A ACP-Associação Comercial do Paraná " alega que o feriado de 20 de novembro prejudicará o comércio e a industria de Curitiba e causará um prejuizode R$ 160 milhões à economia do município", segundo noticiário divulgado nessa terça-feira (05/11/13). Por que só da data comemorativa do Herói Negro Zumbi causa prejuízo? E os feriados: da Paixão, Corpus Christi, Nossa Senhora Aparecida, Finados, isso só para citar alguns feriados oficiais, não causam nenhum prejuizo ao comércio e a indústria? Com a palavra a ACP para dirimir esssa desconfiança de uma atitude que me parece ter ranço racista e discriminatória.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
FRACASSO DA OGX, SUCESSOS DE EIKE
As maracutaias perpetradas por Eike Batista, com a quebradeira da OGX, continuam fazendo grandes estragos na economia de municípios e na vida dos trabalhadores. Em Pontal do Paraná, municipio do litoral paranaense, a empresa Techint, que se especializou em construção de plataformas de petróleo para a OGX, demitiu de uma paulada, 2 mil operários. Estas demissões causam sérios danos e problemas sócio-econômicos ao município de Pontal. Esse pilantra do Eike, que cresceu nas costas do papai Eliezer Batista,detentor de informações privilegiadas, tem fortuna pessoal incalculável. Ninguém da nossa(?) justiça vai fazer nada? Esse 171 vai continuar livre? Quem está com o rabo preso na justiça com esse cara? O povo que paga a conta, que não tem saúde para atendê-lo, que não tem escola, que não tem esgotos, que não te moradia decente, etc., etc., quer saber!
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
DILMA DEVE ESSA RESPOSTA À REQUIÃO
Requião à Dilma: quanto
a Globo deve à Receita
O senador Roberto Requião encaminhou nesta sexta-feira (1°) dois pedidos de informações a ministros da presidente Dilma. Do ministro da Fazenda, Guido Mantega, o senador quer saber a quanto montam as dívidas tributárias das Organizações Globo e o valor das multas aplicadas pelo fisco ao grupo. Já do ministro Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Requião quer informações sobre pedido de empréstimos da Globo ao BNDES.
Em relação ao primeiro assunto, Requião cita reportagem do Portal R7 dando conta que as Organizações Globo forma multadas em um bilhão de reais, a valores de hoje por causa de uma manobra fiscal proibida. Já quanto aos empréstimos, o senador quer saber se, apesar da elevada dívida para com União, as empresas dos Marinho seriam contempladas com novos créditos públicos.
Veja na sequência os dois pedidos de informações feitos pelo senador Roberto Requião aos ministros Guido Mantega e Fernando Pimentel.
Requerimento ao Ministro da Fazenda
REQUERIMENTO DE INFORMAÇÕES Nº , DE 2013
Requeiro, nos termos do § 2º do art. 50 da Constituição Federal, combinado com o art. 216 do Regimento Interno do Senado, informações ao Senhor Ministro de Estado da Fazenda sobre a composição das dívidas tributárias e de multas das Organizações Globo (envolvendo todas as empresas do grupo), e, nos termos do art. 217 do Regimento, a requeiro a remessa de cópia de todos os documentos e processos que envolvem a referida dívida.
O presente requerimento abrange, inclusive, a indicação justificada e documentada da situação fiscal do Grupo – se regular ou irregular, perante o fisco federal.
Saliento que somente estão excluídos do pedido acima as informações e os documentos que, em conformidade com os estritos preceitos legais, estão acobertados pelo sigilo fiscal, casos em que devem ser encaminhados os dados cadastrais dos respectivos processos com as razões legais para a manutenção de seu sigilo.
Requeiro, por fim, que sejam informados e documentados todos os benefícios fiscais e creditícios que têm sido concedidos às empresas componentes das Organizações Globo, indicando, inclusive, se há amparo legal à concessão de benefícios a quem esteja na situação fiscal em que elas se encontram.
JUSTIFICAÇÃO
Consoante divulgado amplamente por diversos meios de comunicação, em especial, o portal R7 (ver site http://noticias.r7.com/brasil/organizacoes-globo-recebem-multa-por-manobra-contabil-usada-para-escapar-de-divida-bilionarianbsp-18092013 abaixo transcrito) as Organizações Globo, foram multadas pela Receita Federal, por realizarem “uma manobra contábil proibida.”
A multa, “Em valores de hoje, … passa de R$ 1 bilhão”.
Segundo a mesma reportagem “A tentativa das Organizações Globo de se livrar da multa milionária fracassou. Depois de quatro anos de processo, a Receita Federal decidiu que as empresas da família Marinho são obrigadas a pagar uma multa bilionária.”
De acordo com aquela reportagem, “A empresa conseguiu transformar uma dívida de mais de R$ 2 bilhões em um crédito de mais de R$ 300 milhões, em apenas 30 dias. Segundo a Receita, foi uma manobra contábil, uma jogada que um dos envolvidos em julgar o caso descreveu como ‘cheia de artificialismos’. A operação que deu origem à cobrança envolveu várias empresas: Globopar, TV Globo e a Globo Rio.”
A nação precisa saber o que estão tentando fazer com os tributos que são devidos à sociedade brasileira.
Sala das Sessões, em 1º de fevereiro de 2013.
Senador ROBERTO REQUIÃO
PMDB/PR
CONTINUA NO BRASIL A CULTURA DA ESCRAVIDÃO, DO COLONIALISMO E EXPLORAÇÃO
Em recente entrevista a assessora legislativa da CONTAG Adriana Fetzner Borba, que desenvolve um trabalho na Campanha da Confederação contra a introdução de modificações na Proposta de Emenda Constitucional –PEC- sobre Trabalho Escravo, fez graves denúncias sobre a situação dos trabalhadores no campo. Segundo Adriana, a CONTAG , a Comissão Pastoral da Terra (CPT) , a Associação dos Procuradores do Trabalho ( ANPT ) e sindicatos , entre outros, propôs em 1993 um projeto em que se solicitava a expropriação de terras onde fosse encontrado trabalho escravo . A partir desse momento e nesse cenário é que surgiu o Fórum Permanente sobre Violência no Campo.
Foi apresentada em 1995 pelo senador Ademir Andrade (PSDB -PA) . Desde então, essa PEC transita no Congresso.
Não é examinada e não é aprovada porque o grande problema está na composição do Parlamento brasileiro, em seu equilíbrio de poder: há uma maioria de direita , ligados ao agronegócio , mais conhecida como Frente Parlamentar Ruralista - que usa a chantagem para continuar obstruindo a votação e a adoção desta alteração . “ Se vocês votam isto, então nós não votamos isso”; essa é a filosofia de negociação do bloco ruralista.
Sempre foi muito difícil para o avanço desta PEC , mas conseguiu passar pelo Senado e chegar à Câmara dos Deputados , onde agregou a cláusula de desapropriação de áreas urbanas, onde o trabalho escravo também foi detectado; mas quase 20 anos depois, o debate continua. A grande causa de rejeição é a desapropriação de terras , e agora adicionada do trabalho escravo.
Em 1999 foi aprovada em primeira instância . Em 2004 houve um fato lamentável, conhecido como a Chacina de Unaí : três fiscais agrícolas do Ministério do Trabalho e seu motorista foram mortos enquanto realizavam seu trabalho diante da denuncia de trabalho escravo em fazendas do ex-prefeito de Unaí , Antero Mânica . Isso chocou a opinião pública e política e a PEC avançou um pouco mais e foi aprovada no Parlamento .
Atualmente, está novamente a consideração do Senado , que é muito mais conservador do que a Câmara, onde se propõe a aprovação de um texto do regulamento que redefine o conceito de trabalho escravo e especifica como serão realizadas as desapropriações .
O acordo foi finalizado, e juntou-se uma Comissão Especial para discutir o assunto, tudo de forma muito sigilosa . O resultado foi que eliminaram do conceito de trabalho escravo as condições de trabalho degradante e jornada cansativo, e só se poderá condenar o proprietário físico ou jurídico após a última instância de um processo judicial , ou seja, talvez depois de um período de cerca de 60 anos, tendo em conta antecedentes criminais no país.
Na verdade é um golpe do Senado. O trabalho escravo termina antes que aconteça, isto é não existe. Tudo vai ser considerado normal, a menos que o trabalhador esteja preso, amarrado, sem comida ou água e sendo chicoteado pelo empregador , para que seja considerado análogo à escravidão.
Se o trabalhador está trabalhando na propriedade em condições análogas à escravidão , o proprietário do imóvel não será punido. Ele simplesmente dirá: "Eu não sabia", como muitas vezes acontece em outros setores da produção no Brasil como na indústria têxtil . Há um fenômeno novo na área urbana, afetando principalmente os imigrantes e relacionadas ao setor têxtil. Nas áreas rurais existiam cerca de 20.000 trabalhadores em condições análogas à de escravo , mas podem ser muitos mais , com certeza.
O Brasil , foi o último país a abolir a escravidão , e agora ela está de volta no campo!
Parece que esta cultura da escravidão, o colonialismo, a exploração é o que mantém essa cegueira, as situações de trabalho escravo .
Para se ter uma idéia, o senador João Ribeiro, tem uma propriedade em que os procuradores do Ministério Público do Trabalho encontraram 35 trabalhadores em condições análogas à escravidão . Estava em curso o Julgamento de uma indenização para esses trabalhadores, menos a desapropriação das terras . Em 2005, o então ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, arquivou o processo, apesar do fato de que na instância anterior, uma juíza havia condenado o senador.
O Congresso Nacional e alguns membros do STF estão de mãos dadas, juntos, na defesa do trabalho escravo no Brasil. Uma vergonha”.
O argumento de Mendes para o arquivamento do processo foi que, se o senador fosse condenado porque em sua propriedade se encontraram trabalhadores bebendo água suja , sem acesso a um banheiro , dormindo no chão , o governo brasileiro deveria ser igualmente condenado porque há pessoas nas favelas vivendo nas mesmas condições.
Somos a favor da PE , mas não da regulamentação. Queremos que seja aprovado como está, com o conceito de trabalho escravo , conforme exigido pelo Código Penal Brasileiro e é utilizado como referência pelo Ministério Público de trabalho.
Se for votada a PEC com as mudanças introduzidas , é preferível que não exista a emenda porque acreditamos que limitará as ferramentas atualmente disponíveis para os fiscais e afetará negativamente os trabalhadores em geral .
Fonte: IUF Latina
Tradução e adaptação: Valdir Silveira
OBAMA NÃO TEM LIMITES
Espía a todo el mundo, amigo o enemigo
laarena.com.ar
Nuevas revelaciones sobre su espionaje pusieron en aprietos al presidente Obama. Es que hubo más pruebas de que los espiados no eran sólo países opuestos sino también amigos, como Alemania, Francia y España.
El espionaje de la Agencia Nacional de Seguridad (NSA) de Estados Unidos quedó desnudo a partir de junio, cuando el ex espía de esa entidad y la CIA, Edward Snowden, filtró información publicada por el británico The Guardian.
Quien entregó tamaña data era consciente del riesgo que corría su libertad e incluso su vida, de modo que se fue a Hong Kong. Lo urgente para él era poner mucha distancia con la larga mano del gobierno estadounidense, que iba a reaccionar con la furia del asesino descubierto en la escena del crimen, con un revólver humeante.
Snowden estuvo en Hong Kong y luego viajó a Rusia, alojándose cinco semanas en el aeropuerto de Moscú hasta que las autoridades le dieron asilo temporal. El dato sobresaliente es su deserción. Hubo antes fenómenos parecidos pero esta fue más importante por el volumen informativo que se llevó consigo y publicaron los medios internacionales.
La otra novedad fue la actitud de Vladimir Putin, de soportar la fuerte presión de la administración Obama para que entregara en bandeja la cabeza del informante. Putin no la concedió. Es impensable que Mijail Gorbachov o Boris Yeltsin, capituladores a ultranza de la Casa Blanca, hubieran tenido esa digna actitud.
Glenn Greenwald, periodista estadounidense radicado en Brasil y columnista del The Guardian, fue elegido por el ex espía para ir publicando ese archivo-tesoro sobre la labor ilegal de la inteligencia.
Contra chinos, rusos e iraníes.
Una cosa era sabida: el mayor espionaje está centrado en los países que EE.UU. considera enemigos por ser opuestos en el régimen social, o implicar competencia económica o afectar sus intereses y de su aliado Israel en Medio Oriente. China, Rusia e Irán concitan el mayor interés de la NSA y la CIA. Execrable, al menos tal espionaje querría ser justificado con que el imperio quiere adelantarse a las movidas que podrían estar pergeñando Beijing, Moscú y Teherán.
Snowden demostró que el problema no son los chinos espiando a los norteamericanos sino a la inversa. A ver si toman nota las agencias internacionales, incluso las que a veces son espiadas por la NSA, caso de la Associated Press, que presentan las cosas al revés. Según éstas, el Ejército Popular de Liberación tiene en Shanghai su Unidad 61398 para hacer ciberespionaje al Pentágono. Los hechos prueban lo contrario. O quizás los chinos se están defendiendo de la intrusión previa de la vieja y agresiva potencia.
El gobierno cubano, por el bloqueo sufrido a manos del mal vecino no tiene los medios tecnológicos y cibernéticos con que sí cuentan sus amigos chinos y rusos. Tampoco en La Habana hay el menor interés de causarle daño. Sin embargo, EE UU mantiene a la isla en la lista de quienes supuestamente patrocinan el terrorismo, en una nueva pirueta del "mundo del revés".
El canciller cubano Bruno Rodríguez Parrilla dijo el martes pasado en la Asamblea General de la ONU que EE.UU., con su sofisticada red de espionaje mundial sobre gobiernos y empresas, castiga más fuerte a los cubanos. Ese espionaje rastrea y sanciona a bancos que hubieran tramitado pagos desde o hacia Cuba, a empresas que hubieran vendido algún producto estadounidenses o comprado mercadería con azúcar o níquel cubano, o medicamentos salidos de su Centro de Ingeniería Genética y Biotecnología.
Dilma muy digna
La NSA no rastrea sólo llamadas telefónicas y mensajes de celulares y mails de los gobernantes de fuerte enemistad con la Casa Blanca, como Putin, Xi Jinping y hasta hace poco Mahmud Ahmadinejad. El material aportado ilustró un feroz espionaje estadounidense contra Brasil, su presidenta Dilma Rousseff, Petrobras y el ministerio de Minas y Energía.
Brasilia es parte del BRICS, el grupo de poder alternativo que integra con Rusia, India, China y Sudáfrica. En varios tópicos, desde la geopolítica -oposición al plan de agredir Siria- hasta el comercio y finanzas internacionales -búsqueda de una moneda diferente al dólar-, ese bloque analiza cursos diferentes a EE.UU.
Otro motivo de esa intrusión ilegal fueron los descubrimientos de yacimientos petrolíferos por Petrobras en el litoral atlántico. En una reciente licitación se favoreció a un consorcio de la firma local y dos asociadas chinas. El imperio quería los datos para operar en contra de tal negociación: la data fue a Halliburton, la empresa del ex vicepresidente Dick Cheney, y a otras del Reino Unido, Canadá, Australia y Nueva Zelanda.
Rousseff tenía agendada una visita de Estado a Washington para el 23 de octubre pasado, pero la declinó en términos tajantes alusivos al espionaje sufrido. Así lo puso de manifiesto en la última semana de setiembre, cuando habló ante la ONU y anunció la presentación de un proyecto de regulación similar al del "Marco Civil de Internet". Su objetivo es "ampliar la protección de la privacidad de los brasileños".
La indignación de la brasileña no fue sólo con Obama sino también con Canadá, que se reveló como socio y cómplice de aquél en la violación de su privacidad y de la información reservada de Petrobras.
El celu de Angela
Ese proyecto ante la ONU será presentado por la jefa de Estado paulista y también por su colega alemana, Angela Merkel. La canciller no había sido muy solidaria con los gobernantes espiados, limitándose a acompañar algunos tibios comunicados de la Unión Europea. Más que repudio allí se pedían explicaciones.
El 23 de octubre pasado se vio obligada a protestar enérgicamente ante el presidente norteamericano, a quien llamó por teléfono indignada, luego que los servicios de inteligencia germanos confirmaran que Bonn-Berlín habían sido espiadas por EE UU. Incluso las comunicaciones desde y hacia el celular de la canciller habían estado monitoreadas. Los yanquis pinchan todos los teléfonos, todos los mails y todos los mensajes de texto, además de recabar por derecha o izquierda la información alojada en Facebook, Google y otras redes.
Dos días antes que Merkel se desayunara con tal desagradable sorpresa (o confirmara sus presunciones anteriores, que no habían dado lugar a protestas), había sido el turno del presidente de Francia.
Mientras los servicios secretos galos seguían con una profunda siesta, dormidos como cómplices activos con sus colegas de la NSA, el diario Le Monde había revelado que en un mes, de diciembre de 2012 a enero de 2013, los norteamericanos habían interceptado 70 millones de llamadas telefónicas y mensajes de empresas y particulares de Francia.
Mostrando otra vez el interés económico -junto con el político es la doble razón de tales pinchaduras-, el interés estadounidense se había centrado en territorio galo en Wanadoo y Alcatel, firmas de telecomunicaciones y aparatos y redes de comunicación respectivamente.
Otra vez la fuente del periódico francés había sido Snowden. El espionaje allí era enorme, pero quedaba empequeñecido respecto a la magnitud de ese delito cometido a escala internacional: 124.8 mil millones de comunicaciones telefónicas y más de 97 mil millones de conexiones. Rusia, China, Afganistán, Alemania, Gran Bretaña y Francia estaban entre los blancos más controlados.
Gracias Snowden
Del espionaje yanqui no se salvó siquiera un gobierno tan poco digno como el de España, arrastrado a los pies de las políticas de ajuste del FMI y el Banco Central Europeo. Mariano Rajoy tuvo que citar al nuevo embajador de EE.UU. en Madrid, James Costos, para quejarse de la fea actitud.
Ese diplomático dijo que informaría a su gobierno, pero en las audiencias celebradas tres días más tarde en el Congreso norteamericano, el jefe de la NSA, general Keith Alexander, negó que su dependencia fuera la responsable. "Se trata de información que nosotros y nuestros aliados de la OTAN hemos obtenido conjuntamente para la protección de nuestros países y en apoyo de nuestras operaciones militares", alegó el general.
Las dos cosas pueden ser ciertas y complementarias. La NSA es el núcleo organizador del espionaje y sus similares de la OTAN deben haber colaborado, con o sin conocimiento de los presidentes de esos 35 países espiados.
Como el general Alexander y su jefe político Obama no han hecho autocrítica ni prometido cesar en tan alevosa actividad, sólo resta que los países respetuosos de la ley unan sus esfuerzos contra el espionaje, avancen en la nacionalización de sus empresas de telecomunicaciones y de proveedores de Internet, en el blindaje de la seguridad de sus datos gubernamentales, empresariales y de ciudadanos.
Se sabía hace mucho que la CIA y las quince agencias de inteligencia, entre éstas la CSA, eran un peligro para el mundo. Pero desde que Julian Assange (WikiLeaks), Bradley Manning y luego Snowden aportaron las pruebas, los espías quedaron desnudos ante los ojos de la humanidad. Cuatro ex informantes norteamericanos le entregaron al joven ex topo el premio anual "Sam Adams" en Moscú en la primera quincena de octubre, en Moscú.
Cinco ex agentes muy sonrientes, fotografiados por la agencia Russia Today, son una postal de que la Casa Blanca y el Pentágono no pueden manejar el mundo a botón ni espiarlo impunemente.
Fuente: http://www.laarena.com.ar/opinion-obama_no_tiene_limites__espia_a_todo_el_mundo__amigo_o_enemigo-104263-111.html
El espionaje de la Agencia Nacional de Seguridad (NSA) de Estados Unidos quedó desnudo a partir de junio, cuando el ex espía de esa entidad y la CIA, Edward Snowden, filtró información publicada por el británico The Guardian.
Quien entregó tamaña data era consciente del riesgo que corría su libertad e incluso su vida, de modo que se fue a Hong Kong. Lo urgente para él era poner mucha distancia con la larga mano del gobierno estadounidense, que iba a reaccionar con la furia del asesino descubierto en la escena del crimen, con un revólver humeante.
Snowden estuvo en Hong Kong y luego viajó a Rusia, alojándose cinco semanas en el aeropuerto de Moscú hasta que las autoridades le dieron asilo temporal. El dato sobresaliente es su deserción. Hubo antes fenómenos parecidos pero esta fue más importante por el volumen informativo que se llevó consigo y publicaron los medios internacionales.
La otra novedad fue la actitud de Vladimir Putin, de soportar la fuerte presión de la administración Obama para que entregara en bandeja la cabeza del informante. Putin no la concedió. Es impensable que Mijail Gorbachov o Boris Yeltsin, capituladores a ultranza de la Casa Blanca, hubieran tenido esa digna actitud.
Glenn Greenwald, periodista estadounidense radicado en Brasil y columnista del The Guardian, fue elegido por el ex espía para ir publicando ese archivo-tesoro sobre la labor ilegal de la inteligencia.
Contra chinos, rusos e iraníes.
Una cosa era sabida: el mayor espionaje está centrado en los países que EE.UU. considera enemigos por ser opuestos en el régimen social, o implicar competencia económica o afectar sus intereses y de su aliado Israel en Medio Oriente. China, Rusia e Irán concitan el mayor interés de la NSA y la CIA. Execrable, al menos tal espionaje querría ser justificado con que el imperio quiere adelantarse a las movidas que podrían estar pergeñando Beijing, Moscú y Teherán.
Snowden demostró que el problema no son los chinos espiando a los norteamericanos sino a la inversa. A ver si toman nota las agencias internacionales, incluso las que a veces son espiadas por la NSA, caso de la Associated Press, que presentan las cosas al revés. Según éstas, el Ejército Popular de Liberación tiene en Shanghai su Unidad 61398 para hacer ciberespionaje al Pentágono. Los hechos prueban lo contrario. O quizás los chinos se están defendiendo de la intrusión previa de la vieja y agresiva potencia.
El gobierno cubano, por el bloqueo sufrido a manos del mal vecino no tiene los medios tecnológicos y cibernéticos con que sí cuentan sus amigos chinos y rusos. Tampoco en La Habana hay el menor interés de causarle daño. Sin embargo, EE UU mantiene a la isla en la lista de quienes supuestamente patrocinan el terrorismo, en una nueva pirueta del "mundo del revés".
El canciller cubano Bruno Rodríguez Parrilla dijo el martes pasado en la Asamblea General de la ONU que EE.UU., con su sofisticada red de espionaje mundial sobre gobiernos y empresas, castiga más fuerte a los cubanos. Ese espionaje rastrea y sanciona a bancos que hubieran tramitado pagos desde o hacia Cuba, a empresas que hubieran vendido algún producto estadounidenses o comprado mercadería con azúcar o níquel cubano, o medicamentos salidos de su Centro de Ingeniería Genética y Biotecnología.
Dilma muy digna
La NSA no rastrea sólo llamadas telefónicas y mensajes de celulares y mails de los gobernantes de fuerte enemistad con la Casa Blanca, como Putin, Xi Jinping y hasta hace poco Mahmud Ahmadinejad. El material aportado ilustró un feroz espionaje estadounidense contra Brasil, su presidenta Dilma Rousseff, Petrobras y el ministerio de Minas y Energía.
Brasilia es parte del BRICS, el grupo de poder alternativo que integra con Rusia, India, China y Sudáfrica. En varios tópicos, desde la geopolítica -oposición al plan de agredir Siria- hasta el comercio y finanzas internacionales -búsqueda de una moneda diferente al dólar-, ese bloque analiza cursos diferentes a EE.UU.
Otro motivo de esa intrusión ilegal fueron los descubrimientos de yacimientos petrolíferos por Petrobras en el litoral atlántico. En una reciente licitación se favoreció a un consorcio de la firma local y dos asociadas chinas. El imperio quería los datos para operar en contra de tal negociación: la data fue a Halliburton, la empresa del ex vicepresidente Dick Cheney, y a otras del Reino Unido, Canadá, Australia y Nueva Zelanda.
Rousseff tenía agendada una visita de Estado a Washington para el 23 de octubre pasado, pero la declinó en términos tajantes alusivos al espionaje sufrido. Así lo puso de manifiesto en la última semana de setiembre, cuando habló ante la ONU y anunció la presentación de un proyecto de regulación similar al del "Marco Civil de Internet". Su objetivo es "ampliar la protección de la privacidad de los brasileños".
La indignación de la brasileña no fue sólo con Obama sino también con Canadá, que se reveló como socio y cómplice de aquél en la violación de su privacidad y de la información reservada de Petrobras.
El celu de Angela
Ese proyecto ante la ONU será presentado por la jefa de Estado paulista y también por su colega alemana, Angela Merkel. La canciller no había sido muy solidaria con los gobernantes espiados, limitándose a acompañar algunos tibios comunicados de la Unión Europea. Más que repudio allí se pedían explicaciones.
El 23 de octubre pasado se vio obligada a protestar enérgicamente ante el presidente norteamericano, a quien llamó por teléfono indignada, luego que los servicios de inteligencia germanos confirmaran que Bonn-Berlín habían sido espiadas por EE UU. Incluso las comunicaciones desde y hacia el celular de la canciller habían estado monitoreadas. Los yanquis pinchan todos los teléfonos, todos los mails y todos los mensajes de texto, además de recabar por derecha o izquierda la información alojada en Facebook, Google y otras redes.
Dos días antes que Merkel se desayunara con tal desagradable sorpresa (o confirmara sus presunciones anteriores, que no habían dado lugar a protestas), había sido el turno del presidente de Francia.
Mientras los servicios secretos galos seguían con una profunda siesta, dormidos como cómplices activos con sus colegas de la NSA, el diario Le Monde había revelado que en un mes, de diciembre de 2012 a enero de 2013, los norteamericanos habían interceptado 70 millones de llamadas telefónicas y mensajes de empresas y particulares de Francia.
Mostrando otra vez el interés económico -junto con el político es la doble razón de tales pinchaduras-, el interés estadounidense se había centrado en territorio galo en Wanadoo y Alcatel, firmas de telecomunicaciones y aparatos y redes de comunicación respectivamente.
Otra vez la fuente del periódico francés había sido Snowden. El espionaje allí era enorme, pero quedaba empequeñecido respecto a la magnitud de ese delito cometido a escala internacional: 124.8 mil millones de comunicaciones telefónicas y más de 97 mil millones de conexiones. Rusia, China, Afganistán, Alemania, Gran Bretaña y Francia estaban entre los blancos más controlados.
Gracias Snowden
Del espionaje yanqui no se salvó siquiera un gobierno tan poco digno como el de España, arrastrado a los pies de las políticas de ajuste del FMI y el Banco Central Europeo. Mariano Rajoy tuvo que citar al nuevo embajador de EE.UU. en Madrid, James Costos, para quejarse de la fea actitud.
Ese diplomático dijo que informaría a su gobierno, pero en las audiencias celebradas tres días más tarde en el Congreso norteamericano, el jefe de la NSA, general Keith Alexander, negó que su dependencia fuera la responsable. "Se trata de información que nosotros y nuestros aliados de la OTAN hemos obtenido conjuntamente para la protección de nuestros países y en apoyo de nuestras operaciones militares", alegó el general.
Las dos cosas pueden ser ciertas y complementarias. La NSA es el núcleo organizador del espionaje y sus similares de la OTAN deben haber colaborado, con o sin conocimiento de los presidentes de esos 35 países espiados.
Como el general Alexander y su jefe político Obama no han hecho autocrítica ni prometido cesar en tan alevosa actividad, sólo resta que los países respetuosos de la ley unan sus esfuerzos contra el espionaje, avancen en la nacionalización de sus empresas de telecomunicaciones y de proveedores de Internet, en el blindaje de la seguridad de sus datos gubernamentales, empresariales y de ciudadanos.
Se sabía hace mucho que la CIA y las quince agencias de inteligencia, entre éstas la CSA, eran un peligro para el mundo. Pero desde que Julian Assange (WikiLeaks), Bradley Manning y luego Snowden aportaron las pruebas, los espías quedaron desnudos ante los ojos de la humanidad. Cuatro ex informantes norteamericanos le entregaron al joven ex topo el premio anual "Sam Adams" en Moscú en la primera quincena de octubre, en Moscú.
Cinco ex agentes muy sonrientes, fotografiados por la agencia Russia Today, son una postal de que la Casa Blanca y el Pentágono no pueden manejar el mundo a botón ni espiarlo impunemente.
Fuente: http://www.laarena.com.ar/opinion-obama_no_tiene_limites__espia_a_todo_el_mundo__amigo_o_enemigo-104263-111.html
A HISTÓRIA DO USO DAS ARMAS QUÍMICAS (I)
Descrevemos numa contribuição anterior a história da utilização das armas químicas remontando aos fogos gregos que um certo Callinicus havia desenvolvido. O fogo grego baseava-se na associação de um comburante, o salitre, com as substâncias combustíveis, como as resinas. Bem mais tarde, é a Alemanha que utiliza primeiro as armas químicas em 1915-17: cloro líquido e fosgénio, depois gás vesicatório e asfixiante de mostarda (ou iperite). Em resposta, a Grã-Bretanha e a França produziram também elas este gás letal. O gás nervin Tabun, que provoca a morte por asfixia, foi descoberto em 1936 por investigadores da sociedade alemã I.G. Farben. Em 1930, a Itália utiliza armas químicas na Líbia e em 1936 na Etiópia.
Os países ocidentais que lançam urros de escândalo, devem lembrar-se que foram eles os inventores e os vendedores destas armas de morte trágica. Camus escreveu a propósito em Agoravox: "(...) Quanto à tragédia do gaseamento da aldeia curda de Halabja em 1988, conviria sem dúvida recuperar do esquecimento o que escrevia Barry Lando, da cadeia americana CBS, em Le Monde de 27/Outubro/2005, que era preciso recordar "que as armas químicas iraquianas eram fornecidas principalmente por sociedades francesas, belgas e alemãs, cujos engenheiros e químicos sabiam exatamente o que Saddam preparava. E que os Estados Unidos haviam anteriormente fornecido a Saddam imagens de satélite que lhe permitiam atacar as tropas iranianas com armas químicas". [1]
Antes de se tornar o ícone da resistência ao nazismo, lê-se numa contribuição publicada no Guardian, Winston Churchill foi um fervoroso defensor do império britânico e um anti-bolchevique convicto. Ao ponto de preconizar o recurso aos gases que haviam sido o terror das trincheiras. (...) Churchill, então secretário de Estado da Guerra, afasta os seus escrúpulos com um gesto de mão. Desde há muito partidário da guerra química, está decidido a servir-se dos gases contra os bolcheviques na Rússia. Durante o Verão de 1919, 94 anos antes do ataque devastador na Síria, Churchill prepara e faz lançar um ataque químico de envergadura. Não foi a primeira vez que os britânicos recorreram ao gás de combate. No decorrer da terceira batalha de Gaza [contra os otomanos] em 1917, o general Edmund Allenby mandou atirar 10 mil obuses com gases asfixiantes sobre as posições inimigas. Entretanto, foi desenvolvido um novo gás extremamente tóxico, o difenilaminecloroarsine, descrito como "a arma química mais eficaz já concebida" [2]
Em 1919 Winston Churchill, então secretário de Estado da Guerra, decide utilizar os grandes meios. Lemos o que escreveu Camus: "Um programa executado ao pé da letra pelo tenente-coronel Arthur Harris que foi louvado nestes termos: "Os árabe e os curdos sabem agora o que significa um verdadeiro bombardeamento... Em 45 minutos somos capazes de arrasar uma aldeia e de matar ou ferir um terço da sua população". Vinte e cinco anos mais tarde, Winston Churchill, fiel a si mesmo, defendia ideias quase idênticas a propósito do Reich nacional-socialista (...) Acrescentemos por honestidade que a utilização britânica dos ataques aéreos com gás mostarda (iperite), nomeadamente em Suleimanié, no Curdistão, junto à fronteira iraniano-iraquiana, em 1925 – um ano após a assinatura do Protocolo de Genebra proibindo "o emprego na guerra de gases asfixiantes, tóxicos ou semelhantes e de meios bacteriológicos" – não foi uma prática totalmente isolada: os espanhóis no Rif marroquino [1921-1927] e os japoneses na China não se privaram de a eles recorrerem". [1]
Tal como todos os países ocidentais, a França desenvolveu de modo intenso os gases de combate, nomeadamente a partir da Primeira Guerra Mundial. O seu know-how foi exportado para vários países. Apesar de todas as convenções assinadas, ela manteve na Argélia uma base de experimentações. Fabrice Nicolino escreveu a respeito: "A França gaullista esqueceu as armas químicas de B2 Namous . A França socialista esqueceu os 5000 mortos de Halabja. Em 16 de Março de 1988, Mirages made in France lançam sobre a cidade curdo-iraquiana de Halabja foguetes cheios de um cocktail de gás sarin, tabun e mostarda. 5000 mortos. (...) A urgência é apoiar Saddam Hussein, raïs do Iraque, contra os mulás de Teerão. E que se saiba, nem uma palavra de Hollande, nesse tempo um dos peritos do Partido Socialista. É verdade que tão cedo eles não darão explicações sobre a base secreta B2 Namous, antiga base de experimentação de armas químicas & bacteriológicas (...) De Gaulle tem a obsessão que se sabe: pela grandeza, pela potência. A nossa primeira bomba atómica explode em 13 de Fevereiro de 1960 na região de Reggane, no centro de um Saara então o francês. O que é menos conhecido é que o poder gaullista negocia a seguir com a Argélia de Ahmed Ben Bella para conservar no Saara bases militares secretas. Os ensaios nucleares franceses, passados a subterrâneos, continuaram no Hoggar, próximo de In Ecker, até 1966. A França assinou em 1925 uma convenção internacional proibindo a utilização de armas químicas, mas o que valem os pedaços de papel? Entre 1921 e 1927, o exército espanhol trava uma guerra de pavor químico contra os insurrectos marroquinos do Rif. E sabe-se agora que a virtuosa França havia formado os "técnicos" e vendido fosgênio e iperita Madrid. [2]
Fonte: resistir.infoA RECOLONIZAÇÃO DOS TERRITÓRIOS NA GLOBALIZAÇÃO NEOLIBERAL (I)
Gilberto López y Rivas*
“Partilhamos a aguda crítica de Valqui quando se refere a supostos marxistas que esperam o fim natural do capitalismo e o triunfo também natural da revolução e do socialismo, abstraindo dos sujeitos históricos e da crítica das armas, com um marxismo de cátedra, com circos eleitorais como esperança plurianual, o cretinismo parlamentar, em suma, com a conciliação de classes de uma amorosa república.”
Pablo González Casanova insistiu em que vivemos um processo renovado de dominação e reapropriação do mundo; uma recolonização através da ocupação integral dos nossos países, estruturada no âmbito nacional através de reformas constitucionais e legais, e através de disposições de facto, todas elas realizadas sem consultar a sociedade e os cidadãos em particular. No caso do México, destacam-se como exemplos dentro da primeira a reforma do artigo 27 da Constituição e das suas leis secundárias que puseram à venda as suas terras comunitárias e baldios, abriram os territórios a corporações estrangeiras e constituem, de facto, a ruptura da aliança social e do pacto político resultante de uma revolução armada que deu lugar à Carta Magna de 1917 e que custou ao país um milhão de mortos. Da segunda, reapropriação do mundo, temos O Tratado de Livre Comércio (TLC), a Aliança para a Segurança e a Prosperidade da América do Norte (ASPAN), e a Iniciativa Mérida, que violam gravemente a soberania econômica e política da nação sem que estes tratados e mecanismos de ingerência tenham sido aprovados pelo Congresso da União, para não mencionar a cidadania por eles afetada.
Estas políticas, ações e transformações, legalmente ou à margem da Lei mas impostas pelos governantes, ao aprofundarem e alargarem a ocupação refuncionalizaram as nossas nações, os seus territórios, os seus recursos naturais e estratégicos, tal como o patrimônio cultural dos nossos povos ao projeto transnacionalizador e hegemônico do «imperialismo coletivo» encabeçado pelos Estados Unidos [1], as suas forças dominantes e os sectores que nos nossos países patrocinam governos de traição nacional [2], que Marx identificava como os que perante uma invasão nacional sacrificam o dever nacional ao interesse de classe.
Por seu lado, Camilo Valqui, no seu livro Marx vive: Derrube do capitalismo, complexidade de uma totalidade violenta, propõe o conceito imperialização para descrever esta reconfiguração que pressupõe a transnacionalização neoliberal. Esta imperialização é definida como o predomínio econômico, político, ideológico e militar do capital monopolista transnacional que se estende e aprofunda: 1) nos recursos naturais e estratégicos do globo, na mega produção e nos mega mercados, 3) nos fluxos financeiros, 4) na investigação científica e tecnológica, 5) nas armas de destruição massiva e 7) nas organizações internacionais, como o Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), por exemplo. Mas, paralela e dialeticamente a este predomínio, também devemos tomar em conta a sua contra-parte, isto é, o caráter pluridimensional da crise capitalista actual: económica, social, militar, política, geopolítica, moral, epistémica, cultural, intelectual, de alimentos, de matérias-primas, de energia e do ambiente.
Esta imperialização que num meu trabalho recente, «Estudando a contra-insurreição dos Estados Unidos: manuais, mentalidades e uso da antropologia», mantém a dimensão militar que denominei como terrorismo global de Estado [3] para caracterizar a política de violência perpetrada pelos aparelhos estatais imperialistas de âmbito mundial contra povos e governos, com o propósito de infundir terror e em violação das normas do direito nacional e internacional. Defendo que no estudo e análise do terrorismo se enfatizou o terrorismo individual e o de grupos clandestinos de todo o espectro político ignorando e deixando de lado o papel do imperialismo estadunidense e dos estados capitalistas na organização do terrorismo interno e de âmbito internacional. O terrorismo global de Estado violenta os marcos legítimos, ideológicos e políticos das repressão «legal» (a justificada pelo quadro jurídico internacional) e apela a «métodos convencionais», ao mesmo tempo extensivos e intensivos, para aniquilar a oposição política e o protesto social a nível planetário.
Valqui considera que a devastação mundial de seres humanos é própria do capitalismo desde o seu aparecimento, mas em pleno século XXI, com a transnacionalização actual exacerbou-se exponencialmente a violência sistêmica e o anti-humanismo que o caracteriza; sustenta que os processos de reprodução do capital e a sua procura insaciável do lucro são incompatíveis tanto com a vida humana como com a própria natureza, que este sistema destrói integralmente. Assim, o capitalismo transnacional é descrito como espoliador, despótico, predador, genocida e terrorista e vive-se numa verdadeira tragédia social, como o podemos constatar no nosso país. Isto é, na essência o capitalismo foi, é e será violência sistêmica [4]. Nessa direção, as descrições que faz Valqui da extração mineira, com a sua destruição do meio-ambiente, rios e lagoas, flora, fauna, vida humana, biodiversidade, para o caso do Peru, México, Chile, etc., constituem um material riquíssimo para fundamentar lutas contra a atividade mineira a céu aberto que, como em Morelos, ameaça territórios, especialmente os indígenas, de acordo com as investigações feitas pelo nosso colega Eckart Boege [5].
Por outro lado, a imperialização constitui uma forma nova de partilha do mundo entre os Estados Unidos, o Japão, a Alemanha, a Rússia e a China que pode levar a guerras inter-imperialistas. Apesar disso, como poder hegemônico em todo o planeta, os Estados Unidos instauraram a barbárie como processo devastador do gênero humano e da natureza. O terrorismo de Estado global, o terrorismo transnacional, conta com a cumplicidade da ONU e dos governos supostamente democráticos que, paradoxalmente, estabelecem uma democracia despojada de todo o conteúdo participativo, com permanentes violações dos direitos humanos, o que vem demonstrar que, historicamente, capitalismo e democracia são incompatíveis. A democracia tutelada pelo capitalismo estabelece, por isso mesmo, como principal suporte ideológico, uma ditadura mediática que impõe um pensamento único e um imaginário social que estimulam a reprodução de consumidores compulsivos, pessoas dóceis e opacas, obedientes concorrenciais, conformistas, individualistas, narcisistas.
Na análise desta reconfiguração mundial existem com Valqui outras coincidências: por exemplo, considerar o crime organizado, a economia mafiosa, ilícita e criminosa como outras formas de acumulação do capital transnacional parasitário, ao qual se atribui 5% do PIB global. O dinheiro denominado sujo vai parar aos grandes megabancos e empresas financeiras.
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