terça-feira, 30 de setembro de 2014

ELEIÇÕES: A COBERTURA DA MÍDIA

O Programa  Observatório da Imprensa, terça-feira dia 30, abordou a participação da mídia no processo eleitoral. Segundo a opinião do apresentador Alberto Dines e dos convidados a mídia não tem colaborado muito para um debate de qualidade, para um processo construtivo. O que presenciamos é o incentivo à desconstrução, à agressividade, à propaganda negativa. Os ataques pessoais, as ofensas ofuscam as plataformas eleitorais. O formato do debate na televisão não permite que sejam debatidas as propostas dos candidatos. Por que? Porque a organização do debate prioriza um formato de questionamento entre os candidatos permitindo aos mesmos " jogar casca de bananas" para que os adversários escorreguem. Além disso os tempos de respostas inviabilizam a contextualização da questão e aprofundamento dos programas. Esse " debate" como estás formatado é uma farsa. 

É PRECISO ACABAR COM O ANONIMATO

É comum, em sites e blogs, a manifestação de pessoas, de indivíduos, que se escondem no anonimato, na clandestinidade para ofender. No meu blog não tem espaço para esses covardes; a clandestinidade foi um expediente que usamos, por necessidade, para escapar dos torturadores, dos assassinos da ditadura militar. Hoje eu posso ocupar esse espaço, espaço que ajudei a conquistar lutando contra a ditadura, e colocar meus pensamentos, minhas críticas; sem me esconder, sem omitir minha identidade. Por isso sou contra os anônimos. Os detentores de blogs que aceitam o anonimato, a  "clandestinidade" são tão culpados, perversos e aéticos como os covardes que se escondem na tocas, nos buracos do anonimato tal qual vermes. É preciso acabar com o anonimato. Não me venham com democratismo e liberalidade.

QUEM COM FERRO FERE...

O retorno dos episódios de queima de ônibus em Florianópolis é triste, trágico e de desrespeito aos trabalhadores usuários dos transportes coletivos. Os ônibus , morei em Floripa e sei disso, são o principal meio de transporte dos trabalhadores, principalmente da população que mora no Estreito, São Jose e Biguaçu. Oito ônibus já foram queimados. Que sejam queimados os incendiários. 

EUA: UM PAÍS AGRESSOR E DOMINADOR

Eva Golinger: EEUU persiste en dominar América Latina

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El gobierno estadounidense persiste en dominar América Latina y desestabilizar los gobiernos progresistas, para lo cual emplea diversas estrategias con la intervención de múltiples actores, advirtió hoy en Ecuador la periodista e investigadora Eva Golinger.
Al referirse a la política hegemónica norteamericana, recordó el planteamiento del exsecretario de Estado Henry Kissinger, quien aseveró que si Washington no logra dominar América Latina, como podría entonces controlar el mundo.
En una de las mesas de trabajo del Encuentro Latinoamericano Progresista, el cual comenzó hoy en esta capital, la periodista estadounidense venezolana explicó que la desestabilización funciona a través de tres ejes fundamentales: el militar, el diplomático y la sociedad civil.
Agregó que en ello intervienen actores externos entre los que sobresalen el Departamento de Estado norteamericano, fundaciones como la Soros y la Ford y las agencias de inteligencia.
Para los fines desestabilizadores empelan estrategias como el terrorismo diplomático, las sanciones y la promoción de los golpes suaves, argumentó.
Con respecto a los actores internos, mencionó los partidos de oposición, los grupos de poder económico y los medios de comuncación, los cuales emplean tácticas como los disturbios, la subversión, la manipulación mediática y la guerra psicológica.
En la mesa de diálogo titulada Geopolítica: el Sur Global frente a la desestabilización social, también tomó la palabra el intelectual ecuatoriano y representante de Alianza PAIS Fander Falconi, quien recordó que pese a la crisis económica internacional, el capital finaciero ha logrado mantenerse a flote y salir como vencedor.
“El capital trasnacional no va a ceder espacio”, alertó, con lo cual pese a las señales positivas para América Latina, región que está logrando crecer y superar la pobreza y desigualdad, es necesario mantenerse alertas para no formular conclusiones aventuradas.
En este panorama, estimó que la región debe adoptar un papel propositivo a nivel internacional y formular inciativas para, por ejemplo, articular un comercio internacional más justo o generar bienestar para todos sin vulnerar los límites geofísicos del planeta.
El ELAP, cita que se extenderá hasta mañana, cuenta con la asistencia de representantes de 35 partidos y movimientos políticos de unos 20 países.
Dirigido a debatir los retos de la izquierda regional, el evento cuenta además con la participación de unos 30 invitados especiales como el expresidente de Honduras Manuel Zelaya y la política colombiana Piedad Córdoba.
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OPINIÃO DE UM FASCISTA TERRORISTA SIONISTA

EEUU: Henry Kissinger reclama creación de “ejército global”

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RT – El exsecretario de Estado de EE.UU. y una de las figuras más poderosas del club Bilderberg, Henry Kissinger, aboga por la creación de un ejército mercenario global para luchar contra los terroristas.
El periodista estadounidense de la cadena Fox News, Bill O’Reilly, afirmó en un programa de ABC News que Kissinger, famoso globalista e integrante del club Bilderberg, “durante años ha apoyado la idea del establecimiento de una fuerza global antiterrorista financiada por la coalición de naciones bajo la supervisión del Congreso”.
Según publicó el portal ’InfoWars’, no sorprende conocer que Kissinger respalda la idea de un ejército mercenario con el pretexto de combatir el terrorismo, ya que “él supervisó directamente los golpes de Estado contra Gobiernos elegidos en América del Sur y en otros lugares, así como la masacre en Vietnam y Camboya, bajo la justificación de la lucha contra el aumento del comunismo”.
Kissinger se considera un “globalista acérrimo”, que a la edad de 91 años sigue escribiendo libros llamando abiertamente a la creación de un gobierno mundial, ya que, según sugiere, los Estados nacionales “son la causa de la agitación moderna en el mundo”.
El portal también hace referencia a las palabras de los conocidos periodistas Bob Woodward y Carl Bernstein, que indican que Kissinger ve a los soldados como “animales estúpidos que deben ser utilizados como peones para la política exterior”.

PILOTO UCRANIANO CONFESSA TER ABATIDO BOEING MALAIO



Site alemão publica informações sobre a queda do Boeing 777 no Leste da Ucrânia
O site alemão “Wahrheit fuer Deutschland” publicou um artigo em que o piloto do caça ucraniano Su-25 dá detalhes da queda do Boeing malaio na região de Donetsk, no Sudeste da Ucrânia, em 17 de julho.
O governo da Ucrânia alega constantemente que o Boeing 777 foi atingido por um caça russo ou pelas forças separatistas do leste do país, que supostamente obedeceriam a Moscou. A publicação alemã, no entanto, mostra novas evidências sobre a tragédia, que revelam outro lado da versão. No artigo, um piloto ucraniano confessou que abateu o avião malaio.
Ele informa que o avião que pilotava foi registrado nas imagens feitas por satélites e apresentadas numa entrevista coletiva com o Estado-Maior Geral da Rússia.
O Boeing 777 da Malaysia Airlines que fazia o voo MH17 de Amsterdã para Kuala Lumpur caiu no dia 17 de julho no Leste da Ucrânia, matando todas as 298 pessoas a bordo. A Holanda publicou um relatório preliminar sobre a investigação, no qual o desastre é atribuído simplesmente a "danos estruturais da aeronave causados por uma ação exterior".
 
Diário da Rússia

O QUE A MÍDIA OCIDENTAL NÃO PUBLICA

Belicismo dos EUA aumenta em África*

Carlos Lopes Pereira

29.Set.14

Para a África Ocidental, onde sobretudo três países – Libéria, Guiné-Conakry e Serra Leoa – enfrentam uma epidemia de ébola, que já causou quase três mil mortos, os EUA transportam numa ponte aérea técnicos de saúde, hospitais de campanha… e três mil soldados.

No quadro da sua estratégia imperial de crescente intervencionismo militar em África, os Estados Unidos vão instalar uma segunda base aérea no Níger.
Segundo o Washington Post, o presidente nigerino, Mamadu Issufu, deu o seu acordo após a cimeira EUA-África, em Agosto, na capital norte-americana, numa reunião com o subsecretário da Defesa, Robert Work, e o comandante do Africom, general David Rodriguez.
A Jeune Afrique dá mais pormenores. Revela que há vários meses decorriam negociações para a criação da nova base militar, em Agadez, no centro-norte, já que os norte-americanos pretendiam «estar mais próximos das zonas sobrevoadas pelos seus drones».
Desde Janeiro de 2013 que os EUA utilizam Niamey, para onde deslocaram 120 «especialistas» militares, como base de aviões não tripulados. Os aparelhos, que podem ser armados com mísseis, têm por missão vigiar as zonas desérticas fronteiriças do Mali, da Argélia e da Líbia, «onde proliferam terroristas» islamitas. O aeroporto nigerino é também utilizado por drones franceses, no quadro da intervenção no Mali.
O Níger, no coração da região sahael-sahariana, faz fronteira com aqueles três países e também com Chade, Benin e Burkina Faso. E ainda com a Nigéria, que tem sido palco de instabilidade militar. No nordeste nigeriano, o grupo rebelde Boko Haram lançou a «guerra santa» contra o governo central e proclamou a existência de um califado islâmico. A pretexto do combate à seita, e a pedido das autoridades de Abuja, os EUA enviaram «conselheiros» militares e de segurança para a Nigéria e para o vizinho Chade.
Além da localização estratégica, o Níger é rico em urânio, explorado pela multinacional francesa Areva, um dos gigantes mundiais da indústria nuclear. Não é, pois, surpreendente que acolha duas bases aéreas estrangeiras, uma franco-americana, em Niamey, e outra, em Agadez, norte-americana. E que mantenha diferentes tipos de «cooperação» com os EUA: desde há 10 anos que o Pentágono organiza regularmente naquele país o exercício militar Flintlock. Em 2014, próximo de Tahoua e de Agadez, meio milhar de instrutores ocidentais, entre os quais 350 «boinas verdes» norte-americanos, treinaram 600 soldados nigerinos, nigerianos e chadianos.
«Terrorismo» e ébola
Há outras notícias recentes que confirmam o aumento do belicismo imperialista dos EUA em toda a África, a pretexto da «guerra ao terrorismo» ou de «ajudas humanitárias».
Na costa oriental, perto de Mogadíscio, a capital somali, uma operação norte-americana de que se conhecem poucos pormenores, liquidou há dias o chefe dos rebeldes islamitas «shebab», Ahmed Abdi «Godane». Este grupo, acusado de ligações à Al-Qaida, tem reivindicado atentados na Somália, Djibuti, Quénia e Uganda. Tropas quenianas e ugandesas integram a Amison, a força de «paz» da União Africana em território somali.
Para a África Ocidental, onde sobretudo três países – Libéria, Guiné-Conakry e Serra Leoa – enfrentam uma epidemia de ébola, que já causou quase três mil mortos, os EUA transportam numa ponte aérea técnicos de saúde, hospitais de campanha… e três mil soldados.
Respondendo a um apelo da Organização Mundial de Saúde, vários estados, entre os quais a China, Cuba, a Alemanha, enviaram médicos, enfermeiros, equipamento sanitário.
Mas os EUA têm uma estratégia própria, anunciada pelo presidente Barack Obama, num discurso proferido no Centro de Controlo e Prevenção de Doenças, em Atlanta. A «pedido» do governo da Libéria, o Pentágono estabeleceu «um centro de comando militar» em Monróvia, a capital liberiana, a par de um ponto de apoio em Dakar (Senegal), numa operação chefiada pelo general Darryl Williams, do Africom.
Segundo o «New York Times», Obama considera a luta contra a epidemia de ébola uma prioridade da segurança nacional, ainda que haja poucas probabilidades de a doença atingir os Estados Unidos. Washington prevê gastar nos próximos seis meses 750 milhões de dólares na operação. A presença de tropas no terreno é justificada pela necessidade de construir unidades de isolamento e garantir a segurança do pessoal médico internacional envolvido no combate à epidemia.
As instituições militares estado-unidenses dão grande importância ao estudo das epidemias, utilizando-o no quadro do combate aos efeitos do «bioterrorismo» e das «armas de destruição maciça». Neste campo, cientistas e veteranos de guerra há muito que denunciam a realização de experiências secretas em soldados (como o teste de vacinas não aprovadas), por exemplo, durante a I Guerra do Golfo, contra o Iraque, em 1990/91.
*Este artigo foi publicado no “Avante!” nº 2130, 25.09.2014

A AUTODETERMINAÇÃO DA VENEZUELA

A diplomacia anti-imperialista e petroleira do novo chanceler da Venezuela

Basem Tajeldine e Adriana Blanco

30.Set.14 ::

A Venezuela deixou de ser um peão do imperialismo estado-unidense no momento em que a Revolução Bolivariana recuperou o controlo sobre a principal industria petroleira do país. Os seus importantes recursos energéticos e a diplomacia que os utiliza em defesa da independência nacional constituem um inestimável trunfo da Revolução Bolivariana.


Mantendo à distância todas as especulações desencadeadas pela direita venezuelana em torno do chamado “abanão” empreendido pelo governo do Presidente Nicolás Maduro, em especial pela designação do companheiro Rafael Ramírez como novo Ministro de Relações Exteriores da República Bolivariana de Venezuela e em particular pela sua proposta de desenvolver uma activa diplomacia petroleira, cremos justo reflectir sobre certos elementos que nos podem ajudar a entender melhor o contexto político, as ideias e a pessoa em questão:
1. A Venezuela é um país petroleiro, conta com a maior reserva de petróleo do mundo, estimada em cerca de 315 mil milhões de barris de petróleo. Conta também com importantes reservas de gás natural que se estimam em mais de 200 milhares de milhões de pés cúbicos. No mundo contemporâneo, denominado por alguns estudiosos como “era do petroleiro” (onde os hidrocarbonetos funcionam como uma espécie de “fonte de vida” e motor do sistema capitalista mundial), quem logre exercer o controlo do mesmo estará, necessariamente, identificado por um tipo de política ou de diplomacia que o distingue do resto.
2. Desde as primeiras descobertas e o início da exploração com fins comerciais de petróleo e gás na Venezuela (1875), até ao dia de hoje, as relações internacionais do nosso país têm estado marcadas pela diplomacia do petróleo. Por outras palavras, os governos do passado e da actualidade tiveram de ser conscientes da sua posição no grande tabuleiro da geopolítica mundial.
3. A Venezuela deixou de ser um peão do imperialismo estado-unidense no momento em que a Revolução Bolivariana empreendida pelo Comandante Presidente Hugo Chávez recuperou o controlo sobre a PDVSA (principal industria petroleira do país) que se encontrava nas mãos das transnacionais petroleiras estado-unidenses e europeias. Após promulgar a Lei Orgânica de Hidrocarbonetos de 2001, o governo revolucionário foi vítima de um golpe de Estado e de sabotagem petroleira dirigida pelos Estados Unidos através dos seus esbirros na indústria e nas forças armadas. Fracassada graças à mobilização popular a conspiração, o governo revolucionário pôde consolidar-se no poder tornando efectivo o controlo do Estado sobre PDVSA, o que permitiu destinar, em primeira instância, importantes recursos provenientes da venda do petróleo para o investimento social. E mais tarde para o desenvolvimento de uma diplomacia internacional independente, anti-imperialista, socialista e integracionista.
4. A nossa diplomacia revolucionaria, anti-imperialista e petroleira foi, de facto, o que caracterizou a Revolução Bolivariana nos últimos 15 anos. Esta concebeu a criação de instrumentos como PETROCARIBE e a ALBA que permitiram forjar um bloco regional de países caribenhos aliados (Bolívia e Equador não são caribenhos, mas fazem também parte do bloco ALBA). Para além disso, a nossa diplomacia petroleira independente permitiu que nos aproximássemos de países como a Federação Russa e a República Popular China, atraindo investimentos de ambas potências para o desenvolvimento conjunto da Faixa Petrolífera do Orinoco (local onde se encontram as maiores reservas petroleiras do país) e de outras áreas, o que permitiu forjar uma aliança de carácter estratégico com aquelas potências que funcionam também como defesa da Venezuela nos espaços internacionais.
5. Actualmente a diplomacia petroleira é Lei para o país, porque se encontra enquadrada dentro do Plano da Pátria 2013-2019, especificamente dentro do objectivo histórico III que refere: Converter a Venezuela num país potência no plano social, económico e político dentro da grande potência nascente da América Latina e Caribe, que garantam a configuração de uma zona de paz em nossa América. E o objectivo IV que se refere a: Contribuir para o desenvolvimento de uma nova geopolítica internacional na qual tome corpo um mundo multicêntrico e pluripolar que permita alcançar o equilíbrio do universo e garantir a paz planetária .
6. A nomeação do companheiro Rafael Ramírez para o cargo de chanceler da República foi, a nosso ver, uma decisão acertada. Em primeiro lugar, porque o Ministro Ramírez reúne as qualidades favoráveis para esse cargo: é um quadro com uma larga trajectória política e leal ao legado do Comandante Hugo Chávez. Em segundo lugar, pela sua larga experiencia no sector petroleiro, que representa o seu maior crédito. O Chanceler Ramírez formou-se técnica e politicamente antes e durante a Revolução Bolivariana desempenhando tarefas em INTEVEP, depois como Presidente de ENAGAS, e nos últimos anos assumindo em simultâneo altas responsabilidades como Presidente de PDVSA e Ministro do P.P. de Petróleo e Minas durante doze anos consecutivos. Pela sua larga experiencia no sector e nas negociações internacionais, o novo chanceler compreende, melhor que muitos, a importância do petróleo como recurso estratégico a nível internacional e como factor chave nas negociações da Venezuela com o resto do mundo.
7. A proposta de diplomacia petroleira deve ser vista como uma oportunidade para manter e aprofundar o posicionamento da Venezuela a nível internacional, que vem enriquecer o trabalho que o Ministério de Exteriores tem vindo desempenhando até ao dia de hoje. Sem lugar a dúvidas, o enfoque da diplomacia petroleira deve entender-se como o fortalecimento e potenciação da diplomacia venezuelana, através do principal recurso energético e estratégico que a nação possui (o petróleo e o gás). A exacta compreensão do novo enfoque poderia permitir o impulso e o fortalecimento das restantes áreas da cooperação entre a Venezuela e o resto do mundo.
8. Dizem que conhecer o inimigo é a melhor defesa. O Chanceler Rafael Ramírez conhece bem como pensam e actuam os inimigos do país. A sua passagem pelo ministério do petróleo e pela presidência de PDVSA permitiu-lhe conhecer de perto os tentáculos das grandes corporações e lobbys petroleiros que são, em definitivo, quem define a política exterior do imperialismo estado-unidense.
9. O Chanceler Ramírez é uma pessoa que conta com um alto reconhecimento a nível internacional, o que constitui um factor que reduz o nível de incerteza nas negociações. Muitos governos no mundo, o sector empresarial produtivo e financeiro internacional conhecem-no bem.
10. O Ministro Ramírez é colocado à frente da chancelaria venezuelana num contexto político nacional e internacional sumamente delicado, em que se intensificam os ataques do imperialismo estado-unidense e seus lacaios contra o nosso país. A sua experiencia política será de muita utilidade para fazer frente aos novos desafios.
A diplomacia petroleira anti-imperialista continuará sendo (até que culmine a era do petróleo) por muitos anos um instrumento do governo revolucionário para poder alcançar os objectivos políticos colocados.
As constantes mudanças ministeriais têm também sido características dos 15 anos de Revolução Bolivariana. O próprio Comandante Hugo Chávez concebia esta acção como parte da dialéctica necessária do seu governo para acelerar as mudanças. Chávez insistia muito em que nada devia permanecer quieto, e que tudo devia ser objecto de revisão e mudança. Dizia que a chave da revolução estava no movimento.
As mudanças oxigenaram sempre o governo porque provocam novas dinâmicas que contribuem para golpear o Estado burocrático-burguês.
CALPU

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

DOMINGO É O DIA DA VERDADE

Pagina 12 / Hasta el domingo, Brasil vivirá días de 30 horas

Dilma-Marina-y-Aecio

ERIC NEPOMUCENO / PAGINA12 / Rio de Janeiro – La tendencia en el tramo final de la campaña es que Dilma Rousseff viene en una curva ascendente, mientras que Marina Silva baja y Aécio Neves se queda en un tercer lugar.
De aquí al domingo 5 de octubre, cuando poco más de 143 millones de electores decidirán quién presidirá al país por los próximos cuatro años, en Brasil cada día tendrá más de 24 horas. Son las elecciones más disputadas en los últimos 54 años y el resultado sigue siendo imprevisible. Aunque en los últimos días el escenario haya ofrecido una cierta estabilización en las tendencias de voto, la volatilidad del electorado hace que cualquier previsión sea considerada arriesgada.
Concretamente, lo que se ve es que Dilma Rousseff no sólo resistió a la formidable irrupción de Marina Silva como logró retomar la delantera y librar un espacio de razonable comodidad. Los más recientes sondeos de distintos institutos –cuyos resultados son divulgados cuatro veces por semana– muestran, en su promedio, que la actual mandataria viene, en los últimos quince días, en una curva ascendente. Y Marina Silva vive una etapa contraria: luego de haber logrado alcanzar a Dilma en las intenciones de voto en la primera vuelta y de abrir una ventaja de nueve puntos en la segunda y decisiva ronda electoral, perdió espacio y ahora está en una desventaja que parece consolidada. El tercer candidato, Aécio Neves, sigue relegado a un sitio inédito para su partido, el PSDB (Partido de la Social Democracia Brasileña) en los últimos 20 años: no participar de la segunda vuelta.
En los resultados de los sondeos, los números son divergentes, pero no la tendencia: Dilma sube con fuerza, Marina baja, Aécio se queda en el mismo sitio, con ligeras oscilaciones que no son suficientes para acercarlo de manera concreta a sus dos adversarias.
El fenómeno Marina Silva, la ambientalista y evangélica que reemplazó la candidatura de Eduardo Campos, del Partido Socialista Brasileño, muerto en un accidente aéreo, no se mantuvo. Además de sus incoherencias y de la fragilidad de su discurso, Marina fue víctima del pesado bombardeo de críticas tanto de Dilma como de Aécio Neves. Su propuesta, que gira alrededor de un eje bastante vago –crear espacio para que se implante una ‘nueva política’ en lugar de la ‘vieja política’ dominante–, todavía parece atractiva para una enorme porción del electorado.
Pero luego de no sólo amenazar a Dilma en la primera vuelta sino también de aparecer como favorita en la segunda, su candidatura empezó un lento pero firme y acentuado derrumbe. Curiosamente, en esa trayectoria, que coincidió con la recuperación de Dilma, la mandataria contó con la firme e importante colaboración de Aécio Neves. El candidato neoliberal atacó a las dos con formidable contundencia. Ocurre que su electorado es básica y esencialmente contrario al PT de Lula da Silva y, por consecuencia, de la candidatura de Rousseff. Así que su virulencia contra Dilma no resultó en ninguna pérdida específica: son votos que ya estaban perdidos. Ya con Marina, se dio a la inversa: parte de su electorado flotante, y que no era precisamente anti PT, había sido arrebatado precisamente de Aécio.
Con sus ataques, pretendiendo siempre dejar claro que las dos adversarias son harina del mismo costal, y que sólo él es la diferencia, lo que logró fue quitarle votos a Marina. Y esos votos se dividieron en partes desiguales: un pequeño porcentaje volvió a Aécio, y la mayoría se destinó a Dilma Rousseff. Además, bajó sensiblemente el número de los brasileños que, en los sondeos electorales, se mostraban indecisos o dispuestos a anular su voto. Y parte sustancial de esos votos sin rumbo ni dueño se dirigieron a la candidatura de la actual mandataria.
Esa trayectoria errática y muchas veces incongruente del electorado ha sorprendido a los analistas e inclusive a los estrategas de las campañas de las tres candidaturas. De aquí al domingo, Dilma seguirá atacando a Marina, mientras resalta sus realizaciones y las conquistas logradas a lo largo de su presidencia y de las dos anteriores, de Lula da Silva, quien sigue siendo, y con inmensa distancia, el principal liderazgo de la política brasileña. Marina seguirá defendiéndose y lanzando sus propuestas de difícil comprensión, mientras ataca a Dilma asegurando que no se trata de ataques, pero sí de debate político. Y Aécio se mantendrá en su lucha de ínfimas posibilidades: lograr superar a Marina e ir a la segunda vuelta con Dilma. Es él quien más tiene que perder: será la primera vez en veinte años que su partido queda fuera del embate electoral. Además, su candidato al gobierno de Minas Gerais tiene muy pocas posibilidades de éxito, y él mismo está en segundo lugar y perdiendo –también en el ámbito regional– y favoreciendo a su coterránea Dilma Rousseff.
En los últimos días, y aunque el PSDB desmienta enfáticamente, emisarios del ex presidente Fernando Henrique Cardoso reforzaron sus contactos con el equipo de Marina Silva. El objetivo es muy claro: en una eventual segunda vuelta que ponga frente a frente a la evangélica y a la actual mandataria, los socialdemócratas quieren tener participación y voz. Hay buenas y justas razones para eso: al fin y al cabo, los programas económicos de ambos son absolutamente parecidos. Y el PSDB, a estas alturas, está cansado: son 12 años lejos del poder, y ya que su candidato no lo logró, quizá Marina sea el camino para llevarlos de vuelta a Brasilia.

O SOCIÓLOGO RICARDO ANTUNES E A REVOLUÇÃO




"Existe um mito de um Brasil onde tudo vai bem, porém a situação é  bastante diferente"





Ricardo Antunes diz que Marina Silva tem  em certo sentido, como Lula, uma trajetória muito ampla, rica, complexa e contraditória.

Começou como uma ambientalista crítica de esquerda, com muita vinculação com as bases nos anos 70/80 porém, pouco a pouco, num processo amplo, mudou para posições ambientalistas empresariais, moderadas, aceitando os transgénicos e com boas relações com o capital financeiro.

Atualmente, intenta fazer uma política de alianças que inclui desde os setores ambientalistas até setores do capital financeiro. Já em 2010 teve uma importante votação e seu nome ,todavia,  está  identificado com os setores mais “puros” e éticos do PT.

 Na entrevista feita a Rebelion Ricardo Antunes comenta alguns dados da FAO a respeito  dos avanços tidos no governo do PT nos últimos anos no combate  desnutrição que baixou de 10.7 à 5%, também os pobres extremos de 17.5 à 3.5%, o analfabetismo de 13.5 à 8.5%. Segundo  Leonardo Boff, teólogo da libertação, “Está em risco as grandes conquistas do governo do PT”.
Eu acrescentaria uma pequena, mas importante,  correção: o Governo não é só do PT.

Antunes diz que "Há que reconhecer que nos governos do PT houve uma espécie de assistencialismo para os miseráveis e que existe o mito de um Brasil onde tudo vai bem, quando na realidade a situação é bastante diferente."



Entre outras constatações Ricardo Antunes diz o Brasil é um país onde a desigualdade social se mantem muito alta e  há uma grande  concentração  da renda.

"Si se faz uma comparação dos governos de Lula e Dilma, isto é, dos últimos 12 anos, com o governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC), se pode dizer que aqueles foram menos nefastos com relação aos setores mais pobres, mais precarizados da população periférica brasileira. Se olharmos com atenção as estatísticas, tivemos 20 milhões de novos empregos criados nos últimos 10 anos, desde 2002 à 2012, porém a grande maioria estão entre um salário e um salário e meio mínimos, entre 740  1.100 reais, no  cambio livre entre U$S 300/360, com o qual é impossível viver, por isso há  rebeliões todos os dias na periferia porque para alugar um barraco numa favela é  caríssimo.

A realidade é que o governo do PT fracassou em sua política social, porém há que se  reconhecer que comparado com o de FHC, com Lula e agora  Dilma, há uma espécie de assistencialismo para os miseráveis.

O modelo econômico que permitiu crescer a Lula e até a metade do governo de Dilma fracassou. 
 Tudo indica que teremos duas candidatas mulheres, ambas do centro, tentando agradar aos capitais a qualquer preço, dando-lhes garantias e prometendo-lhes benefícios para apresentar- se uma mais amiga do capital que a outra.

Desgraçadamente, a esquerda mais crítica, segundo  Bourdieu, uma esquerda da esquerda, uma idéia interessante, neste momento não tem nenhuma possibilidade de modificar a situação  eleitoral.

Para concluir, Dilma é prisioneira de sua própia criação: sua política econômica está estancada mais ou menos há dois anos, sua política social excluiu o diálogo com os movimentos populares, inclusive com os sindicatos vinculados al PT, e agora tenta recuperar o terreno perdido."
Há análise, acima, do sociólogo é uma constatação da realidade atual, mas não aponta caminhos de solução. De nada adiantam essas críticas que são as mesmas da direita raivosa; do PSDB, do Demo et caterva. Não creio que a solução seja açodar o PT. Antunes reconhece que a esquerda não tem nenhuma possibilidade de modificar a situação  eleitoral. Eu acresceria, que enquanto estiver dividida, a esquerda tampouco te m condições de mudar o quadro político que está hegemonizado pelos oportunistas de centro e de direita. O discurso do sociólogo sinaliza para uma revolução. Com quem cara pálida?

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domingo, 28 de setembro de 2014

EVO: UMA VITÓRIA ANUNCIADA

Sondeos: Evo será reelegido con más del 52% de los votos

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El presidente Evo Morales se perfila como ganador de las elecciones presidenciales del próximo 12 de octubre en Bolivia, con más del 52 por ciento de la intención del voto, según los últimos sondeos realizados.
De acuerdo con la encuesta de la revista Poder y Placer, Evo Morales (Movimiento al Socialismo, MAS) tiene el 52,5 por ciento de las preferencias, Samuel Doria Medina, (Unidad Demócrata) un 16,7 por ciento, el expresidente Jorge Quiroga (Democracia Cristiana) un 8,6 por ciento, Juan del Granado (Movimiento sin Miedo) un 2.8 y Fernando Vargas (Partido Verde) con un 0,7 por ciento.
En otro estudio publicado por el Diario El Deber, de Santa Cruz, la intención de voto en favor de Morales es del 54 por ciento.
A pesar de estos resultados en los que el Presidente Morales resultaría reelegido con gran apoyo popular, la dirigencia socialista de Bolivia ha sido enfática con el llamado a continuar la campaña y evitar el triunfalismo.
RNV

GANHOU O AGRONEGÓCIO BRASILEIRO



LOPEZ BLANCH / El incierto destino de las sanciones a Rusia

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HEDELBERTO LOPEZ BLANCH – Si los nuevos estadistas occidentales revisaran la historia de Rusia, lo más probable que comprendieran lo obsoleto que resultará doblegar a la nación euroasiática con presiones económicas.
Para no retrotraernos a tiempos muy lejanos recordemos solo que a principios del siglo XIX tras salir del desgaste de la Primera Guerra Mundial y ocurrir el triunfo de la Revolución Bolchevique en 1917, Rusia fue aislada por los países occidentales que no admitían un sistema socialista en Europa.
Pese a sufrir una destrucción total durante la Segunda Guerra Mundial, Rusia enfrentó y derrotó al poderoso ejército alemán y ayudó a liberar a varios países europeos. Siguieron férreos bloqueos y sanciones amparados en la llamada Guerra fría de occidente que apuntaban al derrocamiento del socialismo soviético, pero pese a esas agresivas políticas, la antigua Unión Soviética logró innumerables logros económicos, científicos y sociales.
A lo largo de los años, ha quedado demostrado que los bloqueos económicos contra un país por pequeño que sea, como el caso de Cuba, no pueden cambiar un sistema si sus dirigentes y el pueblo se unen en defensa de su independencia y soberanía.
Estados Unidos y la Unión Europea han impuesto varios paquetes de medidas contra Moscú debido a que no dejó arrebatarse la estratégica península de Crimea después de que Washington diseñó y ayudó a derrocar al gobierno ucraniano de Víctor Yanukovich y en su lugar instaló un régimen ultraderechista con el objetivo de cerrar el cerco fronterizo al gigante asiático, al que observa como un fuerte obstáculo, junto a China, para preservar un mundo unipolar.
Las sanciones se dirigen a perjudicar a las industrias petroleras y de defensa; prohibir a los ciudadanos y empresas de la UE comprar o vender nuevos bonos, acciones o instrumentos financieros con un vencimiento superior a 90 días emitidos por los bancos estatales rusos y negar visas y congelar cuentas de ciudadanos rusos y algunos ucranianos del este.
Las medidas impuestas innegablemente que dificultarán momentáneamente el desarrollo económico de Rusia al causar la huida de capitales, bajar el volumen de las inversiones e impedir a bancos tener acceso a créditos foráneos, pero por el contrario, le ha permitido a Moscú hallar nuevos mercados e impulsar sus producciones internas.
En sentido completamente opuesto al deseo norteamericano, las presiones económicas y financieras adoptadas, han servido para que Moscú estreche lazos comerciales con China, Irán, India y varios importantes países de América Latina.
Rusia y China acordaron ampliar el comercio bilateral en rublos y yuanes, y fortalecer la cooperación entre sus bancos. Si en 2013, el intercambio llegó a 89 000 millones de dólares, para 2014 sobrepasará los 100 000 millones. El 50 % lo realizarán en sus monedas nacionales.
Las empresas rusas tendrán para su desarrollo, acceso a financiamiento de bancos chinos, (que cuentan con la mayor reserva mundial de divisas) lo cual permitirá esquivar las acciones de Occidente que intentan impedirle la entrada de capitales.
Productos alimenticios que van desde leche, carnes, frutas, vegetales y granos, que antes provenían de la Unión Europea, ahora serán suministrados en su gran mayoría por Latinoamérica lo que beneficia económicamente a varios países de la región.
El Kremlin también ha reforzado sus relaciones con la Asociación de Naciones del Sudeste Asiático (ASEAN), integrada por Brunei, Camboya, Indonesia, Laos, Malasia, Myanmar, Filipinas, Singapur, Tailandia y Vietnam, una de las zonas que más ha crecido en los últimos 10 años.
A mediados de septiembre le fue entregada a Moscú la presidencia hasta 2015 de la Organización de Cooperación de Shanghai, formada por China, Rusia, Kazajistán, Kirguistán, Tayikistán y Uzbekistán. India y Pakistán han expresado la voluntad de unirse en un futuro.
En conjunto sus miembros poseen un área de 30 millones de kilómetros cuadrados lo que representa las 3/5 partes de Eurasia, y una población de 1 460 millones de personas (25 % del total mundial.
En el transcurso del año de presidencia, Rusia prevé realizar más de 100 eventos económicos y humanitarios, así como impulsar la adopción de pagos recíprocos en monedas nacionales ante la continua inestabilidad de la economía internacional.
Se prevén proyectos multilaterales en la región asiática de impacto trasnacional en el transporte, la energía, ciencia y tecnología, agricultura y el uso pacífico del cosmos.
Mientras esto ocurre con Rusia, la Unión Europea no han podido dejar atrás en su conjunto la crisis económica y tres países del continente con mayor Producto Interno Bruto (PIB) mostraron resultados preocupantes, pues Italia cayó en recesión, Francia está estancada y Alemania experimentó una caída inesperada con solo un 0,8 % de crecimiento en el segundo trimestre.
Varias instituciones y revistas especializadas en economía y finanzas aseguran que en los tres meses que restan para que concluya el año, no se prevé ninguna mejora, sobre todo teniendo en cuenta que las sanciones impuestas contra Moscú estan dañando a la zona euro.
La televisora estadounidense CNN significó que la Unión Europea se enfrenta a problemas como el riesgo de deflación, un alto nivel de desempleo y un lento crecimiento de sus mayores economías a la luz de las medidas adoptadas contra el gigante euroasiático. El desempleo aumenta constantemente por las medidas de austeridad y en los casos de Grecia se sitúa en 27,2 % y España 24,7 %.
Observen estas cifras: en 2013 la UE exportó alimentos a Rusia por 11 800 millones de euros (unos 15 500 millones de dólares). Entre los más afectados se encuentran el queso tipo Edam que alcanzaba las 250 000 toneladas y las manzanas con 700 000 toneladas, sin contar carnes, pescado y otros importantes productos.
Europa sufre las consecuencias por seguir ciegamente las orientaciones de Washington, mientras este último espera beneficiarse con la venta al viejo continente de gas de esquisto, sobre todo si se vende en dólares, lo que le permitiría seguir disfrutando y enriqueciéndose no solo con petrodólares sino también con gasdólar.
En resumen, Rusia se abre nuevos espacios, Estados Unidos espera sacar nuevos dividendos, pero Europa sufrirá las mayores consecuencias de esas arbitrarias sanciones.

VIETNAM: UM PAÍS EM TRANSFORMAÇÃO


                                         VIETNAM: A TERRA DO “TIO HO” (I)

                                        Valdir Izidoro Silveira (*)

 Assim é conhecido o herói vietnamita, Ho Chi Minh, timoneiro da derrota dos países invasores do território do Vietnam: França e EUA. Junto com Nguyen Van Giap conduziram a luta de resistência e vitória que, em menos de meio século, após a derrota das forças invasoras, conduziu o país ao desenvolvimento.

Cheguei a Ho Chi Minh dia 8 de setembro, após 22 horas de viagem saído de São Paulo, com escala em Dubai.

Minha missão no Vietnam estava dividida em dois empreendimentos: um comercial que é assessorar um empresário brasileiro que quer vender gado zebuíno para um comerciante de carne no Vietnam. Ele prefere o gado zebuíno, guzerá, nelore ou Brahma, porque são bois com menos gordura. Pretendem comprar 50 mil bois por mês.

A outra missão é mais técnica onde o mesmo empresário fará uma parceria com um grupo vietnamita que produz ração e que tem um faturamente anual de 600 milhões de dólares. Esse grupo, chamado PROCONCO produz 15 milhões de toneladas anuais de ração para frango, porco, marreco e gado. Esse grupo bate, em pequena escala, 40 mil aves dia para consumo interno e querem se organizar para exportar frango para os países árabes e Russia. Compete a nossa equipe fazer o estudo de viabilidade para ampliar essa capacidade de abate de frangos com vistas a exportação atendendo todas as exigências protocolares desses países bem como as regulamentações sanitárias vigentes no mercado de carnes para exportação.

Os vietnamitas tem o hábito de comprar frangos vivos. O mercado local vende frango e marreco assado- tipo defumado- em estabelecimentos localizados ao longo das avenidas, ruas e comércios locais.

É a segunda vez que venho ao Vietnam e, provavelmente, terei que voltar, pois que o empresário do Paraná será o responsável pela comercialização desses frangos nos mercados árabes e Russia. O negócio ainda não foi fechado.

A nossa última viagem foi em julho de 2012, com 22 horas de viagem, escala em Dubai – também tem escala em Doha, mas não recomendo- a melhor  companhia é a Emirates. Os preço das passagens variam de 1900 à 4.000 dólares, dependendo da época do ano e reservas antecipadas.  O aeroporto de Dubai é uma ostentação fora do comum; coisa de cinema. Os “brimos” montaram um esquema de  circulação interna, no aeroporto, que tem obrigam, antes de chegar aos portões de embarque, a passar na ala comercial, verdadeiras “arapucas” muito bem montadas, com um visual exuberante; uma baita caça dólares!

O Vietnam, segundo a última estimativa de 2013está com aproximadamente 92 milhões de habitantes. A capital do país é Hanoi com 6,5 milhões de vietnamitas.

Na capital não se vê aquilo que nós latinoamericanos costumamos chamar de pobreza. Os vietnamitas da capital vivem do comércio e no trabalho em instituições governamentais e bancos. É uma bela cidade, limpa, com edifícios suntuosos, alguns superiores ao que existem em São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba ou Porto Alegre; só vendo pra crer.

(*) Engº Agrº, Especialista em Planejamento e Desenvolvimento Regional-ILPES-CEPAL/ONU e MSc. em Tecnologia de Alimentos/UFPR

OS BRICS NUM MUNDO MULTIPOLAR

A recente cúpula dos BRICS em Fortaleza foi o mais importante encontro do grupo que além do Brasil inclui a Rússia, a Índia, a China e a África do Sul. O Brasil, que já tem a China como seu principal parceiro comercial, intensifica a cada dia seu comércio com a Rússia, que busca novos mercados após às sanções impostas pelos EUA e pela Europa. Desta forma nosso país contribui com a arquitetura de um mundo cada vez mais multipolar que possa fazer frente à arrogância belicista dos Estados Unidos.

ELEIÇÕES NO PARANÁ

Nada explica as discrepâncias dos dados entre Beto, Requião e Gleisi. Vejam que as mesmas fontes apontam um empate entre Dilma e Marina, num Estado onde sempre os opositores petistas venceram de lambuja. Não bate essa contas; algo está errado. 

DIMINUIR O TAMANHO DO ESTADO...

Quase que diariamente se ouve essa pilhéria de alguns candidatos mentirosos: " somos a favor da diminuição da máquina estatal". Uma grande mentira! Não dizem que o Estado nunca foi pilhado, esbulhado, explorado pelos operários, pelos funcionários  públicos em sua grande maioria mal remunerados. Esquecem, por conveniência e safadeza, que esse Estado inchado é consequência do assalto das grandes empreiteiras e empresas privadas que se beneficiam de grandes contratos com o Estado. ´São empresas que fizeram - e fazem - fortunas com o nosso dinheiro tais como: CR Almeida, Oldebrecht, Camargo Correa. OAS, etc., etc. Ai aparecem candidatos safados afirmando que " precisamos diminuir o tamanho do Estado". Não passam de grandes picaretas que tem suas candidaturas financiadas, indiretamente, pelo Estado através da grana que as grandes empreiteiras ganham do Estado as custas do povo.

A ELEIÇÃO NO PARANÁ E AS PESQUISAS FRIAS

As " pesquisas" encomendadas pelo PSDB dão vitória no primeiro turno para Beto Richa. São " pesquisas" feitas em 59, no máximo, municípios onde os prefeitos são favoráveis ao candidato tucano. É claro que são  números fabricados para iludir o eleitor. Dados de pesquisas não oficiais, porque não pertencem aos institutos fajutos, dizem que o cenário paranaense para o governo do Estado é o seguinte: Beto- 38%, Requião-33% e Gleisi-16%. São dados que levam o pleito para o segundo turno. O PSDB não gosta disso! Por que? Porque o segundo turno leva o Requião, pela quarta vez, a ocupar o trono no Palácio das Araucárias.

SÍRIA: MUNDO PROTESTA CONTRA BOMBARDEIOS

Sobre os bombardeamentos norte-americanos em território da Síria


por CPPC
Manifestação em Londres. O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) denuncia os ataques dos EUA em território da Síria, contra alvos do dito "Estado Islâmico" (EI), como mais um estratagema na sua já longa história de interferência e de desestabilização da Síria e do Médio Oriente.

Estas ações militares dos EUA violam a soberania e ameaçam a integridade territorial da Síria, são realizadas à margem do direito internacional e desrespeitam os princípios da Carta das Nações Unidas.

A atuação norte-americana expressa, uma vez mais, a arrogância dos que se julgam acima da legalidade internacional e que, violentando através da força a soberania dos povos, pretendem dominar os recursos desta região – recordem-se os objetivos colonialistas dos EUA de criação de um "Grande Médio Oriente".

O CPPC considera que o combate à ação de grupos responsáveis por incomensuráveis crimes, tem de começar pelo fim da ingerência na Síria e no Iraque por parte dos EUA, da NATO, da UE e dos seus aliados na região, como Israel ou as ditaduras do golfo.

Diversos grupos que atuam na Síria e no Iraque, como o grupo agora chamado "Estado Islâmico", são fruto dos apoios políticos, financeiros e militares dos EUA e seus aliados, sendo utilizados para atacar e desestabilizar vários Estados na região e sendo responsáveis por inúmeros atos de terror e barbárie contra as populações locais, servindo como pretexto para a intervenção das forças militares dos EUA na região.

A nova escalada belicista norte-americana desestabiliza ainda mais toda a região, aumentando as dificuldades e perigos para populações já martirizadas por anos de conflitos, promovendo ainda mais as condições que fazem florescer as ideologias opressivas, sectárias, xenófobas e retrógradas.

Se os EUA e seus aliados realmente pretendessem "combater o terrorismo" teriam de começar por parar com a sua política de ingerência e intervencionismo militar – de autêntico terrorismo de Estado; teriam de respeitar a soberania e integridade dos Estados; teriam de para de apoiar política, militar e financeiramente os grupos criminosos que patrocinam; teriam de passar a pautar a sua política externa pela cooperação e pelo respeito dos princípios da Carta das Nações Unidas.

O CPPC expressa toda a sua solidariedade às populações síria e iraquiana, saudando, de forma especial o movimento da paz sírio, membro do Conselho Mundial da Paz.

O CPPC considera que ao Governo Português cabe, no respeito pela Constituição da República Portuguesa, condenar a atuação dos EUA e defender o respeito pela soberania e integridade dos Estados.


Ver também:
  • Lavrov: Western bloc headed by Washington rejects UN principle that all states are equal
  • Fighting ISIL is a Smokescreen for US Mobilization against Syria and Iran

  • Four Myths About Obama's War on ISIS

    Este documento encontra-se em http://resistir.info/ .
  • sábado, 27 de setembro de 2014

    UMA ENTREVISTA IMPORTANTE

    Evo con Eva: “Antes decidían los gringos, ahora decidimos los índios”

    evo77
    RT – El presidente de Bolivia, Evo Morales, concede una entrevista a la abogada y escritora Eva Golinger desde Nueva York, donde asiste a la Conferencia Mundial sobre los Pueblos Indígenas en el marco de la Asamblea General de Naciones Unidas.
    “Siento que es un avance muy importante, no para Bolivia, sino para los habitantes del planeta Tierra”, dijo el presidente en referencia a la celebración de la conferencia indígena durante su entrevista a Eva Golinger en una edición especial de Detrás de la noticia.
    Morales recordó que hasta 1950 en Bolivia los indígenas, al igual que las mujeres, no tenían derecho al voto. “Nos decían que el movimiento indígena era analfabeto, no pagaba impuestos, por tanto eran considerados como ignorantes y no teníamos derecho a participar en las elecciones”.Al referirse a las protestas que tuvieron lugar el fin de semana en Wall Street en contra del cambio climático y del capitalismo, el mandatario aseguró: “Yo sigo convencido. Nuestras naciones no pueden ser gobernadas por banqueros ni por transnacionales. Es el gran problema que tienen algunas naciones. EE.UU., aquí no gobierna el presidente Obama, aquí gobierna el sistema capitalista”.
    “Nuestra experiencia es que antes decidían los gringos, ahora decidimos los indios. Esa es la profunda diferencia que tenemos con los países del sistema capitalista”, afirmó Morales.
    Golinger consultó al presidente sobre el impacto que tendría el posible ingreso de Venezuela al Consejo de Seguridad de la ONU.
    “No creo en el Consejo de Seguridad, para mi sigue siendo un ‘consejo de inseguridad’ para la humanidad. Sigue siendo un instrumento del organismo de las Naciones Unidas que más tiene autonomía de las decisiones (…) que actúa bajo las decisiones del imperialismo y del capitalismo sin tomar en cuenta las decisiones de las Naciones Unidas”.
    La presencia de Morales en la Conferencia Mundial sobre los Pueblos Indígenas acaparó titulares este lunes en los principales medios de prensa de ese país sudamericano.
    El presidente, destacado promotor de la defensa de los pueblos originarios, será la voz del Grupo de los 77 más China en el referido foro, y también representará a los ocho miembros del Tratado de Cooperación Amazónica, a los pueblos originarios y a los parlamentarios indígenas de Latinoamérica.
    Texto completo en: http://actualidad.rt.com/actualidad/view/141074-entrevista-evo-morales-rt-onu

    EUA: UJM ESTADO TERRORISTA INIMIGO DA HUMANIDADE

         

    por Miguel Urbano Rodrigues
    Cartoon de Latuff. O chamado Estado Islâmico-ISIL, que se apresenta como refundador do Califado é a ultima aberração gerada pela estratégia de terrorismo de estado do imperialismo estado-unidense.

    Essa estratégia surgiu como consequência de efeitos não previstos da execução do projeto de dominação perpétua e universal sobre a humanidade, concebido ainda em vida de Roosevelt, no âmbito do War and Peace Program, um projeto que identificava nos EUA o herdeiro natural do Império Britânico.

    O Médio Oriente foi a área escolhida pelo Pentágono e o Departamento de Estado para a arrancada do ambicioso Programa, precisamente porque o Reino Unido, muito enfraquecido pela guerra, tinha iniciado ali a sua política de retirada escalonada de bastiões imperiais no mundo islâmico.

    Nas décadas seguintes, a CIA promoveu golpes na Região com destaque para o que derrubou Mossadegh e restabeleceu no trono do Irão o Xá Reza Pahlavi.

    O PANTANO AFEGÃO

    A partir de 1980, o governo Reagan financiou e armou as organizações terroristas sunitas de Peshawar que combatiam a Revolução Afegã. Alguns dos seus dirigentes foram recebidos como heróis na Casa Branca como «combatentes da liberdade»; Reagan saudou-os como combatentes da liberde e «novos Bolivares». Os bandos desses heróis cortavam os seios a mulheres que não usavam a burka ou cegavam-nas com ácido sulfúrico.

    Nessa época, o saudita Bin Laden interveio ativamente como aliado de confiança dos EUA (seu pai fora amigo da família Bush) nas campanhas que visavam o derrubamento do governo revolucionário de Kabul.

    Quando Mikhail Gorbatchov abandonou o Afeganistão e os 7 de Peshawar tomaram o poder no país, essas organizações desentenderam-se e iniciou-se um período de guerras fratricidas.

    No final da Presidência de Bush pai, os EUA, que tinham patrocinado a guerra de Saddam Hussein contra o Irão, reagiram à ocupação do Koweit, desencadeando a primeira guerra do Golfo em l991. Com o apoio de uma grande coligação avalisada pelo Conselho de Segurança, os iraquianos foram rapidamente derrotados. Bagdad foi submetida a bombardeamentos destruidores, mas Washington não se opôs a que Saddam permanecesse no poder.

    No Afeganistão, cujo subsolo encerra recursos fabulosos, a situação assumiu aspetos tao caóticos, com os senhores da guerra a digladiarem-se, que Washington abriu a porta à entrada em cena dos Taliban, uma organização terrorista que a CIA havia criado no Paquistão como «reserva».

    Os auto-intitulados «estudantes de teologia» conquistaram facilmente o país e, instalados em Kabul, assassinaram Muhammad Najibullah, o ultimo presidente legítimo, asilado na Sede da ONU, e promoveram uma politica de fanatismo religioso que fez regressar o país à Idade Media. Bin Laden, mudando de campo, surgiu então como aliado preferencial do mullah Omar, chefe espiritual dos Taliban.

    Os EUA recolhiam frutos amargos da sua política agressiva contra o Islão e de apoio incondicional ao Estado sionista de Israel.

    Mas foi somente em 2001, após os atentados contra o World Trade Center e o Pentágono, que a Casa Branca, onde então pontificava Bush filho, tomou a decisão de invadir e ocupar o Afeganistão. Bin Laden foi guindado a inimigo número 1 dos EUA e a Al Qaeda, por ele fundada, adquiriu na propaganda americana as proporções de um polvo demoníaco cujos tentáculos envolveriam todo o mundo islâmico.

    Mas, contrariando as previsões de Washington, o povo afegão resistiu à ocupação do país pelos EUA e pela NATO.

    O Presidente Obama, que prometera acabar com aquela guerra impopular, enviou para o país mais 100 mil militares. Sucessivas ofensivas de «pacificação» fracassaram e generais prestigiados foram demitidos. Anunciada para este ano a total retirada das forças de combate, a promessa não será cumprida.

    Transcorridos 13 anos da invasão, a Resistência Afegã (que transcende largamente os Talibans) controla quase todas as províncias, com as tropas estrangeiras concentradas em Kabul e nas principais cidades. O país, devastado pela guerra, está mais pobre do que antes da chegada dos americanos, mas a produção de ópio aumentou muitíssimo.

    O assassínio de Bin Laden no Paquistão numa operação de comandos nebulosa, montada pela CIA e o Pentágono, não contribuiu, alias, para melhorar a imagem de Obama.

    IRAQUE, LIBIA, SIRIA

    Longe de extraírem lições da sua política para a Região, os EUA desencadearam em março de 2003 a segunda guerra do Iraque, desta vez sem o aval da ONU.

    O pretexto invocado – a existência de armas de extermínio massivo – foi forjado por Bush e Tony Blair. Tais armas, como foi provado, não existiam.

    Na invasão foram utilizadas armas químicas proibidas pelas convenções internacionais. Crimes monstruosos foram cometidos e as torturas (incluindo abusos sexuais) infligidas pela soldadesca americana aos prisioneiros iraquianos tornaram-se tema de escândalo de proporções mundiais.

    Saddam Hussein foi executado, após um julgamento sumário, com o aplauso de um governo fantoche, mas, transcorrida mais de uma década, o Iraque regrediu meio século. Centenas de milhares de iraquianos morreram de doenças curáveis e de desnutrição.

    Hoje, ocupado por dezenas de milhares de mercenários ao serviço de empresas mafiosas, o Iraque é na prática uma terra humilhada e ocupada, onde o poder real é exercido pelas transnacionais que se apropriaram do seu petróleo e do seu gás.

    Incapazes de encontrar soluções para a sua crise estrutural, os EUA prosseguiram com a sua agressiva estratégia (ampliando-a) de dominação imperial.

    A política de cerco à China e à Rússia intensificou-se. De documentos secretos do Governo federal, tornados públicos por influentes media, constam planos para arruinar e desmembrar a Rússia, reduzindo-a a potência de segunda classe.

    A multiplicidade de objetivos a atingir quase simultaneamente tem contribuído, porem, para que os resultados dessa política não correspondam às esperanças da Casa Branca.

    As mal chamadas «primaveras árabes» foram ideadas para produzirem no Islão um efeito comparável ao das «revoluções coloridas». E isso não aconteceu. No Egito, apos uma cadeia de crises complexas e um golpe de estado que derrubou o presidente Morsi, os EUA conseguiram o que pretendiam. No Cairo ocupa o poder um governo militar do agrado do imperialismo norte-americano e que Israel encara com simpatia.

    Mas o balanço da intervenção militar na Líbia é desastroso. Derrubaram e assassinaram Kadhafi, numa guerra de agressão imperial, viabilizada pela cumplicidade da ONU, guerra em que participaram ativamente a França e o Reino Unido, preparada com antecedência pela CIA e os serviços secretos britânicos e a Mossad israelense. Destruíram as infraestruturas do país para se apossarem do seu petróleo e do seu gás.

    Mas o desfecho da operação criminosa não correspondeu ao previsto no organigrama da agressão.

    A Líbia é hoje um país ingovernável. Uma parte significativa dos «rebeldes», treinados e armados pelo imperialismo para lutar contra Khadafi, passaram a atuar por conta própria, em milícias que desconhecem o governo títere de Trípoli. O terrorismo tornou-se endémico. O atentado terrorista contra a missão diplomática dos EUA em Bengasi confirmou o estado de anarquia existente e a incapacidade de Washington para controlar as organizações terroristas que o imperialismo introduziu no país.

    Do caos líbio não foram porem extraídos também os ensinamentos neles implícitos.

    A escalada de agressões prosseguiu. A Síria foi o alvo seguinte. Washington repetiu a fórmula. Uma campanha mediática ampla e ruidosa demonizou o presidente Assad, apresentado como ditador brutal. Depois, «rebeldes» patriotas – muitos dos quadros são estrangeiros – iniciaram a luta contra o governo legítimo do pais.

    Contrariando as previsões da CIA, as forças armadas, unidas em defesa do presidente Assad, resistiram e as organizações terroristas, ostensivamente apoiadas pela Turquia e pela Arabia Saudita, sofreram severas derrotas.

    Dezenas de milhares de civis, sobretudo mulheres e crianças, foram vítimas da guerra patrocinada pelos EUA.

    Compreendendo finalmente que o plano elaborado em Washington estava a fracassar, Obama, numa guinada tática, informou num discurso ameaçador que tinha decidido bombardear a Síria.

    A firme atitude assumida pela Rússia obrigou-o, entretanto, a recuar e a desistir da intervenção militar direta.

    Essa inocultável derrota política tornou necessária uma revisão da estratégia global dos EUA para todo o Medio Oriente.

    Apercebendo-se de que haviam avaliado mal a relação de forças, a Casa Branca e o Pentágono adiaram sine die o projeto de agressão à Republica Islâmica do Irão, e abriram negociações sobre o tema nuclear com um governo que o imperialismo identificava como polo do «eixo do mal».

    A CATÁSTROFE UCRANIANA

    A derrota sofrida pelo imperialismo na Síria coincidiu praticamente com o desenvolvimento de outro projeto imperial, mais ambicioso, que visava a integração a medio prazo da Ucrânia na União Europeia e na NATO.

    Dispenso-me de recordar, por serem amplamente conhecidos, os acontecimentos que conduziram ao poder em Kiev um governo neofascista após o derrubamento do presidente Yanukovich. Era um aventureiro, mas havia sido eleito democraticamente.

    Mais uma vez o plano golpista foi minuciosamente preparado em Washington.

    Mas, novamente, a Historia seguiu um rumo diferente do previsto pelo sistema de poder imperial.

    A integração da Crimeia na Rússia demonstrou que o governo de Putin e Medvedev não se deixava intimidar pela agressiva estratégia de Washington.

    A recusa das populações russófonas dos leste da Ucrânia a submeter-se aos golpistas de Kiev levou observadores internacionais a admitir que a ofensiva das forças armadas da Ucrânia contra os «separatistas» de Donetsk e Lugansk poderia ser o prólogo de uma III Guerra Mundial. Mas a prudência e serenidade de Putin contribuíram para uma redução de tensões na área, evitando o alastramento de um conflito que poderia ter trágicas consequências para a humanidade.

    A crise persiste, mas a própria incapacidade militar do bando de Kiev conduziu ao atual cessar-fogo e às negociações de Minsk.

    Na Ucrânia, o tiro saiu também vez pela culatra ao governo dos EUA cuja aliança com fascistas assumidos ilumina o desprezo pela ética política da Administração Obama.

    O PESADELO JIHADISTA

    Atolado no pantanal ucraniano, o imperialismo estado-unidense (e os seus aliados) enfrenta nestes dias um desafio assustador para o qual sabe não ter solução.

    Inesperadamente, uma organização de islamitas fanáticos irrompeu no noroeste do Iraque e em poucas semanas ocupou um amplo território naquele país e no norte da Síria.

    Assumindo-se como intérpretes intransigentes da sharia, tal como a concebem, proclamaram a restauração do Califado árabe e declaram a sua intenção de promover a sua expansão territorial e espiritual.

    Logo nas primeiras semanas, a passagem desses jihadistas por cidades e aldeias conquistadas ficou assinalada pela prática de crimes hediondos, inseparáveis do fanatismo exacerbado da seita jihadista.

    O imperialismo sentiu que o empurravam para um impasse. Obama não pode aceitar a ajuda do governo de Bashar al Assad, nem a do Irão. Perderia a face também se recorresse a forças terrestres para combater os jihadistas depois de ter festejado como acontecimento histórico a retirada do Iraque das tropas de combate. Optou então pelo recurso a bombardeamentos aéreos. Recebeu o apoio dos governos de Hollande e de Cameron, mas os especialistas do Pentágono acham que esses bombardeamentos, ditos «cirúrgicos» terão uma eficácia muito limitada.

    Os jihadistas responderam degolando dois reféns britânicos em seu poder e ameaçam abater outros se os bombardeamentos prosseguirem.

    É imprevisível no momento o desfecho do confronto. Mas os generais do Pentágono afirmam que o exército iraquiano e as milícias do Curdistão autónomo, aliado de Washington, não têm capacidade militar para derrotar os jihadistas.

    Em Washington a Administração está mergulhada num pesadelo. Os media mais influentes, do New York Times à CNN, também.

    Muitos quadros jihadistas são, afinal, provenientes de organizações terroristas criadas e financiadas pelos EUA para combater regimes que não se submetiam à dominação imperial. Alguns foram treinados por oficiais da US Army.

    O desconforto dos media também é compreensível.

    As guerras de agressão que atingiram o Afeganistão, o Iraque, a Líbia e a Síria foram precedidas de gigantescas campanhas de desinformação. Durante semanas, os povos dos EUA e da Europa foram massacrados com um tipo de propaganda que apresentava as intervenções militares como exigência da defesa da liberdade e dos direitos humanos em prol da democracia, contra a ditadura e a barbárie.

    Goebbels, o ministro da Propaganda de Hitler, afirmava que uma mentira à força de repetida é aceite como verdade. As técnicas de desinformação utilizadas na época parecem hoje brincadeira de crianças se comparadas com a monstruosa máquina mediática controlada pelo imperialismo para anestesiar a consciência dos povos e justificar crimes monstruosos.

    O presidente Obama cumpre neste jogo criminoso o papel que lhe foi distribuído. Na realidade o poder real nos EUA está nas mãos do grande capital e do Pentágono. Mas isso não atenua a sua responsabilidade; a máscara não funciona, o presidente desempenha com prazer e hipocrisia a sua função na engrenagem do sistema de poder. Comporta-se na Casa Branca como inimigo da Humanidade.

    Nos últimos séculos somente a Alemanha de Hitler criou uma situação comparável pela monstruosidade dos crimes cometidos à resultante hoje da estratégia de poder dos EUA. Com duas diferenças importantes: a política do III Reich suscitou repúdio universal, mas apenas a Europa foi cenário dos seus crimes. No tocante aos EUA, centenas de milhões de pessoas são confundidas pela fachada democrática do regime, mas os crimes cometidos têm dimensão planetária.

    Qual o desfecho da perigosa crise de civilização que ameaça a própria continuidade da vida na Terra?

    Vivemos um tempo, após a transformação da Rússia num pais capitalista, em que as forças da direita governam com arrogância em quase toda a Europa. Em Portugal sofremos um governo em que alguns ministros são mais reacionários que os de Salazar.

    Mas a Historia é há milénios marcada pela alternância do fluxo e do refluxo. O pessimismo, o desalento não se justificam. A maré da contestação ao capitalismo está a subir.

    Não esqueço que Marx, após a derrota na Alemanha da Revolução de 1848-49, quando uma vaga de desalento corria pela Europa criticou com veemência o oportunismo de esquerda e o de direita, contaminando a Liga dos Comunistas. Dirigindo-se à classe operária, afirmou que os trabalhadores poderiam ter de lutar 15, 20 ou mesmo 50 anos antes de tomarem o poder. Mas isso não era motivo para se desviarem dos princípios e valores do comunismo.

    A revolução socialista tardou 70 anos. E não eclodiu na Alemanha ou na França, mas na Rússia autocrática.

    O ensinamento de Marx permanece válido. Mas neste limiar do século XXI não será necessário esperar tanto tempo.

    A vitória final depende das massas como sujeito da História.

    A advertência de Rosa Luxemburgo nao perdeu atualidade. Ou o capitalismo, hegemonizado pelo imperialismo norte-americano, empurra a humanidade para o abismo, ou a luta dos povos o erradica do planeta. A única alternativa, creio, será então o socialismo.
    23/Setembro/2014/Vila Nova de Gaia
    O original encontra-se em www.odiario.info/?p=3410

    quarta-feira, 24 de setembro de 2014

    STF: A PROTEÇÃO DOS TUCANOS E DEMOS

    Mello e Toffoli votam pelo arquivamento de inquérito do cartel no metrô


    Publicado em 24/09/2014Gazeta do Povo  

    Os ministros Marco Aurélio Mello e Dias Toffoli, da 1.ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), votaram ontem pelo arquivamento do inquérito do cartel metro ferroviário que envolve os deputados José Aníbal (PSDB-SP) e Rodrigo Garcia (DEM-SP). O julgamento do pedido de arquivamento da investigação foi interrompido pelo ministro Luís Barroso, que pediu vista dos autos, e deverá ser retomado após as eleições, no dia 7 de outubro. A 1.ª Turma tem 5 ministros.
    O inquérito do cartel está no STF porque Rodrigo Garcia e José Aníbal, como parlamentares, têm foro privilegiado.
    Marco Aurélio e Toffoli acolheram os argumentos do advogado Alexandre de Moraes, que defende Rodrigo Garcia. Ele sustentou que a investigação do STF está encerrada desde que quatro testemunhas da acusação negaram ter ouvido falar em pagamento de propinas para os parlamentares.
    Esse não foi o comportamento em relação a turma do PT.

    terça-feira, 23 de setembro de 2014

    UMA OPINIÃO OFICIAL


    QUAL É O PROBLEMA? Razões para a falta de sucesso na luta contra o fenômeno do terrorismo


    Portanto na luta contra o grupo terrorista, seria um equívoco a sua ligação com a religião, isso  além de justificar e fortalecer o terrorismo e lhe dar certa força, irá confundir a opinião pública.

    A Republica Islâmica do Irã é uma barreira sólida e natural contra a disseminação do terrorismo. Por que o Ocidente procura enfraquecer esse país na luta contra o terrorismo e o tráfico de droga, pelos embargos econômicos?
    Recentemente o Presidente Barack Obama, numa entrevista a NBC, disse que o problema do mundo árabe e do Oriente Médio não é o Irã, mas o grupo extremista. Mas o senhor Henry Kissinger, numa recente entrevista à radio NPR, minimizou o perigo do ISIL, considerando-o como” um grupo aventureiro”, dizendo que o ISIL não  é um grande perigo, por que ainda não dominou e conquistou muitos territórios.
    No esboço de uma estratégia de combate ao terrorismo, deve-se pensar como erradicar este fenômeno pela raíz, para que não existade fato, incompatibilidade entre identificar o fenômeno “cancerígeno”, a atitude  e a sua estratégia. Porem há distinção entre um grupo considerado um tumor cancerígeno e aventureiros. 
    Portanto, na luta contra o ISIL, em primeiro lugar tem que conhecer a sua origem histórica, causas do surgimento e o seu pensamento , para poder apresenta-lo melhor à opinião publica. Nesses últimos dias, algumas autoridades americanas também  opinaram , enfatizando nesse ponto  que que os atos desse grupo não tem nada a ver com a Religião Islâmica. 
    Conforme a religião islâmica, quem matar uma pessoa, sem que esta tenha cometido homicídio ou semeado a corrupção na terra, será considerado como se tivesse assassinado toda a humanidade e quem salvar um indíviduo é como se tivesse salvado toda a humanidade. Precisa-se um debate em nível internacional para conhecer o Islã, com a participação de teológos muçulmanos para que as pessoas não sejam iludidas perante as atrações desse grupo.
    Um grupo perverso que distorce os principios do Islã não  pode ser considerado Islâmico. O Islã é a Religião de Paz e de Fraternidade. Nunca o terror e terrorismo coincide com os ensinamentos islâmicos.
    Portanto na luta contra o grupo terrorista, seria um equívoco a sua ligação com a religião, isso  além de justificar e fortalecer o terrorismo e lhe dar certa força, irá confundir a opinião pública.
    O Sr. Ali Chankhani, Secretário do Conselho Nacional de Segurança do Irã, no encontro com o Ministro das Relações Exteriores da Dinamarca Sr. Martin Lidegaard, disse que o Irã sempre foi pioneiro na luta contra o terrorismo e teve grande papel no confronto com esse fenômeno nefaste, apoiando o povo Iraquiano. Qualquer luta contra o terrorismo deve ser efetivo, sério, baseado na participação, capacidades regionais, sem violação de soberania dos países, sem pretensões político-segurança ou dominação na região.
    Caso a luta contra o ISIL, seja como a luta contra Al-Qaeda, sem considerar suas raízes, e conseqüentemente disseminar como ``diástase do câncer`` nos outros membros da sociedade Internacional, será um grande erro na preparação dessa estratégia.
    A Republica Islâmica do Irã é uma barreira sólida e natural contra a disseminação do terrorismo. Mas ai, se levanta uma pergunta: Por que o Ocidente procura enfraquecer esse país na luta contra o terrorismo e o tráfico de droga, pelos embargos econômicos?
    O problema principal na ordem Internacional e a opção dos procedimentos equivocados, antes de ser a falta da justiça é na falta da racionalidade.
    A questão principal da Ordem Internacional está  na abordagem e no conhecimento. Este fato, prepara o terreno para regeneração e desenvolvimento do terrorismo. O terrorismo é um fenômeno desumano, anti-religião que tem sua raiz na ignorância. Portanto deve ser enfrentado com racionalidade.
    Majid Foroughi
    Departamento de Imprensa da Embaixada da Republica Islâmica do Irã