afirma que seu estudo é o mais detalhado já feito sem qualquer vinculação com as empresas de transgênicos e agrotóxicos.
Na tréplica publicada na Food and Chemical Toxicology, mesmo periódico onde saiu a pesquisa original, a equipe destaca que, ao contrátrio de muitos outros cientistas envolvidos em pesquisas com produtos transgênicos, eles estão livres de influências da indústria porque não têm intenção de comercializar um novo produto.
Também foi destacado na carta que a pesquisa representa um passo inicial ao invés de uma conclusão final sobre os potenciais impactos do milho NK603 e que novos estudos poderão concluir sobre sua segurança.
Na pesquisa original, os pesquisadores franceses mostraram que ratos alimentados com o milho da Monsanto apresentaram mortalidade mais alta e frequente, sendo que as fêmeas desenvolveram numerosos e significantes tumores mamários, além de problemas hipofisários e renais. Os machos morreram, em sua maioria, de graves deficiências crônicas hepato-renais.
O experimento foi conduzido ao longo de dois anos, enquanto as empresas apresentam aos órgãos reguladores testes de no máximo 90 dias. Séralini e equipe mostraram também que os efeitos tóxicos só começam a se manifestar justamente após 90 dias.
Uma carta com críticas ao estudo publicada também na Food and Chemical Toxicology é assinada por duas brasileiras integrantes da Anbio - Associação Nacional de Biossegurança, entidade financiada por empresas de biotecnologia como Monsanto, Du Pont e Bayer, entre outras.
Fonte: AS-PTA
OS ESTRAGOS DOS TRANSGENICOS
Estudo confirma efeitos devastadores de transgênico e agrotóxico
Pela primeira vez na história foi realizado um estudo completo e de longo prazo para avaliar o efeito que um transgênico e um agrotóxico podem provocar sobre a saúde pública. Os resultados são alarmantes.
O transgênico testado foi o milho NK603, tolerante à aplicação do herbicida Roundup (característica presente em mais de 80% dos transgênicos alimentícios plantados no mundo), e o agrotóxico avaliado foi o próprio Roundup, o herbicida mais utilizado no planeta – ambos de propriedade da Monsanto. O milho em questão foi autorizado no Brasil em 2008 e está amplamente disseminado nas lavouras e alimentos industrializados, e o Roundup é também largamente utilizado em lavouras brasileiras, sobretudo as transgênicas.
O estudo foi realizado ao longo de 2 anos com 200 ratos de laboratório, nos quais foram avaliados mais de 100 parâmetros. Eles foram alimentados de três maneiras distintas: apenas com milho NK603, com milho NK603 tratado com Roundup e com milho não modificado geneticamente tratado com Roundup. As doses de milho transgênico (a partir de 11%) e de glifosato (0,1 ppb na água) utilizadas na dieta dos animais foram equivalentes àquelas a que está exposta a população norte-americana em sua alimentação cotidiana.
Os resultados revelam uma mortalidade mais alta e frequente quando se consome esses dois produtos, com efeitos hormonais não lineares e relacionados ao sexo. As fêmeas desenvolveram numerosos e significantes tumores mamários, além de problemas hipofisários e renais. Os machos morreram, em sua maioria, de graves deficiências crônicas hepato-renais.
O estudo, realizado pela equipe do professor Gilles-Eric Séralini, da Universidade de Caen, na França, foi publicado ontem (19/09) em uma das mais importantes revistas científicas internacionais de toxicologia alimentar, a Food and Chemical Toxicology.
Segundo reportagem da AFP, Séralini afirmou que “O primeiro rato macho alimentado com OGM morreu um ano antes do rato indicador (que não se alimentou com OGM), enquanto a primeira fêmea, oito meses antes. No 17º mês foram observados cinco vezes mais machos mortos alimentados com 11% de milho (OGM)”, explica o cientista. Os tumores aparecem nos machos até 600 dias antes de surgirem nos ratos indicadores (na pele e nos rins). No caso das fêmeas (tumores nas glândulas mamárias), aparecem, em média, 94 dias antes naquelas alimentadas com transgênicos.
O artigo da Food and Chemical Toxicology mostra imagens de ratos com tumores maiores do que bolas de pingue-pongue. As fotos também podem ser vistas em algumas das reportagens citadas ao final deste texto.
Séralini também explicou à AFP que “Com uma pequena dose de Roundup, que corresponde à quantidade que se pode encontrar na Bretanha (norte da França) durante a época em que se espalha este produto, são observados 2,5 vezes mais tumores mamários do que é normal”.
De acordo com Séralini, os efeitos do milho NK603 só haviam sido analisados até agora em períodos de até três meses. No Brasil, a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) autoriza o plantio, a comercialização e o consumo de produtos transgênicos com base em estudos de curto prazo, apresentados pelas próprias empresas demandantes do registro.
O pesquisador informou ainda que esta é a primeira vez que o herbicida Roundup foi analisado em longo prazo. Até agora, somente seu princípio ativo (sem seus coadjuvantes) havia sido analisado durante mais de seis meses.
Um dado importante sobre esse estudo é que os pesquisadores trabalharam quase que na clandestinidade. Temendo a reação das empresas multinacionais sementeiras, suas mensagens eram criptografadas e não se falava ao telefone sobre o assunto. As sementes de milho, que são patenteadas, foram adquiridas através de uma escola agrícola canadense, plantadas, e o milho colhido foi então “importado” pelo porto francês de Le Havre para a fabricação dos croquetes que seriam servidos aos ratos.
A história e os resultados desse experimento foram descritos em um livro, de autoria do próprio Séralini, que será publicado na França em 26 de setembro sob o título “Tous Cobayes !” (Todos Cobaias!). Simultaneamente, será lançado um documentário, adaptado a partir do livro e dirigido por Jean-Paul Jaud.
Esse estudo coloca um fim à dúvida sobre os riscos que os alimentos transgênicos representam para a saúde da população e revela, de forma chocante, a frouxidão das agências sanitárias e de biossegurança em várias partes do mundo responsáveis pela avaliação e autorização desses produtos.
Fonte: Aspta
Uma pergunta: Quando a presidenta Dilma vai interferir no problema dos OGMs- os transgenicos? Está na hora de enquadrar a EMBRAPA que está disponibilizando as melhores variedades, mais produtivas desenvolvidas pelo melhoramento genético convencional, colocando-as sob o domínio das multinacionais e prejudicando os agricultores brasileiros, inclusive os partidários dos transgenicos que estão sendo penalizados pelas altas cobranças das multinacionais!
domingo, 7 de abril de 2013
CONFLITO EUA, CORÉIA DO NORTE: O QUE A MÍDIA NÃO DIVULGA
O que está por trás do conflito entre os EUA e a Coréia do Norte?
O que está acontecendo entre os EUA e a Coréia do Norte gerou manchetes como "aumenta as tensões da Coréia" e "A Coreia do Norte ameaça América"
Vejam o que informou o New York Times(30/03/13):
"Esta semana, o jovem líder da Coréia do Norte, Kim Jung-un, ordenou a seus subordinados para se preparar para um ataque de mísseis dos Estados Unidos. Ele apareceu num centro de comando na frente de um mapa na parede, com o atrevido e improvável título de "Planos para atacar o território dos EUA." Poucos dias antes de seus generais se gabavam de ter desenvolvido uma ogiva nuclear "estilo coreano" que poderia caber em um míssil de longo alcance. "
Os Estados Unidos sabe que as declarações norte-coreanos não estão sustentadas por um poder militar suficiente para implementar suas ameaças retóricas, mas, de qualquer forma, a tensão parece estar aumentando. O que está acontecendo? É preciso voltar um pouco no tempo para explicar a situação.
Desde o fim da Guerra da Coréia, há 60 anos o governo da República Popular Democrática da Coréia do Norte, tem feitos, repetidas vêzes, praticamente as mesmas quatro propostas para os Estados Unidos. Estas são as seguintes propostas:
1. Um tratado de paz para acabar com a Guerra da Coréia.
2. Reunificação da Coréia, "temporariamente" dividida em Norte e Sul desde 1945.
3. O fim da ocupação dos EUA da Coréia do Sul e da suspensão dos simulacros de combates anuais de um mês de duração entre os EUA e a Coréia do Norte.
4. Negociações bilaterais entre Washington e Pyongyang para acabar com as tensões na Península Coreana.
Ao longo dos anos os Estados Unidos e seu protetorado Sulcoreano rejeitam cada uma das propostas. Como resultado disto , a península tem sido extremamente instável desde 1950. Agora, chegou a um ponto que Washington tem usado seus jogos de guerra anuais, que começou no dia 28 de março, para organizar um ataque nuclear simulado contra a Coréia do Norte como voôs de dois bombardeiros B-2 Stealth com capacidade nuclear, na região. Três dias depois a Casa Branca enviou àl Coréia do Sul aviões de combate não detectáveis F-22 Raptor, o que aumentou ainda mais a tensão.
Vejamos o que há por trás dessas quatro propostas:
1. EUA se recusa a assinar um tratado de paz para acabar com a Guerra da Coréia. A falta de um tratado significa que a guerra pode começar a qualquer momento. A Coreia do Norte não quer uma guerra com os Estados Unidos, o Estado militar mais poderoso da história. A Coréia quer um tratado de paz.
2. As duas Coreias são o resultado de um acordo entre a União Soviética (que faz fronteira com a Coréia e durante a Segunda Guerra Mundial ajudou a libertar do Japão a parte norte do país) e os Estados Unidos que ocupou a metade sul. Embora o socialismo prevaleça no norte e o capitalismo no sul, a divisão não seria permanente. As duas grandes potências acordaram em se retirar em poucos anos e permitir a reunificação do país. A Rússia o fez; Estados Unidos, não. Depois veio a devastadora guerra de três anos em 1950. Desde então, a Coreia do Norte fez várias propostas diferentes para acabar com a separação que dura desde 1945. A mais recente é "um país, dois sistemas". Isso significa que, mesmo que ambas as partes se juntem, o sul permanece capitalista e o norte socialista. Vai ser difícil, mas não impossível. Washington não quer. Tentar fazer com que toda a península fique sob o seu guarda-chuva militar diretamente na fronteira com a China e também com a Rússia.
3. Desde o fim da guerra, em 1950, Washington mantem entre 25.000 e 40.000 soldados na Coreia do Sul. Junto com frotas, bases e instalações de bombardeiros nucleares e instalações de tropas dos EUA muito próximas da península, esses soldados são ainda um lembrete de duas coisas. Uma delas é que "nós podemos esmagar o norte" e a outro é " a Coreia do Sul nos pertence ." Pyongyang o vê desta maneira (e mais, desde que o presidente Obama decidiu "pivotar" para a Ásia). Embora este “pivotar” por sua vez, contenha aspectos econômicos e comerciais, seu principal objetivo é aumentar o já considerável poder militar na região para intensificar a sua ameaça à China e à Coréia do Norte.
4. A Guerra da Coreia foi basicamente um conflito entre a República Popular Democrática da Coréia do Norte e os Estados Unidos. Isto é, apesar de vários países da ONU tenham lutado na guerra, os Estados Unidos assumiram a guerra, dominou a luta contra a Coreia do Norte e foi responsável pela morte de milhões de coreanos ao norte da linha divisória do paralelo 38 . É inteiramente lógico que Pyongyang trate de negociar diretamente com Washington para resolver as diferenças e alcançar uma solução pacífica que leve a um tratado. Os EUA tem se recusado, sistematicamente, a fazê-lo.
Estes quatro pontos não são novos. Foram propostos na década de 1950. Na década de 1970, Jack A. Smith, por três vezes, visitou a República Popular Democrática da Coréia do Norte, num total de oito semanas, como jornalista do periódico americano The Guardian. Diversas vêzes, nas discussões com altos dirigentes me perguntavam por um tratado de paz, a retirada das tropas dos EUA do Sul e negociações diretas. Hoje, a situação é a mesma. Os EUA não cedem uma polegada.
Por que não? Washington quer se livrar do regime comunista antes de permitir que a paz prevaleça na península. Nada de "um Estado, dois sistemas", por Deus! Quer um Estado que promete lealdade, adivinha quem?
Enquanto isso, a existência de uma "beligerante" Coreia do Norte justifica que os Washington cerque o norte com um autêntico anel com poder de fogo real no Noroeste do Pacífico, o suficiente próximo para quase queimar a China, mas não completamente. A "perigosa" República Popular Democrática da Coréia do Norte também é útil para manter o Japão dentro da órbita dos EUA e também uma outra desculpa para o antes pacífico Japão possa se orgulhar de seu já formidável arsenal.
Neste contexto vou citar um artigo de Christine Le Hong Hyun e publicado em 15 de fevereiro de 2013 no Foreign Policy in Focus:
"Qualificar a Coreia do Norte como a maior ameaça à segurança da região esconde a natureza falsa da política do presidente dos EUA Barack Obama na região, em particular a identidade do que seus assessores chamam de" paciência estratégica " por um lado e por outro, a postura militar e a aliança com falcões regionais implantados. Examinar a agressiva política de Obama em relação a Coreia do Norte e suas conseqüências é essencial para entender por que as demonstrações de poder militar (da política por outros meios, nas palavras de Carl von Clausewitz) são o único meio de comunicação com os Estados Unidos que parece ter a Coreia do Norte neste momento. "
Aqui está outra citação de Brian Becker, líder da coligação ANSWER:
"O Pentágono e o exército sul-coreano hoje (e durante o ano passado) têm organizado jogos de guerra em massa que simulam a invasão e bombardeio da Coreia do Norte. Poucas pessoas nos EUA sabem qual é a real situação . O trabalho da máquina de propaganda de guerra é projetado para assegurar que o povo americano não se unam para exigir o fim das ações perigosas e ameaçadoras do Pentágono na Península da Coréia.
A campanha de propaganda está em pleno andamento agora enquanto o Pentágono está na acelerada escalada de intensificação na parte mais militarizada do mundo. A Coreia do Norte é considerada o instigador e agressor sempre que alega que tem o direito de defender seu país e capacidade de fazê-lo. Mesmo quando o Pentágono simula a destruição nuclear de um país que já tentou bombardear e reduzi-lo á Idade da Pedra, os meios de comunicação de propriedade das grandes corporações caracterizam este ato extremamente provocativo como um sinal de determinação e uma medida de auto-defesa " .
Segundo o StratforA "agressividade" de Pyongyang é quase inteiramente verbal (talvez vários decibéis muito elevados para os nossos ouvidos), mas a Coreia do Norte é um país pequeno em uma situação difícil que bem recordam da extraordinária brutalidade que Washington infligiu ao seu território em 1950. Milhões de coreanos morreram. Os bombardeios de saturação dos EUA foram criminosos. A Coreia do Norte está decidida a morrer lutando se isso acontecer novamente, mas espera que sua preparação [militar] impeça a guerra e leve a negociações e um acordo.
Seu exército grande e bem treinado é defensivo. O objetivo dos foguetes que estão construindo e falar de armas nucleares é basicamente assustar o lobo está na porta da casa. A curto prazo, a recente retórica encenada por Kim Jong-un é uma resposta direta à guerra simulada, este ano, durante um mês pelos EUA e a Coreia do Sul, interpretada como um possível prelúdio para uma outra guerra. O objetivo de Kim é criar a longo prazo uma crise o suficiente inquietante para que os EUA finalmente aceite as negociações bilaterais, e, possivelmente, a um tratado de paz e a saída das tropas estrangeiras.
Esperamos que o confronto atual vai se acalmar depois que terminar os jogos de guerra. A administração Obama não tem a intenção de criar as condições propícias para um tratado de paz, especialmente agora que a atenção da Casa Branca parece absorvida no Leste da Asia , onde percebem uma possível ameaça à sua supremacia geopolítica.
O que está acontecendo entre os EUA e a Coréia do Norte gerou manchetes como "aumenta as tensões da Coréia" e "A Coreia do Norte ameaça América"
Vejam o que informou o New York Times(30/03/13):
"Esta semana, o jovem líder da Coréia do Norte, Kim Jung-un, ordenou a seus subordinados para se preparar para um ataque de mísseis dos Estados Unidos. Ele apareceu num centro de comando na frente de um mapa na parede, com o atrevido e improvável título de "Planos para atacar o território dos EUA." Poucos dias antes de seus generais se gabavam de ter desenvolvido uma ogiva nuclear "estilo coreano" que poderia caber em um míssil de longo alcance. "
Os Estados Unidos sabe que as declarações norte-coreanos não estão sustentadas por um poder militar suficiente para implementar suas ameaças retóricas, mas, de qualquer forma, a tensão parece estar aumentando. O que está acontecendo? É preciso voltar um pouco no tempo para explicar a situação.
Desde o fim da Guerra da Coréia, há 60 anos o governo da República Popular Democrática da Coréia do Norte, tem feitos, repetidas vêzes, praticamente as mesmas quatro propostas para os Estados Unidos. Estas são as seguintes propostas:
1. Um tratado de paz para acabar com a Guerra da Coréia.
2. Reunificação da Coréia, "temporariamente" dividida em Norte e Sul desde 1945.
3. O fim da ocupação dos EUA da Coréia do Sul e da suspensão dos simulacros de combates anuais de um mês de duração entre os EUA e a Coréia do Norte.
4. Negociações bilaterais entre Washington e Pyongyang para acabar com as tensões na Península Coreana.
Ao longo dos anos os Estados Unidos e seu protetorado Sulcoreano rejeitam cada uma das propostas. Como resultado disto , a península tem sido extremamente instável desde 1950. Agora, chegou a um ponto que Washington tem usado seus jogos de guerra anuais, que começou no dia 28 de março, para organizar um ataque nuclear simulado contra a Coréia do Norte como voôs de dois bombardeiros B-2 Stealth com capacidade nuclear, na região. Três dias depois a Casa Branca enviou àl Coréia do Sul aviões de combate não detectáveis F-22 Raptor, o que aumentou ainda mais a tensão.
Vejamos o que há por trás dessas quatro propostas:
1. EUA se recusa a assinar um tratado de paz para acabar com a Guerra da Coréia. A falta de um tratado significa que a guerra pode começar a qualquer momento. A Coreia do Norte não quer uma guerra com os Estados Unidos, o Estado militar mais poderoso da história. A Coréia quer um tratado de paz.
2. As duas Coreias são o resultado de um acordo entre a União Soviética (que faz fronteira com a Coréia e durante a Segunda Guerra Mundial ajudou a libertar do Japão a parte norte do país) e os Estados Unidos que ocupou a metade sul. Embora o socialismo prevaleça no norte e o capitalismo no sul, a divisão não seria permanente. As duas grandes potências acordaram em se retirar em poucos anos e permitir a reunificação do país. A Rússia o fez; Estados Unidos, não. Depois veio a devastadora guerra de três anos em 1950. Desde então, a Coreia do Norte fez várias propostas diferentes para acabar com a separação que dura desde 1945. A mais recente é "um país, dois sistemas". Isso significa que, mesmo que ambas as partes se juntem, o sul permanece capitalista e o norte socialista. Vai ser difícil, mas não impossível. Washington não quer. Tentar fazer com que toda a península fique sob o seu guarda-chuva militar diretamente na fronteira com a China e também com a Rússia.
3. Desde o fim da guerra, em 1950, Washington mantem entre 25.000 e 40.000 soldados na Coreia do Sul. Junto com frotas, bases e instalações de bombardeiros nucleares e instalações de tropas dos EUA muito próximas da península, esses soldados são ainda um lembrete de duas coisas. Uma delas é que "nós podemos esmagar o norte" e a outro é " a Coreia do Sul nos pertence ." Pyongyang o vê desta maneira (e mais, desde que o presidente Obama decidiu "pivotar" para a Ásia). Embora este “pivotar” por sua vez, contenha aspectos econômicos e comerciais, seu principal objetivo é aumentar o já considerável poder militar na região para intensificar a sua ameaça à China e à Coréia do Norte.
4. A Guerra da Coreia foi basicamente um conflito entre a República Popular Democrática da Coréia do Norte e os Estados Unidos. Isto é, apesar de vários países da ONU tenham lutado na guerra, os Estados Unidos assumiram a guerra, dominou a luta contra a Coreia do Norte e foi responsável pela morte de milhões de coreanos ao norte da linha divisória do paralelo 38 . É inteiramente lógico que Pyongyang trate de negociar diretamente com Washington para resolver as diferenças e alcançar uma solução pacífica que leve a um tratado. Os EUA tem se recusado, sistematicamente, a fazê-lo.
Estes quatro pontos não são novos. Foram propostos na década de 1950. Na década de 1970, Jack A. Smith, por três vezes, visitou a República Popular Democrática da Coréia do Norte, num total de oito semanas, como jornalista do periódico americano The Guardian. Diversas vêzes, nas discussões com altos dirigentes me perguntavam por um tratado de paz, a retirada das tropas dos EUA do Sul e negociações diretas. Hoje, a situação é a mesma. Os EUA não cedem uma polegada.
Por que não? Washington quer se livrar do regime comunista antes de permitir que a paz prevaleça na península. Nada de "um Estado, dois sistemas", por Deus! Quer um Estado que promete lealdade, adivinha quem?
Enquanto isso, a existência de uma "beligerante" Coreia do Norte justifica que os Washington cerque o norte com um autêntico anel com poder de fogo real no Noroeste do Pacífico, o suficiente próximo para quase queimar a China, mas não completamente. A "perigosa" República Popular Democrática da Coréia do Norte também é útil para manter o Japão dentro da órbita dos EUA e também uma outra desculpa para o antes pacífico Japão possa se orgulhar de seu já formidável arsenal.
Neste contexto vou citar um artigo de Christine Le Hong Hyun e publicado em 15 de fevereiro de 2013 no Foreign Policy in Focus:
"Qualificar a Coreia do Norte como a maior ameaça à segurança da região esconde a natureza falsa da política do presidente dos EUA Barack Obama na região, em particular a identidade do que seus assessores chamam de" paciência estratégica " por um lado e por outro, a postura militar e a aliança com falcões regionais implantados. Examinar a agressiva política de Obama em relação a Coreia do Norte e suas conseqüências é essencial para entender por que as demonstrações de poder militar (da política por outros meios, nas palavras de Carl von Clausewitz) são o único meio de comunicação com os Estados Unidos que parece ter a Coreia do Norte neste momento. "
Aqui está outra citação de Brian Becker, líder da coligação ANSWER:
"O Pentágono e o exército sul-coreano hoje (e durante o ano passado) têm organizado jogos de guerra em massa que simulam a invasão e bombardeio da Coreia do Norte. Poucas pessoas nos EUA sabem qual é a real situação . O trabalho da máquina de propaganda de guerra é projetado para assegurar que o povo americano não se unam para exigir o fim das ações perigosas e ameaçadoras do Pentágono na Península da Coréia.
A campanha de propaganda está em pleno andamento agora enquanto o Pentágono está na acelerada escalada de intensificação na parte mais militarizada do mundo. A Coreia do Norte é considerada o instigador e agressor sempre que alega que tem o direito de defender seu país e capacidade de fazê-lo. Mesmo quando o Pentágono simula a destruição nuclear de um país que já tentou bombardear e reduzi-lo á Idade da Pedra, os meios de comunicação de propriedade das grandes corporações caracterizam este ato extremamente provocativo como um sinal de determinação e uma medida de auto-defesa " .
Segundo o StratforA "agressividade" de Pyongyang é quase inteiramente verbal (talvez vários decibéis muito elevados para os nossos ouvidos), mas a Coreia do Norte é um país pequeno em uma situação difícil que bem recordam da extraordinária brutalidade que Washington infligiu ao seu território em 1950. Milhões de coreanos morreram. Os bombardeios de saturação dos EUA foram criminosos. A Coreia do Norte está decidida a morrer lutando se isso acontecer novamente, mas espera que sua preparação [militar] impeça a guerra e leve a negociações e um acordo.
Seu exército grande e bem treinado é defensivo. O objetivo dos foguetes que estão construindo e falar de armas nucleares é basicamente assustar o lobo está na porta da casa. A curto prazo, a recente retórica encenada por Kim Jong-un é uma resposta direta à guerra simulada, este ano, durante um mês pelos EUA e a Coreia do Sul, interpretada como um possível prelúdio para uma outra guerra. O objetivo de Kim é criar a longo prazo uma crise o suficiente inquietante para que os EUA finalmente aceite as negociações bilaterais, e, possivelmente, a um tratado de paz e a saída das tropas estrangeiras.
Esperamos que o confronto atual vai se acalmar depois que terminar os jogos de guerra. A administração Obama não tem a intenção de criar as condições propícias para um tratado de paz, especialmente agora que a atenção da Casa Branca parece absorvida no Leste da Asia , onde percebem uma possível ameaça à sua supremacia geopolítica.
Fonte: rebelion.org
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