segunda-feira, 8 de outubro de 2012

AS ABELHAS E OS VENENOS DA BAYER






PESTICIDAS DA  BAYER AMEAÇAM A  SOBREVIVÊNCIA DAS ABELHAS
Gaucho (imidacloprid) e Poncho (clotianidina) são dois dos pesticidas neonicotinóides mais vendidos pela Bayer. Em 2010, as vendas de Gaucho chegaram a 820 milhões de dólares, enquanto que Poncho obteve 260 milhões. O uso de neonicotinóides está acabando com as colméias de abelhas em todo o mundo. Uma pesquisa recentemente publicada no Journal of Experimental Biology, revelou que as abelhas tratadas com imidacloprid sofrem alterações em seu comportamento. As abelhas que entram em contato com o pesticida se convertem em “abelhas que selecionam sua comida” e, ao mesmo tempo, sua capacidade de comunicar as outras abelhas a localização de fontes de comida é reduzida.
Pesquisadores da faculdade de biologia da Universidade da Califórnia, em San Diego, explicaram que as abelhas tratadas com imidacloprid trocaram suas preferências de alimentação. Passaram a se alimentar apenas do néctar mais doce e se negaram a ingerir o néctar menos doce, essencial para o sustento da colônia de abelhas. Os pesquisadores revelaram que as abelhas realizavam uma série de “danças” ao chegar à colméia para indicar a suas companheiras o caminho para a fonte de alimento, mas, as abelhas tratadas com o pesticida reduziram os movimentos realizados ao chegar à colméia. As abelhas que preferem o néctar mais doce reduzem drasticamente a quantidade de recursos que levam a colméia. Além disso, quando as abelhas reduzem suas danças, toda a colméia sofre uma redução de recursos significativa. De acordo com os pesquisadores, as abelhas reduziram a freqüência de suas danças a apenas à quarta ou a décima parte, inclusive, em alguns casos, deixaram de dançar por completo. James Nieh, professor de biologia na Universidade da Califórnia, San Diego, indicou que “a exposição a quantidades de pesticidas que antes eram consideradas seguras, poderia afetar a saúde das colônias de abelhas”.
Cabe ressaltar que esta não é a única pesquisa que identifica o imidacloprid e clotianidina como um risco para alguns animais. Um relatório apresentado pelas Nações Unidas para o Meio ambiente (PNUMA) identificou que os químicos utilizados pela Bayer não prejudicam somente os insetos polinizadores, mas também afetam gatos, peixes, ratos, coelhos, pássaros e minhocas.
A Bayer produz imidacloprid desde 1991. Em 1999, a França proibiu o uso desse pesticida depois que um terço das abelhas do país morreram devido ao uso generalizado desse agente químico para o controle de pragas. Em 2008, ao sul da Alemanha, dois terços da população de abelhas ao longo do Rin morreram depois que se aplicou clotianidina nos campos de milho dessa zona.Existem alternativas menos agressivas para cuidar das plantações. Na Holanda, as pragas nos cultivos de tomate são controladas utilizando vespas. O desaparecimento das abelhas nas colméias é um problema a nível mundial conhecido como Colony Collapse Disorder (CCD), um fenômeno que se caracteriza pelo rápido desaparecimento das abelhas operárias nas colméias.
Fontes: http://www.apinews.com/es/noticias/item/18615

CHAVEZ: A DERROTA DA DIREITA RACISTA






A reeleição de Chavez
Foi uma vitória continental

O povo da Venezuela reelegeu ontem Hugo Chavez.
O resultado - uma confortável vitória por 10 pontos de vantagem desmentiu as sondagens divulgadas nos EUA e na Europa, que previam um empate técnico.
A campanha eleitoral transcorreu numa atmosfera de permanente tensão, no quadro de uma luta de classes como a América não conhecia desde o Chile da Unidade Popular.
O Plano B - elaborado pela CIA com aprovação do Departamento de Estado - previa que Capriles, o candidato da direita, se proclamasse vencedor no final do dia se os primeiros resultados divulgados revelassem equilíbrio. O objectivo era desencadear imediatamente acções de violência para destabilizar o país com a ajuda de paramilitares colombianos.
Os EUA investiram, indirectamente, centenas de milhões de dólares na campanha anti-Chavez. O governo de Obama no âmbito da sua estratégia imperial havia semeado bases militares na América do Sul - Colômbia (8), Paraguai, Curaçau - e enviou para a Região a IV Esquadra.
A campanha de desinformação foi minuciosamente montada. Com poucas excepções, as centenas de jornalistas norte-americanos e europeus que cobriram a eleição qualificaram as três presidências de Chavez como uma soma de fracassos que conduziram o país à beira do caos e também do comunismo. De Capriles Radonski, o candidato da oposição unificada, um multimilionário filho de um emigrante judeu polaco, os media ocidentais e os venezuelanos (sob controlo hegemónico da direita) apresentaram o perfil de um social-democrata. Ele afirmava aliás ser admirador de Lula e Dilma Rousseff. Fabricaram um líder inexistente. O ex governador do Estado de Zulia esteve envolvido no golpe de estado de 2002, participou então pessoalmente do ataque à embaixada de Cuba e desempenhou um papel de relevo no lock-out petrolífero assim como em conspirações posteriores.
A participação massiva do povo venezuelano - abstenção inferior a 20% - inviabilizou os planos da direita crioula e do imperialismo. E Capriles foi obrigado a admitir a sua derrota.
Chavez, no agradecimento ao seu povo, foi sóbrio: definiu a Venezuela «como uma das melhores democracias do mundo».
A Caracas chovem agora felicitações e palavras de estímulo. A primeira chegou da Argentina: Cristina Fernandez saudou a reeleição de Chavez como «vitória nossa, a vitória da América do Sul e das Caraíbas».
A euforia que varre agora o país e os povos latino-americanos implica grandes responsabilidades para a Venezuela Bolivariana. Chavez não ignora os enormes desafios que o esperam.
O processo revolucionário tem dependido excessivamente da sua liderança. A sua saúde inspira preocupações. No Partido Socialista Unificado da Venezuela – PSUV coexistem tendências contraditórias. Embora minoritaria, a corrente que defende reformas compatíveis com o capitalismo tudo faz para levantar obstáculos a medidas revolucionárias que abram caminho ao socialismo. O próprio discurso sobre o «socialismo do século XXI» é uma fonte de situações equívocas.
O imperialismo continua empenhado em destruir a revolução bolivariana. Mas a reeleição de Chavez teve para Washington o significado de uma grande derrota estratégica.
É compreensível o júbilo em todo o mundo das forças progressistas.
OS EDITORES DE ODIARIO.INFO

CHAVEZ: A VITÓRIA DA AMÉRICA LATINA

A vitória de Chavez representa um grande passo para a libertação total da América Latina. Temos agora que avançar no Paraguay para erxpulsar os EUA que estão instalando bases militares naquele país vizinho. Não podemos mais permitir que os nossos paíeses se transformem em " quintais dos EUA". Viva Hugo Chavez, viva o povo latinoamenticano livre e soberano!



domingo, 7 de outubro de 2012

"VOTO NÃO MUDA"


Essa frase, do título acima" estava estampada em alguns muros de Curitiba. Contextualizar essa frase exige uma análise mais profunda; mas ouso dizer que o voto tem uma força modificadora na medida em que através dele muitos personagens execráveis da vida pública  são colocados no olho da rua. São afastados, alguns definitivamente, da arena política; isso do ponto de vista substantivo. Do ponto de qualitativo, como arma de transformação é um processo mais lento; quase impossível de atingirmos o núcleo do poder. Só a revolução muda! Esperar mudança com o voto e a velha ladainha natalina de nos impingir papai noel ou das festas de páscoa onde enganam a criançada(será) com a história de que coelho põe ovos.

AS URNAS DESMENTIRAM A FARSA DA RPC


As " pesquisas" da RPC insistiam em desquaçlificar Gustavo Fruet, que não saia dos 16%. Como o governo de Beto Richa investiam em propaganda na RPC e seu jornaleco; a RPC tentava enganar o eleitor em jogando Gustavo lá embaixo. Entraram pelo cano! Deram com os burros n'água; aliás são os verdadeiros asnos da mídia nacional. Agora vão se debandar para o lado do vazio Ratinho; mais uma vez vão se dar mal. Por que? Porque indiscutivelmente Gustavo é o mais preparado; tem raízes históricas com o combate a ditadura. Os outros argumentos de que tenha lá atrás batido no PT é uma outra história mal contada pela tucanalhada safada. Gustavo será o novo prefeito de Curitiba e a esquerda histórica não pode se furtar a esse apoio. Será que a esquerda vai mais uma vez emburrecer e dar queijo sem ratoeira?

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

JAMAICA: OS ENSINAMENTOS DE GARVEY NAS ESCOLAS




Diante de seus problemas com uma economia estagnada e uma das taxas criminalidade mais altas e crônicas do mundo, a Jamaica está  procurando  ajuda de um líder nacionalista negro que morreu há 70 anos .
Marcus Garvey, que inspirou milhões de seguidores no mundo com mensagens de orgulho negro e auto-confiança, está sendo ressuscitada em um novo programa de educação cívica ,obrigatória em todas as escolas predominantemente negra esse país de 2,8 milhões habitantes.

Do jardim de infância até o ensino médio, os alunos devem aprender valores como auto-estima, o respeito pelos outros e responsabilidade pessoal através dos  ensinamentos de  Garvey, que Martin Luther King Jr. chamou "O primeiro homem em escala  e nível massivo a  dar aos  negros um senso de dignidade e destino "

No entanto, o programa quase completamente evita mencionar as posições que fizeram de Garvey alguém profundamente controverso: sua promoção de um movimento " Volta para a África", o uso do título de "presidente provisório da África" ​​e uma campanha para separação racial, diante da sua convicção de que os brancos sempre negariam  justiça aos negros.

Garvey inclusive conversou com  o grande mago do Ku Klux Klan, o que levou a alguns dos principais líderes afro-estadonidenses a questionar a sua sanidade.O pioneiro dos direitos civis nos EUA  W.E. B EUA Du Bois uma vez o descreveu  como "o mais perigoso inimigo da raça negra".

O programa é um repensar importante  do legado de Garvey em sua terra natal, no Caribe. Ele  foi a primeira pessoa que foi proclamado um herói nacional após a independência alcançada em 1962 e sua imagem foi colocada em moedas.

No entanto, o governo havia ignorado repetidos pedidos para Garvey  ser ensinado  nas  escolas onde a história não é uma disciplina obrigatória.


"Ensinar o Garveyismo  nas escolas é uma questão que escapa aos  políticos de todos os matizes devido em parte à sua própria ignorância intelectual e em parte porque eles não sabem o que fazer com esta questão complexa", disse Robert Hill, especialista em  Garvey e professor emérito da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.
No entanto, os jamaicanos estão muito orgulhosos das conquistas de um compatriota que criou um movimento internacional.

"Queremos que todas as nossas crianças acreditam que  são importantes para o destino deste país. Através  de Marcus Garvey entendemos  que isto significa  reconhecer que não há barreira que não podemos vencer", disse a Diretora de Cultura do  Ministério da Educação , Amina Blackwood Meeks, que liderou a iniciativa para o desenvolvimento do programa de educação cívica  fundamentado onos  ensinamentos de  Garvey.

Para muitos seguidores de Garvey na Jamaica, onde o astro do reggae Burning Spear uma vez cantou com pesar "ninguém se lembra do velho Marcus Garvey", a pergunta é por que demorou tanto tempo?

Nascido quase  50 anos após a abolição  da escravidão  na Jamaica, Garvey fundou em 1914 a Associação  Unida para a Melhora dos Negros na ilha e depois a converteu  num movimento de maiores dimensões de 1919 a 1927 em Nova York.

Estabeleceu uma rede de “ Salas da Liberdade” como instalações para o debate político, teatro e becas sobre temas negros; aumentou a conscientização sobre os logros dos africanos e propos que os negros adquirissem poder economico para evitar o racismo.

Desde sua base no bairro do Harlem, Garvey exortou as pessoas a se sentirem orgulhosas da sua história africana e assegurou aos descendentes de escravos que não há limites quanto ao que se pode alcançar.

Na na sua  filosofia panafricana exortou aos negros para que regressassem ao continente de seus ancestrais e abriu a empresa naval Black Star Line, uma frota de barcos a vapor para levá-los à África.

Durante seu meteórico ascenso, Garvey confrontou  a intensa oposição  de alguns inteletuais negros, especialmente Du Bois, que o descreveu  como "um lunático ou um traidor". Por sua parte, Garvey se refiriu  a Du Bois como um "mulato raivoso " e desestimulou  a Associação  Nacional para o Avanço das Pessoas de Cor (NAACP  sigla em ingles), por considerá-la um organismo que estimulava  aos negros sua  assimilação  a  sociedade branca.

Seu movimento dízia falar em nome da metade dos africanos e dos delegados num congresso que o  eligeram  "presidente provisório da Africa".

Finalmente, Garvey foi  declarado culpado  de fraudes de encargos postais em relação  a sua linha de  navegação  e  em 1927 foi  deportado para a Jamaica.

Entretanto, nas primeiras décadas do século  XX, quando a segregação  proliferava nos Estados Unidos e o colonialismo europeo ainda  se extendía em todo o  mundo, as palavras de Garvey também  inspiraram  grandes defensores dos dereitos civis nos  Estados Unidos, bem como  dirigentes políticos na  Africa e  o  movimento rastafari na  Jamaica.

Os professores  acreditam  que o  entusiasmo e ambição incutidos nas idéias de  Garvey inspirem  aos jóvens da Jamaica atual, onde muitos enfrentam situações  difíceis.

O índice oficial de desemprego está próximo  de 14%,  muitos economistas consideram  que é  mais alta. Quase  30% dos estudantes  secundarios  abandonaram  em  2011 seus estudos.

Na última década, segundo  as Nações Unidas, a ilha tinha a terceira taxa de homicidios mais alta do  mundo com 60 assassinatos para  cada 100.000 habitantes. Os jóvens dos bairros pobres compram no mercado negro brebajes que prometem mudar sua  tez escura para uma café clara.

Alguns especialistas na  Jamaica atribuem  muitas das penurias do país as sequelas persistentes da escravidão, a qual foi  particularmente brutal nas plantações  de cana de açúcar na ilha.

"Temos que aproveitar todas as ferramentas e estrategias a nossa disposição para detirle aos  nossos filhos e nosso povo em geral que, como disse  Garvey, a pele negra não é uma marca de vergonha, sim um símbolo de grandeza nacional", assinalou  Verene A. Shepherd, diretora do Instituto para estudos de Gênero e Desenvolvimento  da Universidade das  Indias Ocidentais da Jamaica.

"Se se incute este tipo de pensamento aos jamaicanos desde muito  jóvens, veremos os beneficios nos próximos anos", assinalou.
Fonte: rebelion.org
Tradução e adaptação: Valdir Silveira

VIA CAMPESINA ENVIA CARTA AO PRESIDENTE RAFAEL CORREA



Publicamos abaixo resumo carta da Via Campesina   enviada ao presidente do Equador, Rafael Correa.
Via Campesina  enviou Carta ao presidente do Equador, Rafael Correa, onde diz que os "Transgênicos só causam destruição e pilhagem"

" Via Campesina Internacional tem denunciado os efeitos negativos do uso de OGM e do ataque a soberania alimentar.

Demonstrando suas preocupações apresentam  as seguintes coonsiderações:

• Nossas organizações têm debatido , com base em experiência em várias partes do mundo,  e concluimos, definitivamente,  que as culturas GM só causam destruição e pilhagem, levando à concentração de terra e riqueza, envenenam  nossas famílias, nossos animais, nossa vida e culturas em torno de nós, destróem  postos de trabalho e nos expulsam  da terra;


• As culturas GM não alimentam os povos. Grande parte delas  é destinada a produção de  combustível, ração para animais,  para a produção industrial, e de outras matérias-primas industriais. E são estes cultivos   um dos fatores que a FAO identificou como importantes na crise alimentar anterior e no  atual aumento dos preços dos alimentos;

• Nos supreendem as afirmações de  que os transgênicos  podem quadruplicar a produção. Os antecedentes,  por  nós conhecidos, incluindo estudos científicos, indicam que as variedades transgênicas são realmente menos produtivas do que as variedades  convencionais , e isso é explicado por conhecidos mecanismos fisiológicos;


• Mais de 80% dos transgênicos cultivados  são resistentes a herbicidas. Não há um único caso de um cultivo transgenico desenvolvido resistente ao  frio, a  seca,  ou a  outras condições, muitas vezes enfrentadas pelas agriculturas camponesas. A realidade dos cultivos transgênicos é que tem provocado o incremento  do  uso massivo e  intensivo de herbicidas e outros pesticidas. Por exemplo, a Argentina hoje consome mais de 200 milhões de litros de glifosato, na maioria das vezes por aplicações aéreas que afetam indiscriminadamente aas  plantações, animais, pessoas e plantas silvestres. O  Brasil, entretanto, tornou-se o país com o maior uso de pesticidas por habitante  em todo o mundo. O resultado, como tem sido documentada na Argentina, Chile, Brasil e Paraguai, foi o aumento alarmante nos casos de câncer, doenças graves de pele, defeitos congênitos, aumento da taxa de abortos,e casos de intoxicação aguda que tem levado  à morte, especialmente de  crianças .

• Se alguma dúvida ainda pudesse existir sobre os efeitos dos transgênicos, um estudo científico feito por pesquisadores  franceses  acaba de ser publicado nos Estados Unidos,  demostrando  que a exposição ao glifosato está, necessariamente,  associada com a maioria das culturas transgênicas, e  o consumo de transgenicos , causa câncer, distúrbios hormonais e glandulares, lesões  graves no fígado e rins e, finalmente, taxas de mortalidade de 2-3 vezes mais elevadas do que o normal, especialmente nas  mulheres.

• Apesar da agressividade das empresas que produzem sementes transgênicas e agrotóxicos associados com a cultura, mesmo aqueles que usaram o contrabando maciço de introduzir seus produtos GM são muito poucos (principalmente soja, milho, canola, algodão), tem apenas duas alterações (resistência ao glifosato e produção da toxina Bt) e crescem maciçamente em alguns países (Canadá, EUA, Argentina, Brasil e Índia). Além disso, o produto do estudo mencionado, apenas a Rússia proibiu a importação de milho GM e há várias iniciativas legais na Europa para proibir tais  cultivos.

• Os cultivos de transgenicos  não são uma resposta para os problemas da pobreza que enfrentam milhões de famílias e comunidades rurais no Equador e ao redor do mundo. Muito pelo contrário: aumentam a  dependência, nós expulsam da terra, causam o desemprego, depreciam  o valor da produção e destruição  das economias locais. Um estudo realizado pela Universidade de São Paulo sobre a expansão do agronegócio no Estado de São Paulo, indica que essa expansão levou a uma prosperidade concentrada  nas mãos de uns poucos, gerando um crescente número de excluídos e o aumento da violência  e marginalização econômica.

• Se o  Equador, deseja solucionar o problema da alimentação, a solução está em  proteger, fortalecer e expandir a agricultura camponesa e cumprir o mandato constitucional da Soberania Alimentar. Um estudo da FAO publicado há poucos dias indicou que 60% dos alimentos na América Latina é produzido por famílias camponesas. Enquanto isso, os números oficiais e de pesquisa das mais diversas regiões do mundo confirmam mais uma vez que a agricultura camponesa é mais eficiente e produtivo do que industrial.

Com essas considerações, temos a garantia de que o seu governo soberano será mais sensível ao pedido  de milhões de camponeses e camponesas   em todo o mundo e não cederá as intenções de multinacionais como a Monsanto de converter os alimentos em mais uma mercadoria, esperamos que esse pedido e recomendação seja  positivamente atendido  por seu governo que tem mandato do povo equatoriano para governar em defesa dos  interesses soberanos do povo."

Essa é uma reivindicação feita nome do Comitê de Coordenação Internacional da Via Campesina Internacional, assinada por Henry Saragih , coordenador internacional da Via Campesina.

Fonte: rebelion.org
Tradução e adaptação: Valdir Silveira