sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O CENÁRIO ELEITORAL DE CURITIBA E DO PARANÁ

Se as pesquisas dos candidatos a prefeito de Curitba se confirmarem nas urnas, teremos um segundo turno com Ratinho e Ducci. Os dados, se não forem fajutos, demonstram o boicote total das hostes petistas a candidatura de Gustavo Fruet, sem dúvida o melhor candidato de todos os grandes que se apresentam; porque na realidade o melhor, o ideológico, o da mudança paradigmática é Meirinho. Mas voltando a traição do PT ao Gustavo; o Gustavo está levantando o trófeu do candidato mais traido ao longo da sua carreira política. Na realidade, esse eleição é uma passarela para 2014 rumo ao Oalacio Iguaçú. A petezada, que está louca pra chegar lá ,está apostando num cenário onde o segundo turno com Ratinho, apoiado pelo PT de Gleisi. Por que? Porque a derrota de Ducci inviabiliza o retorno, a reeleição de Beto Richa e reforça a candidatura de Gleisi ao governo do Paraná. Por outro lado Requião sai fortalecido porque jogou sua tropa de choque,Alexandre Kuri, Romanelli, Doático e outros de menor tamanho, pro lado do Ducci com intenções não manifestas, mas explicitas, de uma aliança lá adiante, em 2014. Nessa brincadeira de gente grande eliminam Grecca - que está morto politicamente-, Gustavo que fica em situação delicada e Beto Richa que deve por as barbas de molho. A melhor situação fica com Requião que é senador; pode sair candidato com mandato, na situação de tércios, correndo por fora, secando a Gleisi e o Beto; com perspectivas de se eleger. Esse o cenário eleitoral de Curitiba em 2012 e do Paraná em 2014. Aguardem!

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O DECLÍNIO DO OCIDENTE: TRAGÉDIA OU COMÉDIA?


 

por Paul Craig Roberts [*]
Durante a Guerra do Vietname a Suécia era um país independente com consciência moral e abrigou cidadãos estado-unidenses que protestavam contra a guerra e que recusaram a conscrição. Washington percebeu o custo disto e comprou o governo sueco a fim de impedir um ressurgimento de consciência moral da parte de qualquer governo ocidental.

No pós II Guerra Mundial e durante as décadas seguintes da Guerra Fria com a União Soviética, os países ocidentais apresentavam-se como a consciência moral do mundo. Descobrimos que isto em grande medida foi uma farsa. Os "países ocidentais" são meros peões cúmplices dos crimes de Washington quando o governo dos EUA tenta bloquear toda informação na sua busca de hegemonia mundial.

Mark Weisbrot, a escrever na Aljazeera, tem o que dizer acerca da utilização por Washington do seu governo fantoche na Suécia a fim de perseguir Julian Assange pela publicação de documentos que revelam a má fé de Washington e a fraude a outros países:

http://www.aljazeera.com/indepth/opinion/2012/09/20129674125619411.html
"Há uma abundância de provas de que os EUA estão muito interessados em punir Assange, e elas continuam a crescer: em 18 de Agosto, o Sydney Morning Herald informou que o serviço de estrangeiros da Austrália estava consciente de que as autoridades dos EUA estiveram a perseguir Assange durante pelo menos 18 meses. E em 24 de Agosto Craig Murray, antigo embaixador do Reino Unido com 20 anos de carreira diplomática, informou que os seus colegas do Foreign Office britânico sabiam melhor porque fazer a ameaça sem precedentes de invadir a embaixada do Equador, mas que fizeram-no sob pressão de Washington.

"Tal como muitos países europeus, incluindo naturalmente o Reino Unido, a política externa sueca está estreitamente alinhada com a do governo estado-unidense. Esta não foi a primeira vez em que a Suécia colaborou com seus aliados de Washington para violar direitos humanos e o direito internacional. Em 2001, o governo sueco entregou dois egípcios à CIA de modo a que pudessem ser enviados ao Egipto, onde foram torturados.

"A acção sueca provocou a condenação da ONU e o governo foi forçado a pagar indemnizações às vítimas; ambas posteriormente isentadas de qualquer suspeita de transgressão. Inquéritos mostram que os suecos consideraram tal crime como o pior escândalo político no seu país em 20 anos.

"A Suécia é uma social-democracia altamente desenvolvida que tem muitas garantias de direitos civis e liberdades para os seus cidadãos. O povo da Suécia não deveria permitir que o seu governo continue a desacreditar-se em outro crime governamental internacional – este um ataque funesto à liberdade de expressão – simplesmente porque Washington assim o quer".
John Baird. Todos os países ocidentais cumprem as ordens de Washington e são cúmplices nos seus crimes. Washington ou Israel – no essencial, a mesma coisa – fez com que o governo fantoche do Canadá acabasse as relações diplomáticas do país com o Irão sem nenhuma razão que se veja. O ministro canadiano dos Negócios Estrangeiros, John Baird, numa inabitual mostra de ignorância, mesmo para ele, condenou o Irão como uma "ameaça à segurança global". Nenhuma pessoa inteligente poderia acreditar que o Irão constitui uma ameaça à segurança global.

Olhe-se para John Baird. Ele parece mesmo um idiota mentecapto. No que é que se tornaram os canadianos, que foram outrora um povo inteligente e tolerante, para colocaram loucos no ministério? Baird, depois de ser informado pela sua equipe que ao Irão faltava força para ser uma ameaça à segurança global, mudou a sua justificação e insistiu em que rompeu relações diplomáticas devido à hostilidade do país para com Israel. Isto trouxe para o imbecil ministro dos Negócios Estrangeiros do Canadá gargalhadas ainda mais altas. É Israel que tem estado a ameaçar o Irão com ataque militar e a exigir que os EUA se lhe juntem, não o Irão a ameaçar Israel com ataque.

Os países ocidentais tornaram-se uma caricatura de hipocrisia. Se os países ocidentais não estivessem armados com ogivas nucleares, a maior parte do mundo cairia na gargalhada.
10/Setembro/2012
[*] Antigo secretário de Estado do Tesouro dos EUA e colaborador do Wall Street Journal

O original encontra-se em http://www.globalresearch.ca/the-declining-west-tragedy-or-comedy/


Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ . O

terça-feira, 11 de setembro de 2012

TERRORISMO, FOME E O WORLD TRADE CENTER


                              

Hoje, 11 de setembro,a imprensa nacional e internacional está se deleitando sobre a tragédia do World Trade Center, as famosas Torres Gemeas. Falam do terrorismo de um caso ainda pouco esclarecido. Falavam, em 2001 de 6 mil vítimas; hoje dizem que o caso foi o “ mais violento da história, com um registro de cerca de 3 mil mortos(...)”, segundo noticia da AFP- publicada na Gazeta do Povo (11/09/12). A mesma matéria diz que “ eleição ofusca aniversário do atentado de 11 de setembtro”; mas calam, não informam, não se emocionam,não protestam que nesse momento estão morrendo, de fome, 35.600 crianças em todo o mundo. São dados da FAO. Isto quer dizer que nesses 11 anos do aniversário da tragédia do World Trade Center morreram, de fome, 4.699.200 crianças, o correspondente a 1566 World Trade Center. São atos e fatos que passam desapercebido, sem contar os crimes cometidos pelo império contra os povos indefesos do Afeganistão, do Iraque, da Líbia e do Irã. Disso a mídia mafiosa não fala!

sábado, 8 de setembro de 2012

TORTUOSAS ANÁLISE


  
O ex-ministro da Fazenda de Sarney, que também foi executivo do Banco do Brasil, o economista Mailson da Nóbrega acaba de publicar na Folha de São Paulo – 31/0812-, matéria com o título “Tortuosos caminhos da política fiscal do PT” onde critica o uso dos recursos do FGTS para o programaMinha Casa, Minha Vida, programa de habitação popular criado no final do governo Lula. O senhor Mailson, como grande defensor do capitalismo avassalador, inimigo dos trabalhadores, usa sua verve, seu ódio de classe, afirmando que “ O uso do FGTS para subsidiar o acesso à casa popular é mais um capítulo dessa desconstrução institucional das finanças públicas (...)”. Interessante que nunca vi ou li o puxa-saco do empresariado nacional, senhor Mailson da Nobrega fazer qualquer crítica contra o uso indevido dos recursos do  FATspara financiar empreendimentos industriais, inclusive hospitais. Hipocrisia e má-fé é que não falta aos produtores de tortuosas análises.
 

A COPA DO MUNDO E O TURISMO SEXUAL



COPA E TURISMO SEXUAL

Jornais noticiam que “ a dois anos da Copa, país não consegue conter exploração infantil”(Gazeta do Povo – 02/09/12). Um repórter da Gazeta percorreu 10,5 mil quilômetros pela costa brasileira e constatou “  a vulnerabilidade de crianças e adolescentes à exploração sexual em cidades- sede do evento, do Rio à Fortaleza. Falta controle em hotéis e pousadas, e estabelecimentos até incentivam a prática”. Vejam que é uma denúncia de um jornal conservador que não é afeito a sensacionalismos!
Ora, os governos dos Estados turistas e, principalmente, a policia destes Estados conhece essa situação de prostituição infantil. Nada fazem. Por que? Porque são canalhas pagos e a serviço de hóteis, pousadas, baladas e outros “ inferninhos” que encharcam suas mãos – deles- com o dinheiro sujo da prostituição de menores. Paredón é pouco pra essa caterva!

AMBIENTALISTAS ECOCAPITALISTAS



Segundo a Gazeta do Povo-02/09/12-, “os verdes se rendem ao capital”. A reportagem diz que “ a saída encontrada por organizações não-governamentais(ONGs) foi se adaptar às regras de mercado e, assim incrementar a captação de recursos para financiar projetos”. As ONGs ecocapitalistas recorrem a anuidade de cartão de crédito, venda de títulos de capitalização e até aplicação em bolsa de valores.  Essas são ações tático-estratégicas de grandes ONGs que atuam como salvadoras dos crimes ambientais das empresas capitalistas e assim, aos olhos da sociedade capitalista, ainda posam de ambientalistas ,de ecologistas. Tem muita gente enricando e vivendo muito bem na base da maquiagem ambiental! O Ministério Público precisa e deve fiscalizar a aplicação destes recursos! Dizem – é preciso averiguar isso – que a Serra do Mar é rica em minérios e, muita gente tem terra na área, bem como estão criando “ condomínios de biodiversidade” para “ manterem áreas verdes”. É preciso que o IAP, a SEMA, o IBAMA fiscalizem com rigor essas ações na Serra do Mar; façam uma operação pente-fino para averiguar e constatar até onde vai a boa intenção dessa gente.  O ceticismo ainda domina a população!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

E O BRASIL QUANDO VAI TOMAR UMA ATITUDE?



 
Na Argentina, uma condenação histórica contra o agrotóxico assassino
A Justiça de Córdoba condenou a três anos de prisão (que serão cumpridos em trabalhos sociais) um latifundiário e o piloto de um avião que fumigou plantações de soja numa região urbana. Dois componentes químicos – endosulfán e glifosato – foram espalhados, em 2004 e 2008, nas plantações de soja de Francisco Parra, vizinhas ao bairro de Ituzaingó, em Córdoba. Foi a primeira vez que a Argentina condena o uso de glifosato, produzido pela Monsanto. O artigo é de Eric Nepomuceno.
Eric Nepomuceno - Buenos Aires
Buenos Aires - A Argentina é um país de julgamentos. Agora mesmo estão sendo julgados antigos ditadores, generais que ordenaram assassinatos e roubos de recém-nascidos, agentes das forças armadas e da polícia que participaram do terrorismo de Estado durante a ditadura cívico-militar que imperou entre 1976 e 1983. E, como se fosse pouco, um ex-presidente, o frouxo e confuso Fernando de la Rúa (dezembro 1999-dezembro 2001), aquele que foi posto para fora por manifestações populares e escapou da Casa Rosada pelo telhado, está no banco dos réus, acusado de subornar senadores peronistas, de oposição, para que votassem a favor da nova legislação trabalhista.

Com tanto vai-vem, com tanto entra e sai de tribunais, uma sentença determinada por um tribunal de Córdoba, a segunda província e a segunda maior cidade do país, abriu espaço e conquistou atenções: num julgamento considerado histórico num país de julgamentos históricos, a Justiça cordobesa condenou a três anos de prisão (que serão cumpridos em trabalhos sociais) um latifundiário e o piloto de um avião que fumigou plantações de soja numa região urbana. Dois componentes químicos – endosulfán e glifosato – foram espalhados, em 2004 e 2008, nos inseticidas fumigados pelo piloto Edgardo Pancello nas plantações de soja de Francisco Parra, vizinhas ao bairro de Ituzaingó, em Córdoba.

Foi a primeira vez que a Argentina condena o uso de glifosato, produzido pela multinacional envenenadora Monsanto – a mesma que desenvolveu o ‘agente laranja’ utilizado pelos Estados Unidos na guerra do Vietnã e produz sementes transgênicas utilizadas em vários países, o Brasil inclusive.

É o resultado de uma luta de dez anos dos moradores de Ituzaingó e de outras localidades argentinas, que denunciam as conseqüências do uso do glifosato nos agrotóxicos produzidos pela Monsanto e fumigados a torto e a direito país afora. O embriologista argentino Andrés Carrasco, que há anos denuncia os altíssimos riscos de contaminação do agrotóxico Roundup, fabricado pela Monsanto à base de glifosato, já havia antecipado, à exaustão, o que o tribunal de Córdoba agora concluiu: quem usa esse produto comete crime ambiental gravíssimo.

Contra todos os argumentos da envenenadora multinacional, o tribunal de baseou em dados inquestionáveis: de 142 crianças moradoras de Ituzaingó que foram examinadas, 114 contêm agroquímicos em seu organismo, e em altas quantidades. Foram constatados ainda 202 casos de câncer provocados pelo glifosato, dos quais 143 foram fatais num lapso curtíssimo de tempo. Houve, em um ano, 272 abortos espontâneos. E dos nascidos, 23 sofrem deformações congênitas. Moram em Ituzaingó pouco mais de cinco mil pessoas, o que dá uma dimensão clara dos males sofridos.

A cada ano que passa cerca de 280 milhões de litros de Rondup – ou seja, de glifosato – são despejados nos campos argentinos. São cerca de 18 milhões de hectares aspergidos ou fumigados nas plantações de soja transgênica, que significam 99% de tudo que o país produz. O mais brutal é que essa soja nasce de sementes geneticamente modificadas, produzidas pela própria Montanto. O glifosato contido no Roundb destrói tudo – menos a semente.

Ou seja, a multinacional do veneno criou uma semente que é a única que resiste ao agrotóxico produzido pela mesma indústria. Até agora, as denúncias de Andrés Carrasco, diretor do Laboratório de Embriologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires, haviam esbarrado num muro aparentemente intransponível: em 1996, o glifosato foi autorizado por lei na Argentina, durante o governo de Carlos Menem.

Detalhe: a lei foi aprovada a toque de caixa tomando como base estudos financiados pela própria Monsanto. Das 135 páginas do tal estudo, 108 estavam escritas em inglês. Sequer se deram o trabalho de traduzi-las.
Há outras denúncias, há outros processos. Também em Córdoba foram detectados casos assustadores na localidade de Matabrigo, cercada de plantações de soja transgênica fumigadas com glifosato.

O glifosato continua sendo usado em campo aberto. Mas, na Argentina, já não poderá mais ser aplicado em áreas próximas às zonas urbanas. Além de abrir jurisprudência no país, a sentença do tribunal cordobês abre um precedente importante para milhares de processos em andamento em toda a América Latina.

Aqui no Brasil, nada muda. O veneno continua sendo um dos motores principais do agronegócio. Em nosso país, o volume de pesticidas e agrotóxicos utilizados no campo é mais de três vezes superior ao da Argentina. Somos campeões mundiais de veneno, e tudo continua igual. A Monsanto continua, impávida, envenenando o dia a dia de milhões de brasileiros.

Aliás, e por falar em Monsanto: alguém se preocupou em saber como anda a questão da soja transgênica semeada no Paraguai e fumigada ou aspergida com glifosato? Ou seja, alguém se preocupou em saber até onde a reforma agrária defendida pelo deposto presidente Fernando Lugo afetaria os interesses da Monsanto no país?