domingo, 23 de novembro de 2014

A " CARA DE PAU" DO INOCÊNCIO


Com 76 anos e no final do seu décimo mandato consecutivo como deputado, Inocêncio foi um dos líderes da Arena, a sigla de apoio à ditadura militar (1964-1985) e do PFL (hoje DEM) no auge da legenda, durante a gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
"Vou concluir meu mandato parlamentar no sentimento do dever cumprido e aposentar-me pela Previdência Social como qualquer trabalhador brasileiro", discursou o deputado, em uma fala que se estendeu por mais de duas horas devido aos vários apartes de colegas do governo e da oposição.
Fonte:Alan Marques/Folhapress


Inocêncio só no nome. O homê, médico que nunca exerceu a profissão, teve o desplante, a cara de pau de dizer: "...aposentar-me pela Previdência Social como qualquer trabalhador brasileiro". A grande maioria do trabalhador brasileiro deveria requerer o valor a aposentadoria do Seu Inocêncio! Grande cara de pau!




sábado, 22 de novembro de 2014

NA MATRIZ DO CAPITALISMO, CRIANÇAS AO DESABRIGO

Uma em cada 30 crianças não tem onde morar nos EUA

Estados Unidos - Diário Liberdade - Um relatório do Centro Nacional de Famílias Desamparadas dos EUA, divulgado nesta segunda-feira (17) mostra que, em 2013, cerca de 2,5 milhões de crianças estadunidenses não tinham onde morar. 
A falta de moradia para as crianças nos EUA aumentou 8% entre 2012 e 2013. O recorde de menores sem lar é espantoso, e se deve à alta na taxa de pobreza no país, que está associada com a alta nos preços dos imóveis – ligada à crise imobiliária que gerou o colapso do sistema capitalista em 2008 – e o impacto da violência doméstica.
De acordo com declaração dada à agência EFE por Carmela DeCandia, coautora do estudo e diretora do Centro Nacional de Famílias Desamparadas, a falta de habitação entre as crianças alcançou proporções epidêmicas. "Há crianças sem casa esta noite em cada cidade, condado e estado, em cada cantinho do país."
Leia também: Mais de 76 milhões de crianças vivem na pobreza em países ricos
Essas palavras lembram muito a célebre frase de Fidel Castro, porém de maneira inversa. Cinquenta anos atrás, o líder cubano já se orgulhava dos frutos da Revolução para as gerações mais jovens: "Esta noite, milhões de crianças dormirão na rua no mundo todo. Nenhuma delas é cubana."
Infelizmente, as palavras proféticas do ex-presidente da ilha refletem uma dura realidade, exatamente no país que mais tentativas fez para prejudicar as crianças cubanas.
Segundo o relatório, esta situação afeta drasticamente a saúde das crianças sem-teto, cujo percentual de 25% em idade pré-escolar sofre de problemas mentais e necessitam de cuidados médicos. Esse número aumenta para 40% para as que estão em idade escolar.
O Departamento de Educação dos EUA calcula que 1,3 milhão de alunos de escolas públicas não têm casa. O relatório adverte que muitas dessas crianças não conseguem ir com frequência às aulas, repetem de ano e acabam abandonando os estudos
"Viver em abrigos, porões de vizinhos, carros, campings e lugares piores faz com que as crianças sem lar sejam as pessoas mais invisíveis e esquecidas de nossa sociedade", lamentou DeCandia.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

A PETROBRAS É NOSSA, FORCA PARA OS TRAIDORES


 

“O petróleo é nosso”, as derradeiras palavras de Monteiro Lobato

No dia 2 de julho de 1948, Monteiro Lobato concedeu à rádio Record aquela que seria a última entrevista de sua vida, a qual encerrou com as palavras: “O Petróleo é Nosso”! Dois dias após, “O Repórter Esso”, na voz de Herón Domingues, anunciou a morte de um grande brasileiro, desses que surgem poucos a cada geração: “E agora uma notícia que entristece a todos: acaba de falecer o grande escritor e patriota Monteiro Lobato!”

Monteiro Lobato, nascido em Taubaté em 1882, falecia aos 66 anos de idade.

Em 1927, Lobato realiza um velho sonho: é nomeado adido comercial nos Estados Unidos. Os quatro anos que passará na América do Norte constituirão uma descoberta e um deslumbramento para o caipira de Taubaté: vê o gigantesco progresso americano e o compara com a nossa lentidão colonial. Ao voltar, trará planos grandiosos de salvação econômica para o Brasil. O primeiro deles é a Campanha do Ferro: é preciso “ferrar o Brasil”. A próxima, ainda mais ampla, será a Campanha do Petróleo.

Nos anos 30 havia interesse oficial em se dizer que no Brasil não havia petróleo. Monteiro Lobato aliava a literatura e a prédica a atitudes concretas. Na contramão dos interesses dominantes, fundou a Companhia Petróleos do Brasil, e graças à grande facilidade com que foram subscritas suas ações, inaugurou várias empresas para fazer perfuração, sendo a maior de todas elas a Companhia Mato-grossense de Petróleo (em 1938), que visava realizar perfurações quase junto à fronteira com a Bolívia, cujo governo nacionalista já encontrara seu ouro negro.

Em dois livros, Ferro (1931) e O Escândalo do Petróleo (1936), o escritor documenta os lances dramáticos da duríssima batalha que teve que travar contra a “carneirada” e contra os “moinhos de vento”, movido unicamente pelo afã de prover o Brasil de uma indústria petrolífera independente. O último livro esgotou várias edições em menos de um mês. Aturdido, o governo de Getúlio Vargas, o qual era acusado de “não perfurar e não deixar que se perfure” proibiu O Escândalo do Petróleo e mandou recolher todos os exemplares disponíveis, naquilo que seria o primeiro lance da longa sequência de escândalos envolvendo o ouro negro brasileiro, que prosseguem até os dias de hoje.

A empolgação de Lobato fez com que ele percorresse todo o país em busca de apoios; a guerra que lhe moveram os governantes, os burocratas e sabotadores dos interesses pátrios, terminou por deixá-lo pobre, doente e desgostoso e, até mesmo, levá-lo ao Presídio Tiradentes, onde como preso político foi confinado por seis meses, naquela mesma cela do Pavilhão n.1, pela qual passariam tantos presos da ditadura militar de 1964.

O certo é que com admirável sentido de luta, Monteiro Lobato conseguiu sacudir o Brasil de alto a baixo, apontando ao povo brasileiro os caminhos de sua emancipação econômica, lutas que se aprofundariam após a sua morte e que redundaram na fundação da hoje A Petróleo Brasil S/A (Petrobras), empresa criada em 1953, na fase populista do então presidente Getúlio Vargas, impulsionada pela campanha popular iniciada em 1946, sob o slogan de “o petróleo é nosso”.

Monteiro Lobato foi um dos homens mais íntegros e corajosos que já viveram neste país, um intelectual “à moda antiga”, daqueles que passados quase um século a nossa pobreza ética e intelectual ainda se ressente.

Hoje, infelizmente, as mesmas vozes da matriz ideológica que perseguiram Monteiro Lobato, se aproveitam de uma situação que eles mesmos criaram pela prática voraz da corrupção provocada pelo câncer capitalista. CALUNIAM, DESMORALIZAM E QUEREM DESTRUIR A NOSSA PETROBRAS PARA PRIVATIZÁ-LA E COLOCAR NAS MÃOS DOS INTERESSES DOS EUA.

ESSES TRAIDORES NÃO ENTREGARÃO A PETROBRAS PORQUE NÓS OS ENFORCAREMOS EM PRAÇA PUBLICA; É ASSIM QUE SE FAZ COM TRAÍDORES!

NOAM CHOMSKY FALA SOBRE O TERRORISMO DOS EUA


Chomsky: EUA dominam por meio da  "violência e arrogância"

 Embora a mídia promova  que a China é uma ameaça, os EUA  continuam a dominar o mundo através da "violência e arrogância" enquanto ,a Europa se submete a Bruxelas e ao Bundesbank,  diz renomado pensador político Noam Chomsky.

"Leio nestes dias editoriais loucos que nos faz voltar aos dias da Guerra Fria. Como se pode comparar as recentes ações de Putin na Crimeia com acontecimentos na Hungria, Tchecoslováquia e do Afeganistão? ", se indigna o lingüista famoso  numa entrevista com a revista semanal L'Espresso ', sobre o papel dos EUA, China, Coréia do Norte e da União Europeia.

"Que direito tem o Ocidente, que atacou e invadiu o Iraque, que bombardeou o Afeganistão,  que provocou a dissolução da Iugoslávia e que reconheceu o Kosovo a protestar, indignar-se  e até mesmo impor sanções contra a Rússia pelo o que  está acontecendo na Crimeia, onde não  provas que houve massacres, limpeza étnica e violência? ", pergunta Chomsky. Por que os EUA ainda considera todo o mundo  como "territórios submetidos " que pode e até deve controlar e modificar para atender às seua próprios interesses?, continua.

Os EUA  continua a ser a principal potência do mundo, uma posição alcançada após a Segunda Guerra Mundial e ainda mantendo com "violência imutável e arrogância", e a China não pode ser considerada como um concorrente capaz de desafiar essa  liderança, segundo Chomsky . A China não tem poder militar  comparável como os EUA, já que  não têm bases militares e aliados ao redor do mundo, seus  gastos militares não são comparáveis com os EUA e "não pretende impor o seu modelo sócio-econômico", explica. Em vez disso, os gastos militares americanos são "mais ou menos equivalentes ao resto do mundo em conjunto."

No entanto, o mundo está obcecado  pelo medo da China, principalmente devido a práticas dos meios de comunicação que , buscam  notícias bombásticas, só são capazes de "alimentar estereótipos , em vez de investigar e analisar os acontecimentos reais." No entanto, de acordo com uma pesquisa, o país que representa uma maior ameaça para o mundo, segundo 70% dos entrevistados europeus, é os EUA, seguido por Paquistão, Índia e China, que está em quarto lugar com apenas 10% dos votos, diz Chomsky. Graças à sua experiência histórica, "Os europeus sabem diferenciar a ameaça real de uma falsa", conclui.

Alguns conflitos no mundo foram reativados pelos EUA, não apenas de maneira ativa, mas também passiva. Em 1994, dos Estados Unidos e Coréia do Norte estavam a ponto de concordar em assinar um tratado de paz, mas o ex-líder dos EUA, Bill Clinton, preferiu "esquecer" o país asiático para se envolver no conflito israel-palestino, enquanto George Bush   nada fez  para avançar o acordo, conta Chomsky . "Foi EUA que violou os acordos e, assim, provocou  a corrida armamentista nuclear, "apesar de  que a imprensa mundial coloque  toda a culpa sobre a Coreia do Norte, conclui Chomsky.

Se os EUA realmente quer melhorar as relações com a Coreia do Norte deve retornar  as negociações e convencer a Coreia do Sul para articular uma política de abertura e diálogo com seu vizinho do norte ", através de intercâmbios culturais e econômicos", e talvez deixar de  organizar semestralmente exercícios militares  em larga escala " nas narinas  de Pyongyang", assegura o linguista.

Enquanto isso, a Europa está sob o ditado do Bundesbank e dos funcionários de  Bruxelas, e isso já  é estar  longe da democracia. Os cidadãos europeus contemplam como "se reduzem, se não, como se eliminam, seus direitos." Agora não importa quem vença a eleição, porque se não se submeter a Bruxelas será "crucificado" e "expulso do palco político europeu", como aconteceu com o ex-primeiro-ministro grego George Papandreou, conclui Chomsky .

NÃO HÁ DIFERENÇA ENTRE O NARCOTRÁFICO, A BURGUESIA E AS ELITES


O negócio da droga está em linha com a financeirização da economia global


Raul Zibechi

La Jornada

Proponho que parar de falar sobre narco (tráfico de drogas ou tráfico de drogas), como se fosse uma empresa separada para os outros que fazem as classes dominantes. Culpar os traficantes ajuda despolitizar o debate e desviar o núcleo para revelar os terríveis acontecimentos: a aliança entre a elite econômica e do poder de estado militar para esmagar a resistência popular. O que chamamos de narco faz parte da elite e, como ela, não pode deixar de ter laços estreitos com os Estados.

A história muitas vezes ajudar a lançar luz sobre os acontecimentos atuais. A pirataria, como uma prática de saques e banditismo no mar, desempenhou um papel importante na transição hegemônica, enfraquecendo Espanha, o poder colonial decadente por potências emergentes França e Inglaterra. A única diferença entre corsários e piratas é que eles receberam "cartas de corso", assinada por monarcas, legalizando suas ações ilegais quando realizada contra navios e locais das nações inimigas.

Os poderes assim teve adicional armada sem as despesas envolvidas e conseguiu enfraquecer seus inimigos "outsourcing" da guerra. Além disso, a utilização dos serviços de corsários custos políticos não pagas, como se os danos que causou estavam "transbordando" para além do controlo da monarquia, quando na verdade eles não tinham autonomia das elites no poder. A linha entre o que é legal eo que é ilegal é fraco e variável.

Encontro várias razões para deixar de considerar os narcos como distintas da burguesia e do Estado.

A primeira é histórica. É bem conhecido o caso de Lucky Luciano, chefe da Cosa Nostra preso nos Estados Unidos. Quando as tropas norte-americanas desembarcaram na Sicília em 1943 para lutar contra o regime de Mussolini, que teve o apoio ativo da máfia. O governo dos EUA chegou a um acordo com Luciano, para o qual mobilizou seus partidários em favor dos aliados em troca de sua subseqüente deportação para a Itália, onde viveu o resto de sua vida a organizar seus negócios ilegais.

Os mafiosos também foram anticomunista fervoroso, que foram utilizados na luta contra as forças de esquerda no mundo e como tropas de choque contra os sindicatos norte-americanos.

Em segundo lugar, a superpotência usou o negócio da droga em sua intervenção militar no sudeste da Ásia, particularmente na guerra contra o Vietnã. Mas no local, no mesmo período, para destruir o movimento revolucionário Black Panther. Em ambos os casos, a CIA desempenhou um papel proeminente. Sobre os dois primeiros pontos são dezenas de publicações, tornando desnecessário entrar em detalhes.

Em terceiro lugar, a Colômbia é o principal teste no uso de grupos criminosos contra as organizações revolucionárias e as massas. Um relatório Americas Watch, de 1990, afirma que o cartel de Medellín liderado por Pablo Escobar, atacando sistematicamente "sindicais líderes, professores, jornalistas, defensores dos direitos humanos e da esquerda política, particularmente da União Patriótica" (Americas Watch, a guerra contra as drogas na Colômbia, 1990, p. 22).

Logo em seguida, diz que "os traficantes de drogas tornaram-se grandes proprietários de terra e, como tal, eles começaram a compartilhar o direito político dos proprietários de terras tradicionais e dirigir alguns dos grupos paramilitares mais notórios."

Este é o ponto-chave: a confluência de interesses entre os dois setores que buscam enriquecer e manter quotas de poder, ou adquirir mais poder, em detrimento dos camponeses, os setores populares e da esquerda. Tudo indica que a experiência colombiana -em particular, a aliança de traficantes de drogas e outros setores das classes dominantes está sendo replicado em outros países como México e Guatemala, e está disponível para aplicação onde a elite mundial considerem necessário. E mais,  isto não poderia ser feito sem a ajuda da agência norte-americana de "drogas" e suas forças armadas.

Em quarto lugar, precisamos entender que o negócio da droga é parte da acumulação por espoliação, tanto na forma como no conteúdo. Funciona como uma empresa capitalista, como "uma atividade econômica racional", conclui o livro como Cocaine & Co., de sociólogos colombianos Ciro Krauthausen e Luis Fernando Sarmiento (Third World Publishing, 1991).Tem algumas diferenças com os outros negócio capitalistas, só porque é uma atividade ilegal.

A violência criminal, por vezes, considerado louca, é o argumento  usado, frequentemente, pelos meios de comunicação e autoridades para enfatizar determinados aspectos do negócio da droga. É tão falso quanto seria atribuir natureza criminal para o cultivo e comercialização de bananas porque em dezembro 1928 foram assassinados  800 mil grevistas que trabalhavam na United Fruit Company na Ciénaga de Santa Marta, norte da Colômbia. Algo semelhante poderia ser atribuído ao negócio de petróleo ou de mineração, manchado de sangue em todo o mundo.

O negócio da droga está em linha com a financeirização da economia global, através do qual converge através dos circuitos bancários onde seus ativos são lavados. É bom lembrar que durante a crise de 2008 o dinheiro do tráfico manteve a fluidez do sistema financeiro, sem cujas contribuições teriam  sofrido um bloqueio  que teria paralisado grande parte dos bancos.

Finalmente, aquilo que mal chamamos de narco tem exatamente os mesmos interesses que os setores mais concentrados da burguesia, com a qual  se mimetiza, que consiste em  destruir o tecido social, para tornar  impossível e impraticável a organização popular. Nada pior do que seguir os meios de comunicação que apresentam os narcos como bandidos irracionais. Tem uma estratégia, de  classe, a mesma a qual pertencem.

Fonte: rebelion.org

Tradução e adaptação: Valdir Silveira

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

OS DIREITOS HUMANOS E A ONU NÃO VÃO INTERVIR?

Tanzânia vende terra de tribo Maasai ao Dubai para fazer reserva de caça
Um terreno da tribo Maasai, na Tanzânia, vai ser vendido à família real do Dubai para fins comerciais de caça e safaris. A população não quer sair da terra e rejeita a compensação em dinheiro.

Os elementos da tribo Maasai têm de sair daquela zona até ao final do ano.AFP/Getty Images



“1 BILHÃO é pouco. Não se compara com o valor da terra.” É desta forma que a tribo Maasai reage ao valor de compensação atribuído pelo governo da Tanzânia, depois de este ter anunciado que os mais de 40 mil elementos da tribo Maasai vão ter de mudar de casa. Não por vontade própria, mas porque a terra em que habitam servirá agora outros interesses: os da família real do Dubai.
Os elementos da família Maasai têm de abandonar a área de 1.500 km2 perto de Loliondo, uma povoação situada no norte da Tanzânia, para que o espaço seja transformado numa reserva de caça com fins comerciais. Além disso, o espaço próximo do parque nacional de Serengeti será usado para servir os interesses de uma empresa de safaris que tem sede nos Emirados Árabes Unidos.
A ameaça de venda daqueles terrenos à família real acentuou-se no ano passado, mas o governo daquele país africano recuou depois de alguns protestos contra a venda. Agora, a ordem é de expulsão dos (ainda) residentes até ao final de ano, para que a realeza se instale. Os Maasai não se conformam e, por isso, os representantes da tribo vão reunir-se com o primeiro-ministro da Tanzânia, Mizengo Pinda, esta terça-feira. Insistem que a venda do terreno vai “roubar-lhes a herança”, escreve o The Guardian, e referem que, no total, de forma direta e indireta, a decisão da venda afetará cerca de 80 mil pessoas, porque aquela área é essencial para assegurar a alimentação do gado.
O governo da Tanzânia está a oferecer uma compensação de mil milhões de shillings (moeda queniana), quase 465 milhões de euros, para serem canalizados em projetos de desenvolvimento socioeconómico, mas a tribo Maasai rejeita a oferta. “Mil milhões é pouco. Não se compara com o valor da terra. As mães e avós estão enterradas naquela terra. Não há nada que se compare com isso”, avança um dos representantes em conversa com o correspondente em África do The Guardian.

O MINISTÉRIO PÚBLICO E O CEARÁ DE TASSO JEREISSAT

No estado do Ceará, terra do tucano Tasso Jeressait, a sacanagem corre solta com o silencio complacente desse pulha de política brasileira. Em Sobral, pequeno município do Ceará, segundo notícias da rede bôbo - leia-se rede globo-(10/11/14), estão construindo há 10 anos, uma Vila Olímpica, que já custou à população 20 milhões de reais. A comunidade de Sobral não tem área de lazer e a administração safada do município está jogando dinheiro pelo ralo. Onde está o tucano moralista Tasso Jeressait, senador da república que não enxerga essas sacanagens? E o Ministério Público, por que não age? O povo de Sobral quer saber!