domingo, 31 de março de 2013

PESTICIDAS EM ÁGUA MINERAL, UM ALERTA PARA A ANVISA


Estudo aponta presença de pesticida em água mineral na França
Um estudo francês divulgado na segunda-feira (25) apontou a existência de resíduos de remédios e pesticidas em garrafas de água mineral vendidas no país, segundo agências internacionais. Foram analisadas 47 marcas mais comuns na França, e 10 delas estavam contaminadas com amostras de diversos tipos de produtos, segundo o jornal britânico “The Guardian”.
O estudo foi conduzido pela fundação France Libertés, em parceria com a revista francesa “60 Milhões de Consumidores” (“60 millions de Consommateurs”, no nome em francês). Entre os produtos encontrados na água havia resíduos de um medicamento usado para combater o câncer de mama.
Para os responsáveis pela pesquisa, a água mineral contaminada pode ter um “potencial efeito coquetel” nos consumidores, além de trazer sérias preocupações ambientais. Já os cientistas ouvidos pelo “The Guardian” afirmam que a presença dos produtos é minúscula e que consumir a água não traz riscos.
Foram encontrados resíduos dos remédios buflomedil e naftidrofuril, vasodilatadores usados para tratamento em pessoas que têm pressão alta, segundo o “The Guardian”. Também foram achados indícios de pesticidas banidos em 2001 no país. (Fonte: G1)

Esse caso da França é uma alerta as nossas autoridade de vigilância sanitária, principalmente a ANVISA para que fiquem atentas na fiscalização das águas minerais que são comercializadas no país.

DEPOIS DE CHAVEZ, EVO MORALES É A PRÓXIMA VÍTIMA


Morto Chavez, Evo Moralez na Mira dos Globalizadores

Como é fácil  empurrar as pessoas ... Mas como é difícil guiá-las (Rabindranath Tagore, 1861-1941)


A agenda dos "iluminados" globalistas, cujo verdadeiro objetivo é estabelecer o controle total sobre os recursos naturais do planeta, através da prevenção contra os líderes que se atrevem a desafiar este processo de defesa dos interesses nacionais do seu país, nunca tem um descanso ou intervalo.

Agora é a vez de primeiro Aymara presidente da Bolívia, de  Evo Morales, que se atreveu a se declarar "anti-imperialista", levando o seu povo a um Estado de Bem Viver, fazendo mudanças substanciais sob novos compromissos como a  a qualidade de vida e a proteção da natureza .

Nos últimos meses, a guerra da mídia contra Evo Morales e seu governo tem se intensificado, chamando-o de ditador,  comunista, chavista, fidelista , individualista, egocêntrico, anticlerical narcisista, etc.  No entanto, há um elemento novo que consiste em corromper , confundir e enganar as bases tradicionais de apoio à gestão do presidente,  através das Organizações Não Governamentais  (ONGs).A agitação indígena  em torno do projeto de  construção da estrada Villa Tunari - San Ignacio de Moxos que cruza o Território Indígena  do Parque Nacional  Isiboro-Secure (TIPNIS) é um exemplo da influência das ONGs na organização dos nove marchas contra o projeto e na preparação do décimo anunciado pelo presidente da Confederação de Povos Indígenas da Bolívia (CIDOB), Adolfo Chávez.

As ONGs REDD (financiado pela Suécia), o Fundo Verde (financiado pela Grã-Bretanha, Noruega, Austrália e México), e outras 20 tem participado, ativamente,  em todas as marchas . Eles estão, atualmente, envolvidas na promoção de um projeto , realmente absurdo, envolvendo 64 comunidades indígenas de yurakares , trinitarianos e Mojenos chimanes, num total de 10.000 pessoas do TIPNIS para que  o governo "reconheça o nosso direito de receber o pagamento da compensação pela  mitigação de gases de efeito estufa que atingem  nossos territórios. "

Sabe-se que o projeto desta estrada  existe desde 1765 e, em 1826, durante o governo do marechal Antonio José de Sucre foi emitida uma lei para unir  os departamentos de Beni e Cochabamba e que é útil para a economia das duas regiões, bem como ao bem-estar das populações  do TIPNIS.

Sabe-se também que a maioria dos povos indígenas da região se pronunciaram  a favor da construção da estrada e que o governo prometeu entregar, na terça-feira 02 de abril, as populações do TIPNIS,o relatório final da consulta.

A consulta atingiu 58 das 69 comunidades, 11 decidiram não participar no processo. Um total de 55 comunidades apoiou a construção da estrada e três foram contra. Apesar do voto da maioria as marchas da  minoria não param porque existem os interesses de grandes corporações que usam,frequentemente, as ONGs para garantir o seu acesso aos  recursos naturais da Bolívia.


Oficialmente operam  no país 399 ONGs e não se  sabe quantas mais não  registradas. Sabemos, também, que 22 delas estão por trás das marchas indígenas. Recentemente, a Confederação Sindical de Trabalhadores Camponeses advertiu que "por trás das marchas indígenas há um movimento político forte para desestabilizar o governo
Os  professores trotskistas estão entre os mais ativos nesse processo de  desestabilização como se não houvesse outra forma  de lutar contra o que é classificado  como uma  arbitrariedade  ou injustiça  histórica.

Também ,surpreendentemente,  vários grupos de dirigentes mineiros liderados pelo secretário executivo da Central Obrera Departamental  (COD) de Oruro, uma organização conhecida historicamente como revolucionária, se aliou  com a direita racista nesta greve. Se esqueceram os  mineiros de  Huanuni que pela primeira vez na história os seus salários, graças aos esforços do atual governo da Bolívia, subiram até  30.000 bolivianos por mês.

Mas a história não  termina aí. Apenas se acalmou a situação em Oruro, os agricultores da província Manco Kapac bloquearam a estrada  Tiquina – Capacabana, precisamente no início da Semana Santa, durante a qual milhares de fiéis usam  esta estrada  para venerar a Virgem de Copacabana. Os promotores desta ação propõe um referendo para determinar a construção de uma ponte sobre o estreito de Tiquina rejeitando o diálogo com o governo.

A Confederação dos Trabalhadores da Bolivia (COB) de  orientação trotskista  tampouco ficou  para trás nessa luta contra Evo Morales decidindo formar o Partido dos Trabalhadores, o nome dado ao instrumento político dos trabalhadores liderados por Guido Mitma. Stalin estava certo quando defenestrou o renegado Trotsky!

A finalidade desta organização   é fazer oposição a  Evo Morales nas eleições presidenciais de abril de 2014 e o slogan novo partido é "Tremei Evo, somos mineiros". No entanto, no COB estão filiados 6.186 mineiros pertencentes ao setor estatal, enquanto que112.000 trabalhadores deste ramo pertencem ao setor cooperativo da mineração e não tem nada a ver com o COB.

A Igreja Católica não tem "simpatia" por Evo Morales. Assim como na Venezuela, Equador, Nicarágua e Argentina, esta instituição religiosa se opôs ao programas sociais benéficos para os pobres. Durante a segunda  tentativa de golpe em junho do ano passado (a primeira foi realizada em abril de 2009), a Igreja Católica abençoou o motim da  polícia. Segundo o presidente, "na Bolívia há novos inimigos , e não apenas a imprensa de direita, mas os grupos da Igreja Católica, a hierarquia da Igreja Católica, que são inimigos da transformação pacífica da Bolívia".


Se espera-se que com o novo Papa Francisco as relações entre Evo Morales e a igreja  não tenham  chance de melhorar, por causa das tensões que o atual governo tem  com a Agência de Notícias Fides, um órgão de imprensa com selo jesuíta . Na percepção de Evo Morales, "Quando as pessoas estão arruinadas pelo Estado colonial, a Igreja Católica não aparece para salvar. Quando o povo destrói  o Estado colonial, aparece o padre  rezando com os líderes, com mediadores. Mas quando as pessoas são derrotados pelo Estado, não há Igreja ".
Os Estados Unidos não perdoa  Evo Morales pela expulsão  de sua  agência USAID, a DEA (Drug Enforcement Agency) por  espionagem e tentativas de desestabilizar o país e também do embaixador dos EUA, Philip Goldberg por instigar protestos violentos contra o governo da Bolívia. Tudo isso explica por que o Departamento de Estado tem opinado, por quatro anos consecutivos,  em seus relatórios anuais que a Bolívia "fracassou  visivelmente" na luta contra o tráfico de drogas,  apesar das estatísticas diferentes que ao longo dos anos têm mostrado as autoridades do país.

Claro, se Evo Morales aceitasse  o retorno da DEA os resultados dos relatórios   teriam sido mais positivos  para a Bolívia. No entanto, a história mantém estatísticas que mostram que durante o período de 1985 -1990, com a presença da DEA, as plantações de coca aumentaram de 35.000 para 75.000 hectares,no país. Mas isso é outra história; todos sabem que a DEA, junto com a CIA são os promotores do narcotráfico no mundo!

Entretanto, apesar de todas as dificuldades, sabotagens, greves e passeatas, a Bolívia está no caminho para um Estado de Bem Viver. Recentemente, na comemoração do 18 º aniversário da fundação do Movimento ao Socialismo (MAS), Evo Morales afirmou que continuará "combatendo o capitalismo, oimperialismo e o neoliberalismo". Também  enfatizou que "agora temos Pátria, nós recuperamos a Pátria para os bolivianos." E neste país, de acordo com o vice-presidente , Álvaro García Linera, "cada vez menos bolivianos, e a curto prazo nenhum  boliviano, vai para a cama com fome, porque aqui estamos distribuindo riqueza, que pertence a todos nós, para beneficiar os  mais pobres, aos mais humildes e aos mais  necessitados. "

Se o dramaturgo americano Arthur Miller tivesse  observado o processo boliviano, iniciada por Evo Morales, certamente pronunciaria  sua famosa frase: "há  rodas  movendo rodas nesta vila e  fogos nutrindo fogos". Que estes fogos  sejam  benéficos para seu povo e para que nenhum vento do Norte possa  apagá-los!
Fonte: rebelion.org
Tradução e adaptação: Valdir Silveira

Infelizmente  as ONGs, em sua grande maioria, estão a serviço dos interesses de grupos multinacionais ligados ao extrativismo e as fundações tais como Ford, Rockefeller e outras que extendem seus tentáculos pela américa Latina.

sábado, 30 de março de 2013

OS VAMPIROS DA FOME


A FOME E A RIQUEZA NO MUNDO

               “Metade da humanidade passa fome, a outra metade faz regime”.
                                           (Josué de Castro in Geografia da Fome-1958)

Há mais de cinco décadas o grande humanista, médico sanitarista Josué de Castro, que morreu no exílio na França vitimado pela perseguição da ditadura militar, já falava, já escrevia sobre essa fatídica violência histórica: A FOME.
É triste, muito triste, revoltante e vergonhoso, termos que constatar que, após mais de meio século, essa situação diagnosticada por Josué de Casto tenha se agravado.
Vejam que a Syngenta multinacional suíça produtora de transgenicos, gasta na área agrícola em torno de R$ 1 bilhão todos os anos em pesquisas, mas não gasta nenhum centavo com a ajuda humanitária internacional no combate à fome e a desnutrição generalizada no mundo. Mais grave ainda, enquanto os três homens mais ricos do mundo e os quatro mais ricos do Brasil ganham tanto dinheiro, ficam cerca de 1 bilhão  de habitantes no mundo e no Brasil sofrendo da chamada “ fome oculta”, ou seja, aquela que por falta de vitaminas e minerais afeta o organismo físico e cognitivo, bem como o sistema imunológico das pessoas.  O sistema capitalista tem sido bastante cruel com grande parcela da humanidade, principalmente com as crianças. São cerca de 900 milhões de crianças que estão em situação de riscos sociais e pessoais e riscos de mortandade por causa da desnutrição absoluta e da fome crônica.

Segundo a FAO- Fundo para a Agricultura e Alimentação, cerca de 14% da população mundial passa fome e sofre subnutrição, ou seja,  1 em cada 6 habitantes do planeta Terra. Com apenas R$44 bilhões ou 17% das fortunas dos homens mais ricos do Brasil e do mundo resolveríamos o problema da morte de cada criança menor de 5 anos a cada minuto. E mais, a produção anual de arroz, feijão, milho e trigo dá para alimentar cerca de 10 bilhões de seres humanos. Não tem sentido, então, a existência da fome exagerada e da subnutrição que dizima tantas crianças no mundo.

No Brasil segundo a Fundação Getulio Vargas-FGV 50 milhões de brasileiros e dados do IBGE apontam que 34 milhões de brasileiros vivem em situação de emergência por causa da fome e da subnutrição. Dados do Governo Federal sinalizam para 14 milhões de pessoas em situação de fome. Mesmo considerando essas discrepâncias de dados governamentais não podemos compreender e aceitar que enquanto a nossa produção na área de alimentos vai aumentar cerca de 10% nessa próxima década, o Mapa Mundial da Desnutrição coloca o Brasil na 27ª posição nesse ranking vergonhoso no mundo.
Enquanto a fome mata mais que a AIDS, a malária e a tuberculose juntas, e com apenas um pouco de dinheiro das grandes fortunas resolveria o problema, ainda usamos as tecnologias para beneficiar alguns poucos privilegiados no Brasil e no mundo. Para onde vai tanto alimento que pode alimentar cerca de 10 bilhões de seres anualmente? Vai para a produção de ração que  alimentará aves, bovinos e suínos nos EUA e na Europa.
Ao mesmo tempo que a fome assola no mundo vejamos como está a situação dos famosos milionários do mundo segundo o Índice de Bilionários da Bloomberg. O mexicano Carlos Slim, dono de negócios de telecomunicações em 18 países do mundo tem uma fortuna avaliada em R$ 78,4 bilhões; o norte – americano co-fundador da Microsoft e sócio da Monsanto, Bill Gattes, tem uma fortuna de R$ 65,8 bilhões, o espanhol Amâncio Ortega, fundador do grupo  têxtil Inditex, dono da marca Zara, tem fortuna avaliada em 58,6 bilhões. Enquanto isso no Brasil, Jorge Paulo Lemann, investidor controlador da Anhenser - Buch Imbev, maior cervejaria do mundo, tem uma fortuna de R$ 19,6 bilhões; o banqueiro Joseph Safra tem fortuna avaliada em R$ 12 bilhões; Eike Batista, o homem das informações privilegiadas sobre minérios, filho de Eliezer Batista o “pai bem informado”, tem uma riqueza avaliada em R$ 11,4 bilhões, e Dirce Camargo do Grupo Camargo Correa tem sua fortuna avaliada em R$ 14,1 bilhões. Ambos juntos os sete personagens aqui citados tem a fortuna de R$ 259,9 bilhões, enquanto 900 milhões de crianças morrem de fome e subnutrição! (Fonte: http//genaldo40.blospot.com).
Que fazer? Essa é um boa pergunta para o novo Papa Francisco, já que lê está alardeando aos quatro cantos do mundo que está preocupado com a pobreza!
Será que o Papa Francisco teria a coragem de CONVOCAR COM URGÊNCIA UMA REUNIÃO com os SETE PERSONAGENS citados acima, esses afortunados do mundo e, não exigir, sim pedir pelo amor de Deus uma ajuda para acabar com esse sofrimento de 900 milhões de crianças?
Não acredito, meu ceticismo fala mais alto! Por que? Porque o Vaticano tem as mãos, os pés, enfim todo o corpo sujo no lamaçal da exploração capitalista.
 Esses culpados, acima citados não estão na cadeia porque são os donos da justiça, mandam no sistema; são o próprio sistema!
.  Um dia pagarão pelos seus crimes hediondos no paredón. Por que no paredón? Porque são criminosos que enriquecem com a fome de seus semelhantes!

SOBRE O VENDILHÃO HAROLDO LIMA


Goebbels, 'a mentira repetida mil vezes' e um entreguista do PCdoB

Paulo Schueler
O Partido "comunista" do Brasil não poderia ter escalado melhor, dentre seus dirigentes, aquele que iria destilar mais lorota acerca dos 91 anos de fundação do Partido Comunista no Brasil. Haroldo Lima personifica como poucos - à estatura de um Aldo Rebelo - as atuais linha e prática políticas da agremiação.
Destacado quadro da Ação Popular – o PcdoB atual – foi o homem designado por seu partido para articular as mamatas e negociatas com a entrega do petróleo brasileiro quando esteve à frente da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Necessário, pois, demarcar diferenças: enquanto Haroldo entregava as reservas do país a investidores privados nacionais e estrangeiros, em leilões realizados com canapés em belíssimos hotéis do Rio de Janeiro, a militância do nosso aguerrido PCB reencontrava os cassetetes e sprays de pimenta da PM na frente desses mesmos hotéis, em manifestações contra o entreguismo organizado pelo “comunista” (sic).
Haroldo escreveu réplica a texto do camarada Antônio Carlos Mazzeo acerca da apropriação indébita que o PCdoB faz da história dos comunistas brasileiros.
O vendilhão lesa-pátria cita inúmeros comunistas que nada tiveram a ver com a história do PcdoB, fundado em 1962, para dizer que a estratégia de roubar a história do PCB continuará e os incomodados que se calem.
Haroldo – e seus antigos “camaradas” da AP que hoje comandam o PcdoB– talvez não saibam, mas tiram nota 10 como alunos do professor Goebbels e sua manjada aula de que “uma mentira repetida mil vezes vira verdade”. Sucesso de marketing e publicidade! Já de história, que é a pauta desse debate...
Nela, Haroldo e seus escritos não ocuparão nem as latas de lixo. Já viraram chorume, a escorrer sobre - e emporcalhar - biografias alheias.
O escriba ainda demonstra total repulsa a adjetivações. A herança da formação na esquerda cristã deve ter deixado para o "posteriori" a leitura de clássicos como Marx e Lênin e sua ferrenha luta contra o oportunismo no movimento operário. Sorte nossa termos a rica língua portuguesa para afirmar: se fossem vivos, como esses dois próceres da revolução proletária qualificariam a trajetória política do dirigente pecedobista nos últimos 10 anos: lacaio, entreguista, lambe botas de empresários? Apostamos que de todas as formas.
Sobre a tentativa de qualificar o PCB como partido residual e desimportante, é preciso afirmar: o PCdoB sente saudades da década de 90 e início dos anos 2000, quando em mais uma reviravolta errática e sem autocríticas de sua história, inseriu-se no Movimento Comunista Internacional afirmando em reuniões bilaterais que só havia agora o PcdoB, pois o PCB tinha acabado. Nos últimos anos, seus informes aos partidos irmãos sobre a conjuntura brasileira escondiam - por motivos óbvios - inclusive o papel de Haroldo Lima à frente da ANP.
Como Pinóquio, envergonham-se de terem sua mentira desmentida com a presença cada vez mais marcante do PCB no cenário das lutas anti-imperialistas. A falácia ruiu. Dessa forma, passam a tergiversar e negar sobre sua trajetória.
É ela é uma: enquanto nega a História, o PCdoB nada pode aprender com ela. Pratica hoje no Brasil, como se a conjuntura permitisse a um partido realmente comunista, a política da Declaração de Março de 1958 e a resolução do V congresso do PCB. Foge de suas origens como o diabo da cruz.
Se João Amazonas fosse vivo...
Paulo Schueler é integrante do Comitê Central do PCB

sexta-feira, 29 de março de 2013

SÃO BONZINHOS OS CAPITALISTAS...

"O capitalista não quer saber qual é o limite da força de trabalho. O que lhe interessa é, única e exclusivamente, o máximo da força de trabalho que pode ser mobilizada e posta em ação durante uma jornada. E, para conseguir esse rendimento máximo, não vê nenhum inconveniente em abreviar a vida da força de trabalho, da mesma forma que o agricultor ambicioso faz com que a terra dê um rendimento intensivo, despojando-a, portanto, de sua fertilidade... Produz, além disso, o esgotamento e a morte prematura da força de trabalho. Amplia o tempo de produção do operário durante certo praz baseando-se, por outro lado, na diminuição do seu tempo de vida". (Marx, O Capital, Livro I, vol.I).
Ao diminuir o tempo de vida do operário, do trabalhador, os capitalistas se livram dos custos sociais. Como são  bonzinhos os capitalistas!

PSEUDO LIBERDADE DE PENSAMENTO


Os jornalões conservadores e reacionários, entre eles a Gazeta do Povo que publicou hoje, 29 de março de 2013, editorial "Desoneração e liberdade de imprensa", sofismam no que chamam 'liberdade de imprensa". Chiam contra os que criticam o plano do governo de coalização de Dilma de desonerar as empresas de telecomunicações na "bagatela" de R$6 bilhões. Uma pouca vergonha! Dinheiro para saúde que, desculpem o termo, está uma merda, não tem! Para ajudar os jornais alternativos também não tem dinheiro, mas para os defensores do capitalismo opressor, aí tem R$ 6 bilhões. Como afirmou o Dep. Fed. rosinha " Empresa privada não tem de ter subsídio, tem de ser regulada pelo mercado", já que são defensoras do livre mercado. Essa imprensa privada, concessionária do governo e que cosnpira, muitas vêzes, contra o governo tem que ter controle, sim! Por que? Porque o que " os capitalistas chamam de liberdade de imprensa é a liberdade de se servir da imprensa para fabricar e falsificar o que chamam de opinião pública", disse-o Lenin, acertadamente, como se comprova na prática todos os dias, bem como  na divulgação massiva de factóides como o fazem contra Cuba, contra a Venezuela, contra a Bolivia , contra a  China e contra a Coréia do Norte.  
Na época da ditadura de Vargas, nossa "imprensa sadia" nada publicava sem o "visto" do famigerado DIP, que, em compensação, lhes pagava "mesadas" polpudas. Depois, com a derrota militar do fascismo, o DIP não mais censurou, mas continuou a pagar as "mesadas" , os mensalões da época, generosas. Sómente então podemos comprovar quão "sinceros" eram os da "imprensa democrática", ao festejarem a liberdade de se publicar o que bem entendesse, a quanto equivale a liberdade de imprensa, pois a publicidade das editoras alternativas, verdadeiramente críticas, como no caso da imprensa comunista, quase sempre vetada pelo DIP, passou ,depois da liberdade de imprensa, a ser vetada também por muitos dos jornais da "imprensa livre" da época, numa expressiva demonstração de que a liberdade de pensamento que tanto diziam - e dizem- valorizar, não era bem - e não é-, a liberdade de pensamento, no seu caráter universal, mas a liberdade de pensamento "deles", visto que não admitem que outros pensem diferentemente. Por que no Brasil alguns setores não admitem publicar até livros? Porque a maioria se recusa, sob o pretexto de que os livros são de propaganda do comunismo! A matéria " A desoneração e liberdade de imprensa"(GP-29/03/13) vai nessa linha de raciocínio.
Forçosa é, pois, a conclusão de que Lenin tinha inteira razão quando caracterizava a "liberdade de imprensa" burguesa como sendo a liberdade que se arrogam os capitalistas de fabricar e falsificar a opinião pública. Não acham...?

O IRAQUE FOI OCUPADO HÁ 10 ANOS


– Justiça para o Iraque, julgamento dos responsáveis pela agressão

 Tribunal-Iraque [*]
Cartoon de Allan Mcdonald. Os dez anos decorridos sobre a invasão do Iraque exigem uma evocação e um balanço.

Desde 20 de Março de 2003, um milhão e meio de iraquianos morreram em consequência da guerra. Cinco milhões de pessoas estão deslocadas no interior ou no exterior do país. Há um milhão de viúvas e cinco milhões de órfãos. Estes números foram divulgados em Fevereiro de 2012 pelo Conselho dos Direitos Humanos da ONU.

Não falando já do embargo que estrangulou o Iraque entre 1991 e 2003, nos últimos dez anos as forças militares dos EUA e dos seus aliados procederam a ataques deliberados contra a população civil, tanto em operações terrestres como aéreas. Fizeram uso de armas proibidas com consequências devastadoras, imediatas e a longo prazo, para as pessoas, os solos, as águas e o meio ambiente. Estes factos são testemunhados por estudos científicos independentes, designadamente os que se debruçaram sobre o caso da cidade de Faluja.

Os ocupantes destruíram toda a organização estatal e social iraquiana. Instauraram um regime político da sua conveniência, inteiramente corrompido, fomentador de divisões sectárias, religiosas ou étnicas. Montaram um sistema prisional baseado em detenções sistemáticas, sem acusação e sem julgamento, na tortura e na pena de morte. Criaram um regime de terror que liquidou centenas de professores, médicos, cientistas, artistas, jornalistas. Uma vez mais, estes factos são confirmados por organizações independentes de direitos humanos.

A retirada oficial das tropas dos EUA, em final de 2011, não libertou o Iraque. O regime político continua sob protecção das forças militares norte-americanas, que mantêm 15 mil tropas no terreno e asseguram a defesa aérea do Iraque, e sob a protecção de milhares de mercenários pagos pelas grandes companhias que exploram os recursos iraquianos.

Desde as primeiras semanas da ocupação, a população iraquiana resistiu como pôde, com e sem armas. Uma guerrilha tenaz, disseminada por todo o território, fez perto de cinco mil mortos e dezenas de milhares de feridos entre as forças ocupantes. Em 2011, acompanhando a onda de sublevações no mundo árabe, e desde o final de 2012, grandes movimentos civis levantaram-se e prosseguem hoje em todo o Iraque. Tais movimentos defendem quer objectivos políticos nacionais, como a unidade do país e a rejeição do sectarismo, quer exigências do dia a dia, como trabalho, condições sanitárias e educacionais, libertação dos presos políticos, justiça.

A resistência é hoje uma movimentação que mobiliza centenas de milhares de pessoas em todo o território iraquiano e que afronta o poder instalado em Bagdade pelos imperialistas norte-americanos e britânicos.

A cumplicidade portuguesa nesta tragédia não pode ser esquecida. Importa lembrar a colaboração de Durão Barroso e de Paulo Portas (então chefe de governo e ministro da Defesa) na agressão. A tolerância de Jorge Sampaio (então presidente da República) perante a decisão da cimeira das Lajes. A colaboração prática na ocupação traduzida no envio de forças da GNR e do agente José Lamego. A gula de empresas portuguesas diante do frutuoso negócio da "reconstrução" subsequente à destruição. O apoio dado aos EUA nos sequestros praticados através dos chamados voos da CIA.

Importa ainda lembrar que todos os dirigentes políticos do país desde então mantiveram a mesma atitude de subserviência e que esta colaboração os torna cúmplices nos crimes cometidos e amarra o país aos crimes do imperialismo.

Importa sobretudo lembrar que esta política foi levada a cabo contra a vontade manifesta da população portuguesa, largamente contra a agressão e o envolvimento do país na guerra.

Na sequência das posições que tem tomado, o Tribunal-Iraque reitera o reconhecimento do direito do povo iraquiano à plena soberania. Exige a retirada de todas as forças ocupantes e o fim de qualquer tutela estrangeira sobre o Iraque. Defende o pagamento, pelos invasores, de reparações de guerra. Reclama o julgamento dos responsáveis pela invasão e pelos crimes entretanto cometidos.

O Tribunal-Iraque exige das autoridades portuguesas uma mudança completa na política seguida a respeito do Iraque (e prosseguida nos casos das agressões à Líbia e à Síria), desvinculando-se das agressões do imperialismo norte-americano e da União Europeia e procedendo a uma defesa activa da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional.

Comissão Coordenadora do Tribunal-Iraque
19 de Março de 2013
Fonte: resistir.info

PLANO GOLPISTA NA VENEZUELA




VENEZUELA: DENUNCIA DE PLANO VIOLENTO

Um grupo de deputados da oposição  retirara apoio a Capriles
Três deputados da direita na Assembleia Nacional (AN)  retiraram, na terça-feira(26) o seu apoio à candidatura presidencial de Henrique Capriles, depois de conhecer um plano orquestrado pela Mesa da Unidade chamada (MUD) para ignorar os resultados emitidos pelo Conselho Nacional eleitoral (CNE), nas eleições de 14 de abril.

Os deputados  que decidiram deixar esta posição antinconstitucional que pretende  assumir a direita,  são Ricardo Sanchez , Andrés Avelino e Carlos Vargas.

Os três membros da Assembléia Nacional  manifestaram numa entrevista,em cadeia nacional,  que retiravam o seu apoio a Capriles, porque "há outros interesses", entre os quais um  violento plano contra o país.

"Nós não levantamos  a possibilidade de apoiar a candidatura de Nicolas Maduro. Até agora queremos ratificar a retirada de apoio à candidatura de Henrique Capriles", disse Sanchez.

 O deputado Carlos Vargas informou que vai  denunciar e procurar, através da tribuna parlamentar "  abrir uma investigação sobre o plano violento que a MUD  quer  submeter a Venezuela."

"A única  luta é apenas com os votos e a possibilidade de participação democrática", disse Vargas.

"Reiteramos nossa denúncia  para o clima de desestabilização arquitetado pela  Mesa da Unidade(MUD)."  Não vamos  participar dele e fazemos um  chamado  para o diálogo em paz ", disse Vargas.
Fonte: rebelion.org

É o desespero da direita racista  venezuelana que age  a mando da CIA e do governo dos EUA com intenção de desestabilizar o processo político de transformação na Venezuela.

QUE TAL REDUZIR OS FERIADOS

Recentemente tivemos a polêmica do feriado aprovado pela Câmara Municipal de Curitiba para o dia 20 de novembro, quando se comemora o dia da Cosnciência Negra. A ACP-Associação Comercial do Paraná é contra o feriado arguindo que o mesmo causa prejuizos econômicos e financeiros ao comércio. Dentro dessa lógica achamos que existem muitos feriados e que o comércio está sendo mais prejudicado do que a data de 20 de novembro. Assim sendo sugerimos que a ACP gestione junto a bancada parlamentar do Paraná que apresente um projeto extinguindo todos os feriados desnecessários; ficando só as seguintes datas: 1º de Janeiro, 21 de Abril, 1º de Maio, 7 de setembro, 15 de Novembro e 25 de Dezembro.
As outras datas que sejam questões de foro íntimo daqueles que professam fé religioso; portanto que o façam em seus templos ou nas suas casas. Assim, de acordo com a filosofia prática da ACP, o comércio não teria mais prejuizos de grande monta.

quinta-feira, 28 de março de 2013

O QUE VAI PELO MUNDO...

1. América Latina e Caribe

A destruição das sementes, a principal estratégia do genocídio, que aconteceu  na Guatemala onde no período de 1982-1984, quando era presidente Efrain Rios Montt que agora vai ser julgado. Na época foi documentado altos níveis de violência caracterizada por massacres - aldeias indígenas arrasadas-, desaparecimentos seletivos individuais e coletivas de ativistas políticos, campones, estudantes e profissionais das diferentes áreas do conhecimento. Quando os militares chegavam até as aldeias, as primeiras ações eram destruir os campos de produção de milho e outras lavouras.

2. Espanha - Transgenicos em grande escala, porém sem registro público sobre sua localização

A Espanha é o primeiro país  na União Europeia (UE) no cultivo em larga escala de sementes geneticamente modificadas.
Segundo o  número de experimentos e da extensão de terras plantadas, Espanha acolhe 42%  dos ensaios experimentais de transgênicos ao ar livre na UE, de acordo com dados do Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia.

"É a realização de um experimento em grande escala, sem saber suas conseqüências sobre a saúde, o meio ambiente e o futuro da agricultura", disse ao Terramérica a ambientalista Liliane Spendeler, diretora da Amigos da Terra da Espanha.

Já existem estudos conclusivos sobre a segurança desses OGM para a saúde humana e o meio ambiente. É por isso que a Organização Mundial de Saúde recomenda estudar cada caso individualmente.

Ambientalistas criticam  que não há nenhum registro público da localização das áreas de experimentos semeadas com OGMs.
 
Quando cultivos ecológicos ou  orgânicos  são "contaminados" por variedades geneticamente modificadas, os agricultores perdem esse prêmio e não podem processar o dono das culturas modificadas porque não há nenhum  registro, nem reclamar indenização por danos, porque não está previsto  nas leis  espanholas ou européias, lamenta Spendeler.

Na Espanha, como noutros países da UE, só é permitido  cultivar milho GM. A soja e algodão modificados são importados  da Argentina, Brasil, Canadá e Estados Unidos.

"Os alimentos transgênicos produzidos nos países em desenvolvimento enchem o estômago de vacas e porcos nos países industrializados", disse o ativista do Greenpeace sobre esta questão, na Espanha, Luis Ferreirim.
 
"De 1996 à 2011, as culturas biotecnológicas contribuíram para a segurança alimentar, a sustentabilidade (a resposta) e a mudança climática", diz um relatório de  20 de fevereiro do Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA,  sigla em Inglês).

De acordo com a ISAAA,  no ano passado foram plantados 170,3 milhões de hectares de culturas GM em todo o mundo, 6% a mais que em 2011. Os EUA são o maior produtor, seguido pelo Brasil.

Na Europa existem 11 estados que dizem não aos OGM, oito deles na UE.. E em 2012 só cultivaram Portugal, Espanha, Roménia, Eslováquia e República Checa.

95%  dessas culturas na UE concentra-se em Espanha (88 por cento) e Portugal (sete por cento).

A ração que se comercializa na Espanha mistura milho transgenico e convencional, o que constitui  "um grave atentado ao direito de escolha " do pecuarista  por uma ração  não  modificada para seus animais, disse Spendeler.

A mistura de alimentação é comercializado na Espanha transgênico e de milho convencional, o que constitui "uma grave violação do direito de escolha" para uma ração de gado sem modificações para os seus animais, disse Spendeler.

Na Espanha, o plantio de milho transgênico começou em 1998 para tratar do impacto econômico da praga, segundo o ministério da Agricultura.

"Será que se justifica o uso desta tecnologia sem dados específicos sobre as perdas causadas por pragas", perguntou Ferreirim.

"Tem sido demonstrado em culturas transgênicas em vários países que, eventualmente, começam a aparecer pragas secundárias, forçando o uso de  outros  pesticidas", disse ele.
.
Ferreirim explicou que a variedade de milho  transgénico Bt, da corporação  estadonidense Monsanto, evita o emprego de praguicidas porque produz  em suas flores uma bacteria tóxica para os insetos.

Porem, mesmo que não hajka sempre ameaça de pragas, este milho libera constantemente esse gen que, após  a colheita a, fica  no solo prejudicanto  sua fertilidade, acrescentou.

Segundo  uma pesquisa  publicada em 2010 pela UE, 53% dos espanhois rejeitaram a   introdução genes de outras espécies nos alimentos, enquanto  apenas  27% estavam  de acordo.

Além disso, as experiências de plantações ao ar livre não passam por qualquer tipo  de controle de segurança, disse Ferreirim.
Fonte: rebelion.org
Tradução e adaptação: Valdir Silveira

OTAN: BRAÇO ARMADO DO IMPERIALISMO


Em recente entrevista o sociólogo e pesquisador canadense Mahdi Darius Nazemroaya, autor do livro a Globalização da OTAN, afirmou que " a OTAN só leva a destruição, a insegurança e a miséria. Deve ser abolida". Mahdi Darius é, na atualidade, um dos maiores especialistas em assuntos relacionados a OTAN, essa organização terrorista a serviço dos EUA e seus lacaios. A OTAN, com suas ações belicosas é uma ameaça para a paz do mundo e o futuro de muitos povos. Segundo Mahdi Darius é necessário que tenhamso consciência da urgência da dissolução desta perigosa organização.

"O MINI-FMI" DOS BRICS JÁ INCOMODA

Os países que formam o BRICS-Brasil, Russia, India, China e Africa do Sul, ao rejeitarem a dependência do império mundial comandada pelos EUA e seus serviçais do FMI e Banco Mundial, já estão alvoroçados com a criação do seu Banco de Desenvolvimento. Editores econômicos dos jornalões,  que sempre aceitaram até com subserviência as tutelas do FMI/Bsnco Mundial, já estão descarregando suas baterias contra o Banco de Desenvolvimento criado pelos BRICS que, maldosa e maliciosamente estão chamando de mini-FMI. É triste presenciarmos a sabujice dos cães de guarda do imperialismo!

A DESTRUIÇÃO DA ALDEIA MARACANÃ- O MUSEU DO ÍNDIO


O governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral Filho acab de cometer um crime ao "desalojar" a Aleia Maracanã, onde viviam mais de 40 famílias indígenas de diferentes etniasque, desde 2006, haviam feito do antigo Museu do Índio do Rio de Janeiro seu refúgio e lugar de moradia. A proposta do governo estadual é transformar o local num shopping e estacionamentos para atender as "necessidades" da Copa do Mundo de 2014. Falou mais alto o capital financeiro e as sacanagens das obras superfaturadas para a copa do mundo. Vergonha! Paredón é pouco pra essa gente!

CONTINUAM OS ASSASSINATOS NO CAMPO

A impunidade continua no campo; os pistoleiros a mando do latifundiários acabam de assassinar  a mulher do o lider campones Eugenio Benites, presidente do Sindicato dos Trabalhadores rurais de Bela Vista, no Mato Grosso do Sul. Eugenio Benites e sua filha escaparam do atentado, que segundo a CONTAG-Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura , tem clara a intenção de " silenciar, essa era a mensagem" as lideranças rurais. A mídia nacional a serviço das elites está muda!

AS IMPLICÂNCIAS CONTRA LULA


                              
"Os homens fazem a sua própria história, mas não a fazem como querem, não a fazem sob
circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado" (MARX em "O 18 Brumário")

As viagens de Lula, agora como cidadão comum, tem sido muito comentadas e até com aleivosidades e malícias. Presidentes de grandes potências viajam, a vontade pelo mundo, dando palestras e assessorias´, ninguém fala nada, ninguém critica. Aqui no Brasil até gente que se diz de esquerda, até comunistas implicam com Lula. Por que? Recentemente o engenheiro civil Ossami Sakamori, professor aposentado da UFPR, que se diz do PDT, postou mensagem " O BURACO do LULA está MAIS PARA BAIXO", onde outras coisa diz que " Lula é bandido que rouba US$ milhões do dinheiro público...". Eis a resposta de um militante comunista: "Se o professor autor do texto está preocupado com buracos, vá perguntar aos milhões de brasileiros que saíram do buraco em função da política econômica socialmente inclusiva dos governos Lula e Dilma.  Políticas que não são nenhuma redenção socialista ou emancipação dos povos, mas que já ajudam PRA CARALHO quem tá na merda. Este professor, que não está na merda, do alto de sua sabedoria bem alimentada, que fique preocupado com seus buracos e um dia se meta em um para não mais sair.  Os desgraçados e miseráveis do país agradecem o sumiço de quem só reclama, enche o saco e não contribui pra fazer avançar o país.
Paulo A. Nitsche (Dodô) "
Nas minhas andanças políticas, nas minhas leituras nunca constatei participações e protestos deste professor contra o sistema capitalista que nos oprime e, tampouco, contra a turma da privataria tucana bem como o sistema financeiro explorador. Por isso o Dodô está certo ao espinafrar o Sakamori que, por certo,  deve defender as tramoias do Tanigushi.

UMA MENSAGEM IMPORTANTE


" Se você não for CUIDADOSO, a mídia - a imprensa- fará você odiar os oprimidos e amar os opressores" (Malcom "X"

MARCHA VERDE INFORMA

quinta-feira, 28 de março de 2013

Mensagem do Partido Árabe Socialista Baath sobre a crise na Síria e o papel negativo da Liga Árabe




Partido Árabe Socialista Baath
Liderança Nacional

Mensagem da Liderança Nacional para os partidos estrangeiros amigos sobre a atual crise na Síria e o papel negativo adotado pela Liga Árabe para lidar com esta crise.

Há cerca de dois anos, a República Árabe da Síria vem enfrentando uma agressão americano - sionista que visa atingir seu povo, territórios, posição nacional e seu papel de defender as causas da nação.
Os árabes, as potências internacionais, regionais e as forças estrangeiras são responsáveis por essa agressão, liderada pelos Estados Unidos da América e executada por grupos armados terroristas que destroem, matam e sequestram pessoas.
O papel principal destas potências estrangeiras é impor sanções econômicas, utilizando-se de uma campanha de mídia enganosa e do fornecimento de dinheiro, armas e elementos de combate devidamente treinados para as gangues armadas dentro da Síria.
A atuação e a posição da Liga Árabe abrem um perigoso precedente em sua história, porque desde o início e até agora, ela vem atuando de forma negativa, participando diretamente na destruição da Síria ao invés de ajuda-la a encontrar uma solução para crise, desde o momento em que suspendeu a participação da Síria como membro na Liga até o recente reconhecimento da oposição externa representada pela coalizão, cuja vontade é controlada pelas potências estrangeiras que intervêm em assuntos internos sírios e, finalmente, a resolução do Conselho da Liga, de 6 de março, sobre a concessão do assento sírio na Liga à esta coalizão e seu pedido de intervenção estrangeira na Síria.
Portanto, a Direção Nacional do Partido Socialista Árabe Baath gostaria de apresentar esclarecimentos sobre essas agressões e sobre as repercussões e os perigos das resoluções da Liga Árabe sobre a segurança nacional árabe e a estabilidade de toda região:
- As resoluções da Liga, especialmente as que se referem a armar a oposição síria e à ocupação do assento da Síria na Liga Árabe pelo representante da oposição externa, constituem um perigoso precedente na história da Liga e na atuação árabe conjunta e uma violação de suas normas, procedimentos e princípios. Contradizem, totalmente, as suas disposições e caráter, particularmente no que se refere à manutenção da segurança e estabilidade dos Estados membros, que são a base principal para a construção da Liga.
- Através desta resolução, a Liga afirma estar amarrada ao suporte político negativo das monarquias dos sheikhs, em termos de dinheiro, petróleo e gás do Catar e da Arábia Saudita que, perversamente, se esforçam para esconder a verdade sobre o terrorismo organizado que ocorre na Síria e a instigação externa, dirigida por círculos ocidentais, que querem impedir a solução pacífica da crise, rejeitar quaisquer planos internacionais ou os esforços para resolver a crise na Síria de forma pacífica.
- Esta resolução pretende fragmentar e enfraquecer a Síria árabe, que é a base da resistência e da libertação. Tal resolução não pode ser isolada dos contextos das resoluções anteriores, mas sim conclui o curso da falsa acusação e da negação do papel histórico árabe da Síria na criação desta Liga e em suas atividades e seus esforços para resolver os problemas na grande nação árabe.
- A resolução apoia o terrorismo e os grupos armados que têm diferentes nomenclaturas. Alguns deles são uma extensão da Al Qaeda. Ela contradiz os esforços que são feitos para encontrar uma solução política para a crise síria. É uma tentativa de obstruir o programa político, plano de trabalho e ideias construtivas apresentadas por Sua Excelência o Presidente Bashar Al Assad, no dia seis de janeiro último, que estabelece as bases de um amplo diálogo nacional que leva à busca de soluções adequadas para a crise síria, que estejam em harmonia com o princípio da soberania nacional, tratando-se da regra no relacionamento entre as nações.
- A resolução leva a um roubo do papel da Liga de ser uma combinação-quadro, onde ninguém tem o direito de se sobrepor em seu objetivo de alcançar propostas políticas que determinados países árabes querem alcançar, encabeçados pelo Qatar e pela Arábia Saudita, em conluio com alguns estados conhecidos na região.
- A resolução não tem legitimidade, especialmente porque vários países árabes a enxergam com reservas. É considerada nula devido a não permissibilidade de retirar o reconhecimento de um governo legítimo de um Estado membro da Liga, especialmente quando este país é membro fundador da Liga e também a ilegalidade de qualquer resolução referente ao reconhecimento de uma organização que finge representar um dos Estados membros da Liga.
- A resolução é uma agressão flagrante, de acordo com as disposições das resoluções da Assembleia Geral da ONU, relativas a dar uma definição específica para o significado de agressão.

Caros amigos,
A Liderança Nacional do Partido Socialista Àrabe Baath está surpresa com a atitude vergonhosa por tais resoluções da Liga, que servem à agenda sionista americana, que quer redesenhar o mapa da nossa região árabe, como um Sykes-Picot II, com o objetivo de transformar o sonho de uma nação árabe em cantões dispersos. Tal passo em direção à Síria, na próxima 24ª. Cúpula Árabe, é considerado um precedente perigoso. É semelhante a uma declaração de guerra contra a Síria e seu povo, país que dedicou todo o seu potencial para ajudar seus irmãos árabes durante as crises e as guerras que enfrentaram. Isso exige um movimento internacional eficaz para condenar e abortar este passo.
Conclamamos os partidos e organizações amigas para se posicionarem ao nosso lado, contra o agressivo ataque sionista à Síria árabe, acabar com a crise na Síria e a movimentarem-se rapidamente, tanto no âmbito oficial quanto em nível popular, para expor as práticas do Conselho da Liga Árabe e plano traçado por alguns de seus membros e a tomar as medidas necessárias contra este Conselho.
A Direção Nacional do PASB (BASP) conclama os partidos amigos para assumir posições responsáveis e práticas contra este ataque atroz ao sacramento da Síria, de forma flagrante, selvagem e uma violação dos valores árabes e humanitários e a desmascarar a natureza e a verdade sobre este plano, que não tem como alvo somente Síria e sua segurança, mas também a segurança e a estabilidade mundial.

Liderança Nacional
Partido Árabe Socialista Baath

quarta-feira, 27 de março de 2013

O BRICS IMPULSIONA A ASCENÇÃO DO SUL




Os líderes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, as principais economias emergentes reunidos nos BRICS, discutiram  terça-feira 26, na cidade Sul-Africana de Durban como aproveitar  seus recursos formidáveis ​​com o objetivo de promover um desenvolvimento mais rápido na África e em outras regiões .

Segundo Helen Clark ex-primeira-ministra da Nova Zelândia (1999 à 2008) e atualmente  gerente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a intenção da cúpula é o de promover reformas políticas globais, aproveitando  suas próprias experiências nacionais e as suas vantagens comparativas, com vista a ajudar a resolver os problemas globais.

Helen Clark diz que encontro é importante e um  sinal de que o mundo que conhecemos está mudando rapidamente.

No topo da agenda dos BRICS está a busca de um compromisso de revitalizar a paralisada Rodada Doha de negociações na Organização Mundial do Comércio e a necessidade de pressionar por regras mais justas para o intercâmbio de produtos agrícolas e outras áreas-chave. O bloco BRICS também irá explorar maneiras de estimular o crescimento e o desenvolvimento, principalmente  na  África através de mais comércio, investimentos, transferência de tecnologia e apoio financeiro.

Os cinco países também discutiram propostas para a criação do seu próprio banco de desenvolvimento, uma iniciativa particularmente ousada.

A disposição  dos países do BRICS para oferecer suas próprias novas iniciativas de desenvolvimento e idéias políticas é um sinal claro de mudança no  cenário mundial, discutido no Relatório de Desenvolvimento Humano de 2013, "A Ascensão do Sul: Progresso humano em um mundo diverso" que acaba de ser lançado


Esta mudança drástica na dinâmica global, no entanto, vai muito além dos BRICS. Estima-se que mais de 40 países em desenvolvimento tiveram progressos  extraordinariamente rápidos   no desenvolvimento humano nas últimas décadas, de acordo com o relatório.

Juntos, representam a maioria da população do mundo e uma proporção crescente do comércio e da economia global. O progresso desses países, medido em termos de desenvolvimento humano, aumentou significativamente na última década.
 
Helen Clark enfatiza que essas nações, diversas em cultura, geografia e política, compartilham o mesmo senso de pragmatismo e compromisso com as pessoas, como podemos constatar em seus  investimentos em educação, saúde e protecção social; bem como por  sua participação na economia global.

Não são  economias rígidas, nem partidárias do mercado livre a qualquer custo. Estão guiadas pelo  que funciona para suas próprias  circunstâncias nacionais. Os países do BRICS em si, mas não só eles, são os principais motores  deste crescimento do  sul.

Como documentado pelo Relatório de Desenvolvimento Humano de 2013, estão  contribuindo  para o desenvolvimento em outras partes do Sul através de investimentos, comércio e assistência bilateral.

Os líderes do Sul estão dispostos a  apresentar suas próprias recomendações para uma governança global  mais inclusiva e eficaz no século XXI. Como demonstra a Cúpula do BRICS, as nações do Sul não são estão inativas, à espera que as  reformas na governança global aconteçam  por conta própria.

Estão colocando cada vez mais energia e recursos em novos instrumentos de cooperação política e econômica, incluindo as instituições regionais no Sudeste da Ásia, da África do Sul e da América do Sul, assim como do Golfo, do Caribe e o grupo ECOWAS(Comunidade Económica dos Estados da Africa Ocidental).
Eles têm boas razões  para fazê-lo. Uma ação multilateral continua  sendo crucial para problemas que exigem soluções globais. A mudança climática é talvez o exemplo  mais urgente.

No entanto, o sistema de governança global ,projetado em meados do século XX , está cada vez mais  distanciado   das realidades do século XXI.

A China, por exemplo, é a segunda maior economia internacional , e tem reservas cambiais de mais de três bilhões de dólares, mais do que todos os países europeus juntos.

No entanto, conta com  menos votos do que a França e a Grã-Bretanha no Banco Mundial. A África e a  América Latina também têm representação significativa nos fóruns internacionais.

A ascensão do Sul não implica um eclipse do Norte. O desenvolvimento humano não é um jogo, em que alguns ganham e outros perdem.

Todos se  beneficiam  com  um mundo  mais saudável, mais educado, mais próspero e mais estável. Uma parceria Norte-Sul mais equilibrada pode ajudar a atingir esses objetivos.

Uma  maior voz para o Sul também significa mais responsabilidade, uma responsabilidade compartilhada para resolver os problemas e sustentar o progresso.

Helen Clark finaliza dizendo que,  um Sul mais envolvidos e exitoso  beneficiará  o Norte, através do seu dinamismo econômico e de sua cooperação para enfrentar os desafios globais. Como diz o Relatório de Desenvolvimento Humano 2013, o Sul ainda precisa do Norte, mas, cada vez mais, o Norte também precisa do sul.

Fonte: rebelion.org

terça-feira, 26 de março de 2013

PCB REPUDIA FASCISTAS PAULISTAS


TODOS NA LUTA CONTRA AS VIÚVAS DO FASCISMO

O Partido Comunista Brasileiro (PCB) vem, a público, manifestar sua indignação e repúdio, tendo em vista a aprovação, pela Câmara Municipal da Capital, de uma homenagem aos chamados Boinas Pretas, do Batalhão das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA), que tiveram atuação nefasta durante a repressão do período da ditadura militar, bem como a publicação, no site da Polícia Militar, de provocações contra as instituições democráticas. O projeto aprovado, de autoria do vereador Coronel Telhada, em sua justificativa, afirma que a ROTA se destacou no que a Polícia Militar chama de campanha do Vale do Rio Ribeira do Iguape, em 1970, “para sufocar a Guerrilha Rural instituída por Carlos Lamarca”.
Trata-se, na verdade, de mais uma manifestação fascista de setores militares saudosistas, do tempo da ditadura, que não se conformam com o avanço da luta do povo brasileiro em busca da verdade sobre o período ditatorial e com a necessidade de punição de todos os torturadores e seus mandantes das diversas hierarquias militares. Os autores desses crimes devem ser punidos, sob pena de conivência do governo estadual com o fascismo. Além disso, a aprovação de uma moção deste teor, por um órgão que teoricamente deveria representar o povo de São Paulo, demonstra a que nível de degeneração chegou a Câmara Municipal de São Paulo.
O Partido Comunista Brasileiro, uma das organizações mais perseguidas no regime militar e que teve dezenas de seus militantes mortos sob tortura e um terço de seus dirigentes assassinados, com seus corpos desaparecidos, conclama os trabalhadores, a juventude e o povo de São Paulo a resistirem às provocações fascistas e, mais uma vez, reafirma que esses saudosistas do período da barbárie repressiva não lograrão êxito no sentido de intimidar os lutadores sociais e políticos, pelo contrário, seguiremos firmes denunciando os crimes da ditadura e buscando a punição dos culpados nas ruas, nos locais de trabalho, de estudo e em todos os espaços da sociedade.
Todos na luta contra as viúvas do fascismo
Comissão Política Regional SP PCB - Partido Comunista Brasileiro

A MODERNA TECNOLOGIA E A QUALIDADE DE VIDA



 Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa...
- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis com o ambiente.
 A senhora pediu desculpas e disse:
 - Não havia essa onda verde no meu tempo.
 O empregado respondeu:
 - Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com o nosso ambiente.
- Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o ambiente.

 ► Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.

 ►Realmente não nos preocupamos com o ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.

 ►Nós não nos preocupávamos com o ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.

 ►Mas é verdade: não havia preocupação com o ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?

 ►Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.
  
 ►Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.

 ►Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos.

►Canetas: recarregávamos com tinta tantas vezes ao invés de comprar outra. Amolávamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte.

 ►Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

 ►Então, não é risível que a atual geração fale tanto em "meio ambiente", mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?

Agora que você já leu o desabafo, envie para os seus amigos que têm mais de 50 anos de idade, e para os “sabidos” que tem tudo nas mãos e só sabem criticar os mais velhos.

“Os sabidos”, leiam-se os moderninhos, aqueles que acham que a “moderna tecnologia” é a solução para tudo. “Os sabidos” que nos chamam de jurássicos; os “sabidos” que gostam de beber glifosato e comer transgenicos.

O VALOR GEOESTRATÉGICO DA COLÔMBIA


"Um cozinheiro reúne pássaros, galinhas, gansos, perus e patos. O cozinheiro perguntou: Com  que molho querem ser comidos ? Um pássaro, uma galinha humilde disse, eu não quero ser comida de nenhum modo. O cozinheiro deixou claro que essa não é a questão. "
Metáfora de Eduardo Galeano
Muitos autores  e especialistas internacionais consideram  que a crise  iniciada  em 2008, foi  a "crise dos países desenvolvidos", e que as suas consequências são observadas principalmente nos países mais ricos do mundo, uma crise que começou nos Estados Unidos e que tem um impacto global no campo da alta dos preços das matérias-primas, a valorização dos produtos, a crise alimentar, a inflação global, a crise de crédito, hipotecas e desconfiança dos mercados. Mas a nossa pergunta é:  por que não há crise armamentista? Será que não há crise para continuar financiando guerras internas? A indústria de armas está em crise?

Os bilhões de dólares em gastos militares e da expiação dos lucros da indústria de armas na Europa e nos Estados Unidos, são a prova mais irrefutável  da associação entre o sistema capitalista com os conflitos armados internos e ocupações militares. Um alimenta o outro e ambos formam a pedra fundamental para a existência do sistema que agora controla o mundo.
Segundo o estudo do Instituto de Pesquisa para a Paz Internacional de Estocolmo (SIPRI), o gasto militar global cresceu 4% em 2008 e atingiu  US$ 1.464 bilhões, 50% a mais do que em 1999, uma cifra que segundo  o organismo Sueco equivalente a 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial  e a US$ 217 para cada habitante do planeta.


A crise financeira global não impediu o aumento da venda de armas, já que tanto  os países ricos como os  pobres reforçaram  seus arsenais. Aos Estados Unidos, por sua vez correspondeu  um aumento de 58%, como evidenciado pelo grande número de orçamento dos EUA de  $ 730 bilhões para o ano fiscal de 2010, o que o torna um dos cinco maiores vendedores,  além  da Rússia, Alemanha, França e Grã-Bretanha,  países responsáveis ​​por mais de 75% das exportações de armas convencionais, de acordo com dados do SIPRI.

A idéia – induziada pelos EUA- de luta contra o terrorismo tem estimulado  muitos países a ver seus problemas através de um olhar altamente militarista, justificando com este argumento seus  altos gastos  militares, mas desta forma, é claro que são os  consórcios armamentistas juntamente com as petroleiras e  grandes corporações de serviços, os principais beneficiários com as  invasões e ocupações militares no mundo.
 
Os Estados Unidos com seus centros de traçados  estratégicos sabem  que passou  o seu  tempo de  potência  única  global e para confrontar a União Europeia, China e Rússia terão de manter o seu papel de liderança a nível regional, assim como a necessidade de ter a América Latina na sua esfera de influência exclusiva e para isso põe os pés na Colômbia.

América Latina fornece para os EUA  25% das suas necessidades em matéria  de recursos e a Colômbia como um país bioceânico representa o maior ponto de comunicação comercial do mundo, portanto a importância geopolítica tático-estratégica que a Colômbia representa para os Estados Unidos.

No nível tático da indústria militar dos EUA precisa criar bolsões de guerra, para justificar a produção e reposição de armas, a nível estratégico, seu objetivo, conseguir o controle regional, começando com a Colômbia e o Peru, com a idéia de continuar a desenhar um cerco pela Bolívia e Paraguai alcançando   seu objetivo , o controle político, econômico e militar do Brasil.

As Sete Bases Militares dos EUA na Colômbia, são uma ameaça contra o Brasil
Se fizermos uma análise retrospectiva, entendemos que ao médio e longo prazo os Estados Unidos e o Brasil vão ter concorrência econômica na América do Sul, disputando  mercados , indústrias e  produções agropecuárias . É por isso que as bases instaladas na Colômbia focam  suas atenções para o Brasil, como o país mais importante do subcontinente sulamericano.

 A diferença do acordo das bases dos EUA na Colômbia é que não só é a luta contra o tráfico de drogas, mas também contra o terrorismo, e a favor segundo  diz, da paz,  da estabilidade,  da liberdade e  da democracia. E nós sabemos que não houve nenhuma agressão dos Estados Unidos sobre o planeta que não tenha sido feito em nome da paz, ou da estabilidade, ou da liberdade, ou da democracia. O que se vê na Colômbia são sete bases  de apoio aos invasores dos Estados Unidos. Para que quer o Pentágono um C-17, um avião de alta potência militar, porta aviões, etc, senão que para  operar contra outros  países?
Como já foi comprovado na prática (ver o caso recente do Iraque), depois que os  tanques e aviões  americanos transformam em escombros as  infra-estruturas, estradas e edifícios dos  países invadidos militarmente, vem o exército das  corporações transnacionais para obter a fabulosa fatia capitalista da  reconstrução. Portanto, nós acreditamos estar  certos quando dizemos que estas sete bases transformam a Colômbia num peão da estratégia de guerra dos Estados Unidos para o controle regional, agravando os problemas de violência e sofrimento que padece a Colômbia  em matéria de  impunidade e a
violação sistemática e sustentada dos direitos humanos. Com a decisão do Governo Colombiano, os Estados Unidos fecharam seu círculo à sua estratégia hegemônica na América Latina e ameaça a soberania dos povos.

Neste contexto, a América Latina é obrigada a reforçar seus acordos regionais, para prevenir fraturas e turbulência que permitam  a expansão militar dos EUA; por isso devem desenvolver  políticas internacionais  coerentes, daí a importância de aprofundar a ALBA, dar mais visibilidade a  UNASUL e às organizações de defesa regional, é necessário melhorar as suas capacidades de defesa, sem dependência externa.

É  preciso se lembrar(ter memória), os Estados Unidos formaram na escola das Américas e suas academias,  militares americanos com o objetivo  de impor a doutrina de segurança nacional que levou à implementação das mais sangrentas ditaduras que assolaram povos do continente, e que até os dias de hoje mantêm suas conseqüências. Então, sem dúvida, as bases militares são a força de intervenção rápida em qualquer lugar na América Latina, onde há um ressurgimento dos movimentos sociais e representações políticas dos povos  e contrárias aos interesses dos EUA.

Fonte: Latinoamerikara – Ventans abiertas a America Latina

ALIMENTAÇÃO E TRANSGENICOS


Conheça 10 transgênicos que já estão na cadeia alimentar

 

Foto: PA
Salmão geneticamente modificado é primeiro animal do tipo a ser liberado para o consumo
No final de dezembro passado, a agência que zela pela segurança alimentar nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA) aprovou para consumo um tipo de salmão geneticamente modificado, reacendendo o debate sobre a segurança dos transgênicos e suas implicações éticas, econômicas sociais e políticas.
É a primeira vez que um animal geneticamente modificado é aprovado para consumo humano.
Mas muitos consumidores nos Estados Unidos, Europa e Brasil, regiões em que os organismos geneticamente modificados (OGMs) em questão de poucos anos avançaram em velocidade surpreendente dos laboratórios aos supermercados, passando por milhões de hectares de áreas cultiváveis, continuam desconfiados da ideia do homem cumprindo um papel supostamente reservado à natureza ou à evolução – e guardam na memória os efeitos nocivos, descobertos tarde demais, de “maravilhas” tecnológicas como o DDT e a talidomida.
Boa parte do público ainda teme possíveis efeitos negativos dos transgênicos para a saúde e o meio ambiente.
Pesquisas de opinião nos Estados Unidos e na Europa, entretanto, indicam que a resistência aos OGMs tem caído, refletindo, talvez, uma tendência de gradual mudança de posição da percepção pública.
As principais academias de ciências do mundo e instituições como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) são unânimes em dizer que os transgênicos são seguros e que a tecnologia de manipulação genética realizada sob o controle dos atuais protocolos de segurança não representa risco maior do que técnicas agrícolas convencionais de cruzamento de plantas.
O salmão transgênico, que pode chegar às mesas de jantar em 2014, será o primeiro animal geneticamente modificado (GM) consumido pelo homem.
Vários produtos GM já estão nos supermercados, um fato que pode ter escapado a muitos consumidores – apesar da (discreta) rotulagem obrigatória, no Brasil e na UE, de produtos com até 1% de componentes transgênicos.
A BBC Brasil preparou uma lista com 10 produtos e derivados que busca revelar como os transgênicos entraram, estão tentando ou mesmo falharam na tentativa de entrar na cadeia alimentar.

MILHO

Protesto de fazendeiros mexicanos contra milho transgênico. |Foto: Reuters
Dezoito variedade de milho transgênico são aprovadas para consumo no Brasil
Com as variantes transgênicas respondendo por mais de 85% das atuais lavouras do produto no Brasil e nos Estados Unidos, não é de se espantar que a pipoca consumida no cinema, por exemplo, venha de um tipo de milho que recebeu, em laboratório, um gene para torná-lo tolerante a herbicida, ou um gene para deixá-lo resistente a insetos, ou ambos. Dezoito variantes de milho geneticamente modificado foram autorizadas pelo CTNBio, órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia que aprova os pedidos de comercialização de OGMs.
O mesmo pode ser dito da espiga, dos flocos e do milho em lata que você encontra nos supermercados. Há também os vários subprodutos – amido, glucose – usados em alimentos processados (salgadinhos, bolos, doces, biscoitos, sobremesas) que obrigam o fabricante a rotular o produto.
O milho puro transgênico não é vendido para consumo humano na União Europeia, onde todos os legumes, frutas e verduras transgênicos são proibidos para consumo – exceto um tipo de batata, que recentemente foi autorizado, pela Comissão Europeia, a ser desenvolvido e comercializado. Nos Estados Unidos, ele é liberado e não existe a rotulação obrigatória.

ÓLEOS DE COZINHA

Os óleos extraídos de soja, milho e algodão, os três campeões entre as culturas geneticamente modificadas – e cujas sementes são uma mina de ouro para as cerca de dez multinacionais que controlam o mercado mundial – chegam às prateleiras com a reputação “manchada” mais pela sua origem do que pela presença de DNA ou proteína transgênica. No processo de refino desses óleos, os componentes transgênicos são praticamente eliminados. Mesmo assim, suas embalagens são rotuladas no Brasil e nos países da UE.

SOJA

Foto: Reuters
Óleo de soja é o principal subproduto do cultivo transgênico para o consumidor
No mundo todo, o grosso da soja transgênica, a rainha das commodities, vai parar no bucho dos animais de criação – que não ligam muito se ela foi geneticamente modificada ou não. O subproduto mais comum para consumo humano é o óleo (ver acima), mas há ainda o leite de soja, tofu, bebidas de frutas e soja e a pasta misso, todos com proteínas transgênicas (a não ser que tenham vindo de soja não transgênica). No Brasil, onde a soja transgênica ocupa quase um terço de toda a área dedicada à agricultura, a CTNBio liberou cinco variantes da planta, todas tolerantes a herbicidas – uma delas também é resistente a insetos.

MAMÃO PAPAYA

Os Estados Unidos são o maior importador de papaya do mundo – a maior parte vem do México e não é transgênica. Mas muitos americanos apreciam a papaya local, produzida no Havaí, Flórida e Califórnia. Cerca de 85% da papaya do Havaí, que também é exportada para Canadá, Japão e outros países, vem de uma variedade geneticamente modifica para combater um vírus devastador para a planta. Não é vendida no Brasil, nem na Europa.

QUEIJO

Aqui não se trata de um alimento derivado de um OGM, mas de um alimento em que um OGM contribuiu em uma fase de seu processamento. A quimosina, uma enzima importante na coagulação de lacticínios, era tradicionalmente extraída do estômago de cabritos – um procedimento custoso e “cruel”. Biotecnólogos modificaram micro-organismos como bactérias, fungos ou fermento com genes de estômagos de animais, para que estes produzissem quimosina. A enzima é isolada em um processo de fermentação em que esses micro-organismos são mortos. A quimosina resultante deste processo – e que depois é inserida no soro do queijo – é tida como idêntica à que era extraída da forma tradicional. Essa enzima é pioneira entre os produtos gerados por OGMs e está no mercado desde os anos 90. Notem que o queijo, em todo seu processo de produção, só teve contato com a quimosina – que não é um OGM, é um produto de um OGM. Além disso, a quimosina é eliminada do produto final. Por isso, o queijo escapa da rotulação obrigatória.

PÃO, BOLOS e BISCOITOS

Foto: Getty
Bolos e pães têm componentes derivados de milho e soja transgênicos
Trigo e centeio, os principais cereais usados para fazer pão, continuam sendo plantados de forma convencional e não há variedades geneticamente modificadas em vista. Mas vários ingredientes usados em pão e bolos vêm da soja, como farinha (geralmente, nesse caso, em proporção pequena), óleo e agentes emulsificantes como lecitina. Outros componentes podem derivar de milho transgênico, como glucose e amido. Além disso, há, entre os aditivos mais comuns, alguns que podem originar de micro-organismos modificados, como ácido ascórbico, enzimas e glutamato. Dependendo da proporção destes elementos transgênicos no produto final (acima de 1%), ele terá que ser rotulado.

ABOBRINHA

Seis variedades de abobrinha resistentes a três tipos de vírus são plantadas e comercializadas nos Estados Unidos e Canada. Ela não é vendida no Brasil ou na Europa.

ARROZ

Uma das maiores fontes de calorias do mundo, mesmo assim, o cultivo comercial de variedades modificadas fica, por enquanto, na promessa. Vários tipos de arroz estão sendo testados, principalmente na China, que busca um cultivo resistente a insetos. Falou-se muito no golden rice, uma variedade enriquecida com beta-caroteno, desenvolvida por cientistas suíços e alemães. O “arroz dourado”, com potencial de reduzir problemas de saúde ligados à deficiência de vitamina A, está sendo testado em países do sudeste asiático e na China, onde foi pivô de um recente escândalo: dois dirigentes do projeto foram demitidos depois de denúncias de que pais de crianças usadas nos testes não teriam sido avisados de que elas consumiriam alimentos geneticamente modificados.

FEIJÃO

Foto: AP
Feijão transgênico deve ser distribuído no Brasil em 2014
A Empresa Brasileira para Pesquisa Agropecuária (Embrapa), ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, conseguiu em 2011 a aprovação na CTNBio para o cultivo comercial de uma variedade de feijão resistente ao vírus do mosaico dourado, tido como o maior inimigo dessa cultura no país e na América do Sul. As sementes devem ser distribuídas aos produtores brasileiros – livre de royalties – em 2014, o que pode ajudar o país a se tornar autossuficiente no setor. É o primeiro produto geneticamente modificado desenvolvido por uma instituição pública brasileira.

SALMÃO

Após a aprovação prévia da FDA, o público e instituições americanos têm um prazo de 60 dias (iniciado em 21 de dezembro) para se manifestar sobre o salmão geneticamente modificado para crescer mais rápido. Em seguida, a agência analisará os comentários para decidir se submete o produto a uma nova rodada de análises ou se o aprova de vez. Francisco Aragão, pesquisador responsável pelo laboratório de engenharia genética da Embrapa, disse à BBC Brasil que tem acompanhado o caso do salmão “com interesse”, e que não tem dúvidas sobre sua segurança para consumo humano. “A dúvida é em relação ao impacto no meio ambiente. (Mesmo criado em cativeiro) O salmão poderia aumentar sua população muito rapidamente e eventualmente eliminar populações de peixes nativos. As probabilidades de risco para o meio ambiente são baixas, mas não são zero…na natureza não existe o zero”.

E ESTES NÃO DERAM CERTO…

A primeira fruta aprovada para consumo nos Estados Unidos foi um tomate modificado para aumentar sua vida útil após a colheita, o “Flavr Savr tomato”. Ele começou a ser vendida em 94, mas sua produção foi encerrada em 97, e a empresa que o produziu, a Calgene, acabou sendo comprada pela Monsanto. O tomate, mais caro e de pouco apelo ao consumidor, não emplacou. O mesmo ocorreu com uma batata resistente a pesticidas, lançada em 95 pela Monsanto: a New Leaf Potato. Apesar de boas perspectivas iniciais, ele não se mostrou economicamente rentável o suficiente para entusiasmar fazendeiros e foi tirada do mercado em 2001.
Matéria de Thomas Pappon, da BBC Brasil, reproduzida pelo EcoDebate, 13/02/2013